Grinder no início aprendeu de Bandler. Aplicou terapias em grupo na prática de trabalho terapêutico de grupo do que tinha visto fazer a Bandler na semana anterior. E certamente que Bandler, especialista em matemática e computadores e com interesse por psicologia nunca teria chegado onde chegou sem a contribuição do linguista e ex-agente da CIA que foi John Grinder.
Em 1981 o topo mundial na “ciência” e “arte” da comunicação excelente, os tais Bandler e Grinder, não se entendem sobre direitos de autor, o que depois de anos de disputa em tribunal acaba em águas de bacalhau. Tanto o US Superior Court como a Engels High Court, pondo fim à polémica Bandler-Grinder, declaram em 2000 que a PNL e o termo podem ser empregues livremente:
em princípio toda a gente em todo o mundo, seja sapateiro, cirurgião ou engenheiro, pode oferecer a todo o momento, independentemente da sua formação, cursos de Programação NeuroLinguística sem invocar nem pagar nem se preocupar com direitos de autor (talvez por isso haja uma necessidade intrínseca nos centros de invocar chamadas organizações internacionais para justificar credibilidade e responder à crença generalizada no valor de diplomas embora não sejam mais que papéis selados ou não! No entanto, sobretudo Associações nacionais, dão uma certa segurança na medida em que, pelo menos, controlam um mínimo de normas.)
No seguimento desta história sinto às vezes como cómico ouvir falar de representações internacionais e os próprios autores que consideram a sua PNL como genuína.
Bandler e Grinder não têm então outra alternativa senão inventar qualquer coisa nova para justificar a relevância e exclusividade dos seus trabalho visto que foram outros a colher os louros. Quem colhe os louros é sobretudo um tal Anthony Robbins que lhe dá outro nome, comercializa a coisa de tal forma até atingir sessões com 12.000 pessoas e libertando definitivamente a PNL da terapia e levando-a para todas as áreas da comunicação e sobretudo enchendo o seu próprio bolso de yuppie. (A PNL balanceia entre os fins do movimento cultural dos hyppie e começo da era dos yuppie, o que se vai reflectir no seu desenvolvimento e nos programas oferecidos pelos diversos centros, embora pelo que tenho assistido, muitas vezes os trainers não tenham consciência disso).
Bandler inventou então o DHE (Design Human Engineering) em que, segundo os críticos, desenvolveu aquilo que já estava presente e é considerado clássico em PNL, sobretudo o trabalho com submodalidades. Para além disso Bandler tem feito muito trabalho baseado na hipnose e até nos últimos anos, segundo alguns, intervenções como resultado do trabalho em hipnose teatral de Paul McKenna, uma figura que tem para além disso ajudado e inspirado muita gente.
Grinder, o intelectual, quis pôr os pontos nos íís e distinguir-se tornando claro o que ele acha que é PNL e o que não é, e criando aquilo a que chamou de New Code NLP. Diversos pontos que Grinder aponta no seu trabalho “Whispering in the Wind” com Carmen Bostic St. Clair, parecem na verdade ter tido algum impacto como a sua visão sobre o que distingue a modelagem em PNL duma modelagem analítica de carácter universitário como a que Dilts estava fazendo, o papel do inconsciente e a necessidade de neutralizar a mente consciente na transformação, a congruência do pnliano no emprego das técnicas, o acento novamente dado à questão da intenção positiva, o papel das diversas posições perceptivas, etc…. O que podemos afirmar como seguro é que não há grande novidade e que praticamente o que tem sido introduzido como novo ou como complemento por Bandler e Grinder tem sido facilmente asimilado sem distinções nos cursos clássicos de PNL. Em qualquer training e centro no mundo e, pelo que sei, até mesmo em Portugal, as chanadas novidades já estão há muito mais que integradas nos programas regulares. O que mundialmente se admite, pelo que tenho seguido, é que estes chamados novos produtos estão muito longe de ser novos e produzir o impacto que os autores possivelmente desejariam.
Como li algures, podemos resumir a coisa assim:
"Bandler e Grinder são como os Beatles depois da separação. É certo que continuavam a produzir novos números mas faltava-lhes a criatividade que tinham quando estavam juntos."
