quarta-feira, 5 de setembro de 2012

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Revista mensal online de Programação NeuroLinguística
Ano 2 – 07, AGOSTO/SETEMBRO 2012
PNL e qualidade de vida
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O que é “qualidade de vida”? Para além dos termos populares como “sucesso” e “excelência” usados em larga escala, diz-nos a PNL concretamente e explicitamente algo sobre este assunto? O que se pode acrescentar, se isso é possível, que não seja só uma repetição das conhecidas contribuições desta metodologia para uma comunicação mais eficaz?
 
O cliente tem a resposta
Podemos complicar, podemos ser simples. Responda o leitor ele mesmo: - O que é preciso acontecer para que possa dizer, no fim da sua vida, que valeu a pena viver? O que o pode fazer morrer com orgulho (por ter deixado o que deixou aos seus filhos e às próximas gerações)? Se não queremos ser tão mórbidos, podemos então fazer um pergunta mais situada no aqui e agora e que, aliás, vai dar no mesmo: - O que é que realmente pode produzir em nós uma sensação de autorrealização total e preencher assim o significado maior de vida? O que me faz atribuir à minha vida a clasificação “qualidade”?
 
Subjetividade e emoções
Tanto a palavra “qualidade” como a palavra “vida” são substantivos de caráter abstrato e portanto de interpretação múltipla e subjetiva. São o tipo de palavras cujo conteúdo não pode ser transportado num carrinho de mão, como se diz na gíria da PNL. Tal como “sucesso”, “êxito”, “bem-estar”, no fundo, do que se trata aqui, é da vivência de uma emoção que satisfaça o cliente dando-lhe a sensação que vive uma vida que vale a pena ser vivida. E já Bandler dizia: - "A pessoa de sucesso é aquela que consegue aceder aos melhores estados emocionais". Os estados emocionais jogam um papel central em PNL. E, quando falamos de qualidade de vida, falamos de emoções desejáveis consideradas como altamente significativas para a pessoa em questão.
 
Possíveis abordagens
Talvez possamos abordar o tema “qualidade de vida” criando modelos, cada modelo com a sua própria definição implícita ou explícita de qualidade e o respetivo método para a sua realização. - Podemos falar, por exemplo, do socialmente correto: casa, bom carro, família feliz, conta recheada no banco, férias com ar puro, cruzeiro, cão de guarda, amigos, vinho e sardinhada, etc.. Nada contra este modelo se não nos apegarmos de tal forma que se torne a única realidade limitando a nossa potencialidade e todas as nossas possibilidades de desenvolvimento. Certamente que, a este nível, é possível criar critérios de qualidade que satisfaçam os gostos dos respetivos grupos de clientes no mercado do bem-estar. - Ou podemos tratar o assunto a partir de convicções esotéricas que funcionam como padrão externo ou internalizado de avaliação de qualidade, seja Deus e os seus mensageiros, um guru indiano ou uma abstração cor-de-rosa tipo Amor universal, ou outra qualquer entidade ou conceito abstrato feito ou não de energias cósmicas, o que na verdade pode servir de referência para o preenchimento do significado de vida de muita gente; - Talvez, pura e simplesmente, tentar cessar a forma inconsciente do piloto automático de viver que é a nossa forma “normal” e vivenciar conscientemente o aqui e agora partindo de um mindfulness radical ou conjugá-lo com os nossos valores essenciais; - Podemos também imaginar com qualidade, como é comum nas abordagens do pensamento positivo; - Ou, para finalizar, utilizar o modelo de PNL que esclarece e ajuda à realização da congruência (neuro)lógica.
 
PNL e qualidade de vida
O que se apresenta acima são modelos. Na prática as pessoas empregam e manifestam nas suas vidas, em maior ou menor grau, elementos de cada um dos modelos. E claro que não há objeção contra cada modelo em particular desde que a pessoa se não refugie na ilusão de que são verdades! Cada modelo é funcional dentro do seu próprio paradigma e é capaz de levar o indivíduo ao “céu” da sua própria imaginação. No meu entender, com todo o respeito e consciente das possibilidades enormes dos abundantes dois primeiros modelos na produção de sensações aprazíveis, escolho por abordar o tema da “qualidade de vida” utilizando os três últimos modelos: - Mindfulness (forma de atenção e vivência intencional do momento sem julgamentos) ajuda-nos a corrigir muitos dos filtros que usamos na perceção do mundo. Para além disso põe em prática um princípio essencial da PNL que, se não for respeitado, debilita qualquer transformação – é a questão do “não”: se se diz “não”, recebemo-lo de volta. Mindfulness neutraliza a luta contra o “não” favorecendo a aceitação. Sem este passo inicial a transformação torna-se problemática e o stress tende a aumentar. - Imaginar com qualidade tem a ver com as representações internas que fazemos de nós e do mundo. Em PNL concentra-se tudo à volta das qualidades sensoriais destas representações. Ainda mais: todas as ferramentas em PNL têm como fim criar uma representação mental que produza um estado emocional adequado. - Para criar congruência, sentida como algo qualitativamente relevante e significativo, seja num contexto particular, seja na vida, faz-se em PNL, o “alinhamento dos níveis (neuro)lógicos”. Este alinhamento tem lugar horizontalmente através da unificação de subpersonalidades (chamadas “partes”) e, verticalmente, harmonizando os comportamentos com os seus motores inconscientes. No seguimento deste texto concentrar-me-ei, sobretudo, nos modelos “imaginativo” e “congruência”, na medida em que é neles que assenta tradicionalmente a Programação NeuroLinguística.
 