A PNL não seria o que é nem se teria desenvolvido como se desenvolveu nem teria as perspectivas de crescimento que oferece, sem aquele grupo básico que se dissolveu quando os tais grandes gurus da comunicação excelente Bandler e Grinder se envolveram em disputas `egóicas` pessoais. O que não descredibiliza a excelência do contributo.
Esse grupo básico juntamente com outros continuaram o trabalho e souberam desenvolver toda a potencialidade que os dois génios afinal muito "humanos" tinham produzido. Assim seria impossível falar de PNL sem mencionar, por exemplo, em primeiro e proeminente lugar Robert Dilts e depois, por ordem arbitrária, Tad James (TM, Time Line Therapy), Lucas Derks (Social Panorama), Michael Hall (Neuro-Semantics, Meta-states), John Overdurf (Humanistic Neuro-Linguistic Psychology), Penny Tompkins e James Lawley (Symbolic Moddelling), Steve Andreas, Richard Bolstad, Anné Linden, Connirae Andreas, Joseph O`Connor, Todd Epstein, Robert McDonald, etc., etc., etc.
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Relações Bandler-Grinder ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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sábado, 6 de março de 2010
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Que trainer, que instituto devo escolher?
Haverá cada vez maior oferta de PNL no mercado. Que trainer escolher então? Em que Instituto me vou inscrever?
A questão é que após as divergências dos autores Bandler e Grinder e os longos processos jurídicos entre estes mestres, foi decretado pelos tribunais Americano e Inglês (US Superior Court e Engels High Court) que o termo PNL pode ser empregue livremente. (veja “Relações Bandler-Grinder e direitos de autor” neste blogue, 6 de Março de 2010, http://pnl-portugal.blogspot.com/search?q=Rela%C3%A7%C3%B5es+Bandler-Grinder). Ninguém pode assumir internacionalmente em PNL direitos de autor. Em princípio qualquer pessoa pode pôr uma tabuleta na porta e dar cursos de PNL.
Por isso, torna-se importante ter cuidados extra na escolha de um trainer ou Instituto. Mas a que dar atenção? Que critérios utilizar na escolha?
Seguem-se algumas sugestões que me parecem pertinentes a ter conta numa escolha…
1. Embora os certificados não sejam tudo na vida, é conveniente assegurar-se que no fim do curso, desde que tenha obedecido às normas, receba o seu certificado (se quiser fazer um curso noutro instituto, em Portugal ou no estrangeiro, precisa do certificado);
2. Conveniente ter, para além do certificado, informação específica das horas de treino e do conteúdo (veja, por exemplo, critérios de certificação em… http://pnl-portugal.blogspot.com/p/criterios-de-certificacao-e-codigo.html. Investigue também os critérios do código ético do trainer;
3. Assegure-se de que o certificado tem muitas possibilidades de ser reconhecido por institutos internacionais (isto também para o caso de querer continuar os seus estudos no estrangeiro);
4. Investigue a transparência das normas de certificação e exames;
5. Investigue a transparência dos preços, possíveis descontos, sinais para inscrição, etc.;
6. Qual é o grau de credibilidade do trainer ou instituto? Embora tenha sempre um carácter subjectivo, pode investigar isso em pessoas que já fizeram o curso.
7. Certifique-se da organização ou organizações a que o trainer ou Instituto está ligado. Certifique-se concretamente da possibilidade de contacto (pessoas, número de telefone, mail) dessas organizações;
8. O trainer pode ser muito bom trainer, mas é importante que o curso se ajuste às suas necessidades específicas. Os programas podem ser os mesmos, mas cada trainer dá-lhe um acento especial (aplicações, processos pessoais, linguagem corporal, espiritualidade, etc.) Investigue o que caracteriza e distingue este trainer/instituto em relação aos outros trainers e institutos;
9. Investigue se a “pessoa” do trainer se encaixa com a sua pessoa.
Se tiverem mais sugestões, preencham-nas como comentário.
Obrigado.
A questão é que após as divergências dos autores Bandler e Grinder e os longos processos jurídicos entre estes mestres, foi decretado pelos tribunais Americano e Inglês (US Superior Court e Engels High Court) que o termo PNL pode ser empregue livremente. (veja “Relações Bandler-Grinder e direitos de autor” neste blogue, 6 de Março de 2010, http://pnl-portugal.blogspot.com/search?q=Rela%C3%A7%C3%B5es+Bandler-Grinder). Ninguém pode assumir internacionalmente em PNL direitos de autor. Em princípio qualquer pessoa pode pôr uma tabuleta na porta e dar cursos de PNL.
Por isso, torna-se importante ter cuidados extra na escolha de um trainer ou Instituto. Mas a que dar atenção? Que critérios utilizar na escolha?
Seguem-se algumas sugestões que me parecem pertinentes a ter conta numa escolha…
1. Embora os certificados não sejam tudo na vida, é conveniente assegurar-se que no fim do curso, desde que tenha obedecido às normas, receba o seu certificado (se quiser fazer um curso noutro instituto, em Portugal ou no estrangeiro, precisa do certificado);
2. Conveniente ter, para além do certificado, informação específica das horas de treino e do conteúdo (veja, por exemplo, critérios de certificação em… http://pnl-portugal.blogspot.com/p/criterios-de-certificacao-e-codigo.html. Investigue também os critérios do código ético do trainer;
3. Assegure-se de que o certificado tem muitas possibilidades de ser reconhecido por institutos internacionais (isto também para o caso de querer continuar os seus estudos no estrangeiro);
4. Investigue a transparência das normas de certificação e exames;
5. Investigue a transparência dos preços, possíveis descontos, sinais para inscrição, etc.;
6. Qual é o grau de credibilidade do trainer ou instituto? Embora tenha sempre um carácter subjectivo, pode investigar isso em pessoas que já fizeram o curso.
7. Certifique-se da organização ou organizações a que o trainer ou Instituto está ligado. Certifique-se concretamente da possibilidade de contacto (pessoas, número de telefone, mail) dessas organizações;
8. O trainer pode ser muito bom trainer, mas é importante que o curso se ajuste às suas necessidades específicas. Os programas podem ser os mesmos, mas cada trainer dá-lhe um acento especial (aplicações, processos pessoais, linguagem corporal, espiritualidade, etc.) Investigue o que caracteriza e distingue este trainer/instituto em relação aos outros trainers e institutos;
9. Investigue se a “pessoa” do trainer se encaixa com a sua pessoa.
Se tiverem mais sugestões, preencham-nas como comentário.
Obrigado.
terça-feira, 22 de março de 2011
PNL nas relações: O Panorama Social para coaching e terapia
Porque me sinto, às vezes, infeliz, mal compreendido, frustrado, intimidado, nas minhas relações? Como posso melhorar os meus relacionamentos (comigo mesmo e com os outros)?
O Panorama Social, criado por Lucas Derks a partir das descobertas de Bandler e Grinder, trata de temas da Psicologia Social e baseia-se em descobertas recentes da Psicologia Cognitiva. Analisou de forma crítica, nos últimos anos, o trabalho das constelações, e é considerada uma óptima alternativa ou, pelo menos, um suplemento valioso.
É ideal para pessoas ocupadas na sua auto-descoberta e desenvolvimento pessoal com problemas de carácter relacional. Mas, sobretudo, irá manifestar-se cada vez mais como praticamente indispensável para especialistas nas áreas de coaching e terapia, no quadro das terapias breves. O suceso deve-se à simplicidade e eficiência das intervenções. Nos workshops são experimentadas técnicas no campo da auto-imagem e relações. Nas relações são investigadas e transformadas relações íntimas perturbadoras, relações difíceis, autoridade e submissão, relações familiares determinantes de traços de carácter não funcional e são também empregues recursos de carácter espiritual para operar mudanças rápidas de sensações e comportamentos.
Saber mais? www.panorama-social.blogspot.com
Publicado na REVISTA MENSAL, 04-2011, Abril
O Panorama Social, criado por Lucas Derks a partir das descobertas de Bandler e Grinder, trata de temas da Psicologia Social e baseia-se em descobertas recentes da Psicologia Cognitiva. Analisou de forma crítica, nos últimos anos, o trabalho das constelações, e é considerada uma óptima alternativa ou, pelo menos, um suplemento valioso.
É ideal para pessoas ocupadas na sua auto-descoberta e desenvolvimento pessoal com problemas de carácter relacional. Mas, sobretudo, irá manifestar-se cada vez mais como praticamente indispensável para especialistas nas áreas de coaching e terapia, no quadro das terapias breves. O suceso deve-se à simplicidade e eficiência das intervenções. Nos workshops são experimentadas técnicas no campo da auto-imagem e relações. Nas relações são investigadas e transformadas relações íntimas perturbadoras, relações difíceis, autoridade e submissão, relações familiares determinantes de traços de carácter não funcional e são também empregues recursos de carácter espiritual para operar mudanças rápidas de sensações e comportamentos.