Principais variáveis na realização da “qualidade de vida”
Axioma básico em PNL, possível de extrapolar para o tema “qualidade de vida”, é que tanto a sensação como a avaliação da sensação como positiva, não tem diretamente a ver com o mundo exterior mas com a nossa própria construção imaginária. Quer dizer: - Eu sou o único construtor da minha realidade, da consequente vivência emocional e da sua respetiva apreciação crítica. Isto implica que sou o único responsável pela minha qualidade de vida. Sou responsável - pelo que quero fazer da minha vida e dos objetivos que pretendo realizar; - pelos meus conhecimentos e competências sociais e profissionais; - pela saúde física e psicológica do meu corpo; - pelas representações mentais de mim e do mundo; - pelas crenças que tenho sobre o que posso e sou capaz, sobre mim como pessoa e sobre o mundo; - pelos meus valores, qualidades, traços de caráter e preferências psicológicas; - pela maneira como olho para mim sobre quem sou; - pelo objetivo último da minha vida; - pela integração harmoniosa de todas as componentes em que assenta o meu Ser.
Realizando qualidade de vida
Inspirando-me na PNL e, apesar da minha experiência, continua a não ser tarefa fácil resumir aqui a passagem à prática no caminho da nossa realização total como seres humanos tanto individualmente como na sua responsabilidade social, caminho esse que, no meu entender, forma o fundamento do que interpreto aqui como sendo “qualidade de vida”: - Há que definir concretamente o que se quer em termos que se conjuguem com os nossos valores essenciais, tendo em conta a ecologia de todo o sistema, tanto interno como externo, o que exige uma investigação exaustiva de objetivos por detrás de objetivos até encontrar o objetivo último; - Assumir uma postura física de acordo com os nossos ideais de realização total da qualidade; - Conhecer e aplicar os elementos da estrutura da experiência mental subjetiva respeitante à construção de representações mentais. Quer dizer, conhecer os elementos básicos que constituem as nossas imagens mentais, designadas em PNL como as submodalidades (por exemplo, cor, tamanho, forma, localização das imagens, qualidades do som e das sensações táteis ou exclusivamente corporais) das modalidades sensoriais VACOG (visuais, auditivas, cinestésicas, olfativas e gustativas). E não basta conhecer, há que saber lidá-las; - Adquirir os conhecimentos necessários e as competências sociais e profissionais adequadas; - Perceber a estrutura de como a linguagem nos atrofia ou nos liberta, o que significa conhecer e aplicar, pelo menos, 3 modelos linguísticos da PNL: o modelo analítico (Modelo Meta), o imaginativo construtivo positivo (Modelo Milton) e o ressignificativo (SOM); - A maioria das pessoas não tem a mínima noção de que o que pensam sobre os outros, sobre si e sobre o que são capazes, são simplesmente expressões linguísticas de crenças pessoais que nada têm a ver com verdades. A tomada de consciência permite discernir o valor limitador ou ilimitado das crenças pessoais; - Para falar dos valores, os motores inconscientes determinantes da nossa vida, mesmo aplicando o critério da simplicidade, precisaria de algumas dezenas de páginas. Importante mencionar aqui é que a grande maioria das pessoas desconhece o que é importante para elas. Nem eu mesmo estou ainda seguro dos meus valores fundamentais, nem sei se alguma vez o virei a estar totalmente. E são estes mesmos valores que determinam o nosso grau de satisfação na vida! Há valores mais importantes escondidos por detrás de valores, o que permite desilusões mesmo após objetivos realizados com relativo sucesso. Há, para além disso, valores opostos dentro da mesma pessoa, valores com o mesmo conteúdo emocional, o que leva a conflitos internos e, às vezes, à impossibilidade para tomar decisões. Há ainda subtis direções relativas ao diferenciamento na realização de valores, o que faz com que muitas pessoas se dirijam ao que não querem e acabam por recebê-lo de presente; - É muito conveniente pesquisar e harmonizar mensagens internas de desconforto resultantes de aspetos da personalidade em conflito e resolver medos, traumas e ansiedades com origem no passado e que possam obscurecer e desformar a informação no presente; - Conhecer o perfil psicológico, os traços de caráter (os “meta programas” como são definidos em PNL) é fundamental. Sem isso não se sabe com quem se é feliz, onde a gente se sente bem, que atividades são relevantes ou que espécie de trabalho nos dá prazer; - E apreciaremos o nosso grau qualidade de vida relatando-o à autoimagem que temos de nós. Dois extremos: - É a vida que levo digna de mim ou sou eu digno da vida que levo? A questão é que a autoimagem que temos de nós é também uma construção e nunca corresponderá ao que realmente somos. Somos sempre mais do que aquilo que pensamos que somos. E, o último passo no modelo dos níveis (neuro)lógicos em PNL: - Qualidade de vida tem a ver com o alinhamento total, a harmonização final de objetivos de ação em conformidade com conhecimentos e competências, crenças, valores, perfil, autoimagem e significado último da existência. É harmonizar-se com o objetivo último da nossa vida, o significado mais transcendente. Isso é, em si mesmo, um programa de vida. É a realização da resposta à pergunta: - Porque está aqui?
 