Saber mais? www.panorama-social.blogspot.com
Publicado na REVISTA MENSAL, 04-2011, Abril
quinta-feira, 3 de março de 2011
PNL NAS RELAÇÕES: O PANORAMA SOCIAL EM COACHING E TERAPIA
Porque me sinto, às vezes, infeliz, mal compreendido, frustrado, intimidado, nas minhas relações? Como posso melhorar os meus relacionamentos (comigo mesmo e com os outros)?
O Panorama Social, criado por Lucas Derks a partir das descobertas de Bandler e Grinder, trata de temas da Psicologia Social e baseia-se em descobertas recentes da Psicologia Cognitiva. Analisou de forma crítica, nos últimos anos, o trabalho das constelações, e é considerada uma óptima alternativa ou, pelo menos, um suplemento valioso.
É ideal para pessoas ocupadas na sua auto-descoberta e desenvolvimento pessoal com problemas de carácter relacional. Mas, sobretudo, irá manifestar-se cada vez mais como praticamente indispensável para especialistas nas áreas de coaching e terapia, no quadro das terapias breves. O suceso deve-se à simplicidade e eficiência das intervenções. Nos workshops são experimentadas técnicas no campo da auto-imagem e relações. Nas relações são investigadas e transformadas relações íntimas perturbadoras, relações difíceis, autoridade e submissão, relações familiares determinantes de traços de carácter não funcional e são também empregues recursos de carácter espiritual para operar mudanças rápidas de sensações e comportamentos.
Saber mais?
http://www.panorama-social.blogspot.com/
(Publicado em PNL-PORTUGAL NEWS 03-2011)
O Panorama Social, criado por Lucas Derks a partir das descobertas de Bandler e Grinder, trata de temas da Psicologia Social e baseia-se em descobertas recentes da Psicologia Cognitiva. Analisou de forma crítica, nos últimos anos, o trabalho das constelações, e é considerada uma óptima alternativa ou, pelo menos, um suplemento valioso.
É ideal para pessoas ocupadas na sua auto-descoberta e desenvolvimento pessoal com problemas de carácter relacional. Mas, sobretudo, irá manifestar-se cada vez mais como praticamente indispensável para especialistas nas áreas de coaching e terapia, no quadro das terapias breves. O suceso deve-se à simplicidade e eficiência das intervenções. Nos workshops são experimentadas técnicas no campo da auto-imagem e relações. Nas relações são investigadas e transformadas relações íntimas perturbadoras, relações difíceis, autoridade e submissão, relações familiares determinantes de traços de carácter não funcional e são também empregues recursos de carácter espiritual para operar mudanças rápidas de sensações e comportamentos.
Saber mais?
http://www.panorama-social.blogspot.com/
(Publicado em PNL-PORTUGAL NEWS 03-2011)
quarta-feira, 1 de junho de 2011
REVISTA MENSAL PNL-PORTUGAL (PNL E HIPNOSE)
PNL-Portugal (José Figueira)
Associado ao Instituto Holandês NTI-NLP (ligado ao International Network for Humanistic Neuro-Linguistic Psychology),
obedece aos critérios da ABNLP
Membro da Guilda Holandesa e Portuguesa de trainers de PNL
Autorizado pela Associação Holandesa de PNL a credenciar Practitioners, Masters e Trainers
Ligado ao Panorama Social (International Laboratory for Mental Space Research)
Alumni da Universidade de Amesterdão, secção ciências sociais, ciência da mudança, "andragologia"
PNL E HIPNOSE ACTIVIDADES O QUE É A HIPNOSE E SUA RELAÇÃO COM PNL MENTE CONSCIENTE E MENTE INCONSCIENTE AS FERRAMENTAS DA PNL E O TRANSE RAPPORT SOBRE AS TÉCNICAS O UTENTE FAZ O TRABALHO (metáfora) AUTO-HIPNOSE UMA PEQUENA TÉCNICA PARA AUTO-INDUÇÃO DE TRANSE LINKS E CONTACTOS
PNL e HIPNOSEA hipnose sofreu, após o distanciamento pela parte de Freud e o crescente emprego no show business, desinteresse científico e, apesar do fascínio, também uma descredibilização pela parte do grande público.Foi o Prof. Dr. Milton H. Erickson que, na América, chamou novamente a atenção para a importância da hipnose como poderoso instrumento terapêutico. O transe hipnótico pode ajudar a mente inconsciente nos processos de auto-cura.
Nas práticas reconhecidas de PNL, a hipnose deixa o seu campo no show business e na terapia, tal como aconteceu também com outras ferramentas da psicologia que saíram da área terapêutica, para passar ao uso generalizado, seja em que contexto for, ao serviço do enriquecimento das relações, através da melhoria substancial da comunicação.
ACTIVIDADES
"ATINGIR MAIS DE FORMA MAIS FÁCIL", em CARCAVELOS, a 18 e 19 de Junho
inscrições: descobrir.pnl@gmail.com, 965542777
em VIANA DO CASTELO, a 9 e 10 de Julho
inscrições: descobrir.pnl@gmail.com, 965542777
em VIANA DO CASTELO, a 9 e 10 de Julho
inscrições: bacelar.p@gmail.com, 92 674 90 22
PRACTITIONER INTENSIVO NO VERÃO, em CARCAVELOS
14 dias, de 30 de Julho a 12 de Agosto. Certificação a 1 e 2 de Outubro.
PRACTITIONER INTENSIVO NO VERÃO, em CARCAVELOS
14 dias, de 30 de Julho a 12 de Agosto. Certificação a 1 e 2 de Outubro.
Em respectivamente 21 e 22 dias. Estão a decorrer. No caso de interesse num próximo Master ou TrainersTraining, entre em contacto.
Consultor do PANORAMA SOCIAL, com Lucas Derks, de 21 a 25 de Março de 2012
O QUE É A HIPNOSE E SUA RELAÇÃO COM PNL
Consultor do PANORAMA SOCIAL, com Lucas Derks, de 21 a 25 de Março de 2012
O QUE É A HIPNOSE E SUA RELAÇÃO COM PNL
A hipnose, um processo terapêutico talvez tão antigo como a história da humanidade, é geralmente conhecido pelo grande público na sua forma teatral, o que provoca medo em algumas pessoas e, ao mesmo tempo, um certo fascínio.
A hipnose faz uso do fenómeno “transe”, um estado natural em que a pessoa desloca a sua atenção do exterior para o seu interior. Alguns exemplos de transe diário são: - conduzir um carro sem se dar por isso, entrar numa leitura e perder a noção do tempo, ausentar-se mentalmente numa conversa… É um fenómeno tão natural que, às vezes dizemos por brincadeira em PNL: - o problema não é induzir transe, o problema é tirar as pessoas do transe.
Enquanto que no transe natural não se tem praticamente proveito nenhum nisso, o transe induzido pode ser funcional e levar a pessoa a aceder a recursos latentes dentro de si. Daí a vantagem da hipnoterapia.
A hipnoterapia entrou na PNL através daquele que é considerado o pai da hipnoterapia moderna, o Professor Dr. Milton H. Erickson (1901-1980). O que a distingue da hipnoterapia tradicional é o método sugestivo não directivo. A sugestão vai directamente ao encontro do modelo do mundo do outro e ajusta-se totalmente a ele. Com que fim? Milton Erickson acreditava piamente nos recursos do individuo para curar e gerir a sua vida. A sugestão indirecta e o transe levam o outro a aceder ao seu potencial inconsciente.
Os estudos de Richard Bandler e John Grinder sobre Milton Erickson formam, como alguns dizem, a coluna vertebral da Programação NeuroLinguística. Em Patterns of the hypnotic techniques of Milton H. Erickson encontra-se o que em PNL é conhecido como o Modelo Milton e que é constituído pelos padrões linguísticos de Milton Erickson com efeitos hipnóticos. São baseados nas tradicionais omissões, generalizações e distorções linguísticas.
Usando uma auto-classificação, podemos formular que a PNL é uma modelagem da hipnoterapia excelente. Mas não só, claro. PNL é vista como tendo diversas componentes, das quais a hipnoterapia é uma delas.
A grande área de trabalho, tanto em hipnoterapia como em PNL, é o inconsciente. A mente consciente, que dizem ocupar 12% do cérebro, possui o poder do raciocínio lógico, análise, e controla a acção voluntária dos músculos. A mente inconsciente, que parece ocupar 88% do cérebro, controla o sistema nervoso autónomo, órgãos e glândulas, sistema circulatório, digestivo, raciocina de forma analógica, processa enormes quantidades de informação de forma simbólica e possui todos os recursos de que necessitamos para atingir o que queremos.
Através da aplicação intencional de transe, pretende aceder-se a esta parte inconsciente da mente.
A vantagem da PNL reside no facto de ajudar as pessoas a tornarem-se cada vez mais conscientes dos próprios processos inconscientes do seu funcionamento e utilizar estes mesmos processos na construção das suas vidas. A intenção é, assim, tornar as pessoas cada vez mais independentes, livres, felizes, em constante crescimento e, contribuindo de maneira mais eficiente, para um mundo mais justo, ecológico, melhor. Como diz Bandler, de forma provocativa: a PNL pretende libertar as pessoas da dependência do terapeuta.
AS FERRAMENTAS DA PNL E O TRANCE
Na Programação NeuroLinguística não se fala, em geral, de hipnose. A razão é óbvia: todas as ferramentas são utilizadas de forma natural em estado de transe. Essencial para o funcionamento das técnicas que têm como fim accionar os recursos pessoais é, digamos, “adormecer” a mente consciente para aceder a esses recursos do inconsciente. O método utilizado é a criação natural do que é conhecido em hipnose como “yes set”, uma situação em que o erro, falha ou resistência é banida. O transe consegue-se muito facilmente através da sugestão indirecta.Enquanto na sugestão directa (“sente-se cada vez mais relaxado!”) podem surgir resistências, a sugestão indirecta evita-as. Quando se diz ao outro: “escolha a sua própria maneira de se sentir relaxado”, a pessoa aceita facilmente o pressuposto (aceita que relaxar é possível e que tem uma maneira própria de se sentir relaxado) e entra assim mais facilmente em transe.
RAPPORT
O “rapport” é a condição básica para que possa existir uma relação (hipno)terapêutica. Após a criação de um “yes set”, o rapport é, em toda a intervenção, a preocupação essencial. Sem isso não há comunicação.
Rapport significa uma relação de empatia e confiança tal, em que o utente está totalmente disponível para seguir as sugestões do (hipno)terapeuta.
Claro que em PNL não se fala em hipnoterapia, isto também pela simples razão de que o rapport é a condição básica para que possa haver verdadeira comunicação entre pessoas. Podemos dizer que em PNL, o rapport saiu da clínica para se tornar, de forma consciente, a base de todas as relações em todos os contextos da vida.
Rapport, usado exclusivamente de forma técnica, foi, às vezes, mal compreendido e empregue para sedução, tentativa de manipulação e exercer influência menos ética. Felizmente que, na maioria dos casos, o rapport só é conseguido se se respeitar o outro, se vir, ouvir e sentir como o outro, se estiver totalmente interessado no outro. Chamamos a isto: entrar, dentro de uma relação, na segunda posição perceptiva.
Ao criar a Programação NeuroLinguística, Bandler e Grinder puseram a hipnoterapia moderna ao serviço da comunicação quotidiana. Devido à concentração na excelência na comunicação, a PNL tornou-se uma metodologia, talvez das mais fundamentais para o desenvolvimento pessoal a caminho de um mundo em que os nossos filhos venham um dia a orgulhar-se da contribuição dos seus pais na criação de uma humanidade mais feliz.
SOBRE AS TÉCNICAS
Já conheci algumas introduções à hipnoterapia moderna que podem confundir-se com um curso de PNL. Não admira, têm o mesmo Milton Erickson como um dos pontos de partida e, para além dos tradicionais scripts, são enriquecidas com as técnicas de PNL, técnicas tais como a sobreposição de características sensoriais nas nossas representações internas, automatização dos processos internos para a criação de estados emocionais positivos, resolução de conflitos internos e mediação, regressões e progressões no tempo, transformação da história pessoal, instalação do futuro, etc.Salientam-se sempre as características do transe como um elemento natural da comunicação diária e dos seus aspectos positivos na mudança, na transformação e no crescimento pessoal. Assim o transe é essencial no emprego de toda a tecnologia humana de comunicação. O seu uso respeitoso e ecológico foi posto ao serviço de toda a gente que queira melhorar a sua comunicação seja em que área for, privada ou profissional.
O UTENTE FAZ O TRABALHO (metáfora)
Uma senhora visitou um dia o Professor Dr. Milton H. Erickson e pediu-lhe que a aceitasse como paciente mas que lhe não contaria o seu problema. Quereria então o Dr. Erickson ser seu terapeuta? Este acedeu imediatamente. A única coisa combinada foi esta: ela iria estacionar o carro à porta de Milton Erickson e imaginaria que falava, dentro do carro, com o psiquiatra Milton Erickson.
Mais tarde, a senhora anunciou que tinha resolvido o problema e pagou-lhe duas consultas.
AUTO-HIPNOSE
Repete-se muito que hipnose é sempre auto-hipnose. O certo é que qualquer mudança só é possível se a pessoa estiver disposta a isso e se a intervenção for feita dentro do seu enquadramento de valores. Se este princípio não for respeitado, o inconsciente “acorda” para protecção.
A eficiência de uma intervenção, seja ela no ensino, formação, terapia, ou qualquer outra mudança no âmbito particular ou em uma empresa, passa sempre pelo contorno das resistências da mente consciente lógica e analítica e da reunificação harmoniosa de todo o sistema, no indivíduo e na equipa, quer dizer: em qualquer mudança na vida privada ou na organização, o indivíduo deve ficar sempre a ganhar com a mudança. De contrário significa, como costumo dizer nos treinos: sabotagem ou doença. Seja o que for que aconteça, o inconsciente está sempre no controlo e só segue as directivas quando lhe convêm. Concluindo: ninguém tem poder sobre o que se passa no fundo do outro a não ser ele mesmo. A PNL ajusta-se e fortalece este processo.
UMA PEQUENA TÉCNICA PARA AUTO-INDUÇÃO DE TRANSE
Esta é uma técnica, atribuída a Betty Erickson, para indução de auto-hipnose que tem como fim chegar a um estado alterado de consciência. Faz uso directo das modalidades sensoriais, o que se conjuga directamente com a metodologia da Programação NeuroLinguística, o que não é de admirar. Milton Erickson fornece talvez a maior base teórica e prática desta ciência e arte que os autores intitularam “PNL”.
Determine, de antemão, o tempo de transe e o seu objectivo.
Após sentar-se num lugar confortável, encontre algo para o qual seja fácil olhar.
Diga a si mesmo três frases respeitantes à experiência visual que está a ter no momento; e descreva três afirmações que digam respeito à sua experiência auditiva actual; a seguir três afirmações cinestésicas.
Depois faça duas descrições visuais; duas afirmações auditivas; e descreva duas experiências cinestésicas;
Novamente empregue os três canais de representação sensorial e faça uma afirmação em cada modalidade sensorial.
Se os olhos se começarem a fechar já no meio do caminho, substitua as representações visuais externas por representações visuais internas;
Pode, e até se torna ainda mais fácil, usar como sucessão sensorial, a hierarquia dos seus sistemas de representação preferenciais.
Boa viagem!
LINKS E CONTACTOS
00351 96 653 47 05
José Figueira
- Formação em drama, pedagogia do teatro e encenação, pela Escola de Altos Estudos de Teatro de Amesterdão.
- Licenciatura em Ciências Sociais e Humanas pela Universidade de Amesterdão.
- Master-Practitioner e Trainer com certificado internacional do NTI-NLP, que obedece aos critérios da ABNLP (The American Board of Neuro- Linguistic Programming) e está associado ao “The International Network for Humanistic Neuro-Linguistic Psychology
- Social Panorama Consultant, ligado a “Social Panorama” (International Laboratory for Mental Space Research)
- Trabalhou em formação e reintegração social a cargo da Câmara Municipal de Amesterdão, dos Serviços Sociais e do Ministério do Trabalho na Holanda.
- Foi director de uma Escola de Formação do Centro Regional de Ofícios de Amesterdão.
- Dá cursos de PNL associado ao NTI-NLP.
- É membro da Associação Holandesa da PNL (NVNLP reconhecida pela EANLP). O instituto PNL-José Figueira é reconhecido por essa Associação e está habilitado a certificar Practitioners, Masters e Trainers em PNL
- Membro da Guilda Holandesa e Portuguesa de Trainers de PNL
- Membro do círculo Alumni de Andragologia da Universidade de Amesterdão
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