Quanto tempo tem ainda?
Sejamos honestos. Se a vida consta, em média, de 28.000 dias, tire-lhe os dias que já viveu. Do que lhe resta, passa X horas a dormir. Subtraia essas X horas, traduzidas em dias de sono, aos dias que tem para viver. Do restante, calcule e diminua ainda os dias em que é obrigado a fazer coisas que não conduzem necessariamente à sua realização pessoal, prazer de viver e qualidade de vida mas que são absolutamente necessárias para a sobrevivência. Se tiver tido a coragem de fazer as contas, conte então a si mesmo, exatamente, o tempo que lhe resta para (continuar a) dar significado à sua vida. O próximo passo que se dê ou não… é da nossa inteira responsabilidade. Penso que ninguém neste mundo, nem no outro, decidirá por nós!
 
José Figueira  

sábado, 28 de julho de 2012

PNL, coaching e certificações

Chega-me diversas vezes a pergunta:
- Com o vosso curso de PNL posso ser coach?
Já abordei este tema diversas vezes. Até escrevi um número da minha revista online sobre isso (http://pnl-portugal.com/revista/pnl-coaching-outubro-2011/)


Aqui, mais uma resposta a essa pergunta:

Bom dia P.
Para a sua pergunta não se encontra facilmente uma resposta indiscutível.
Aqui vão alguns pontos que me parecem relevantes:
- A verdade é que qualquer pessoa se pode intitular “coach” ou “terapeuta”. São conceitos livres;
- Psicólogo, psicoterapeuta, sociólogo, médico, advogado, etc.... são palavras registadas cujo emprego, esse sim, é protegido por lei;
- Há diversos grupos de pessoas, organizações e associações de coaching, cada uma com os seus pontos de vista e critérios, que reconhecem determinados cursos associados a essas organizações. Há muitas delas pelo mundo e vão aparecendo regularmente novas todos os dias;
- Como interessado(a), terá você mesmo de se informar da credibilidade desses clubes nacionais e internacionais;
- A Programação NeuroLinguística, desde o seu aparecimento nos anos 70, que utiliza coaching e terapia. A PNL começou mesmo por aí. Qualquer pessoa formada em PNL tem (se quiser e praticar) as ferramentas necessárias para exercer coaching e terapia, embora claro possa aprofundar-se nessa área;
- Nos últimos tempos também foi criado algo como “coaching com PNL” que utiliza e desenvolve alguns dos inúmeros elementos da PNL (o coaching desenvolveu-se como disciplina própria);
- Alguma oferta de PNL anuncia-se no mercado, talvez devido à moda, como “PNL com técnicas de coaching”. Ora isso não é nada de novo. Coaching esteve sempre implícito na PNL. Ao apresentar-se assim talvez seja com a intenção de captar pessoas. Se não mencionar a palavra (para muitos já desacreditada) de coaching, pensam que não jogam mais um papel no mercado!
- Um diploma de “coaching”, ou “practitioner, master ou trainer de pnl” não é uma absoluta garantia de qualidade, como um diploma de psicólogo, advogado ou seja do que for também o não é. E se quiser seguir um curso, terá sempre de falar com as pessoas, informar-se e estar muito "alerta";
- Os meus cursos de PNL obedecem aos critérios da maioria das associações internacionais, e são reconhecidos pela Associação Holandesa de PNL. É tudo.Pessoalmente, e como título legal, sou “andragólogo” (pedagogo social, especialista em educação e formação de adultos e ciências de mudança) reconhecido pela Universidade de Amesterdão.
Compreendo que as pessoas gostem de respostas simples, precisas, em termos preto ou branco, mas honestamente não me parece que a resposta a esta questão possa ser dada dessa maneira. E certamente quando se fala de "coaching" com cursos de certificação entre 8 dias e anos de formação! Até mesmo sobre a "minha PNL" e certificações tenho colocado sempre as minhas notas críticas sobre o que se passa com questões legais de credibilidade e autoria! A história da PNL está cheia de marketing, "descomunicação" entre os seus próprios autores, pretensões e ilusões. 

De qualquer forma, espero sim, com os meus conhecimentos atuais do assunto, ter sido o mais objetivo possível na resposta.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sobre o sucesso e a banalidade

Se faz amor, concentre-se 120% naquilo que faz.
Experimente.
Se janta, concentre-se no jantar.
Se está em conversa com alguém, experimente concentrar-se de forma total e plena com a pessoa com quem fala.
Se está na casa de banho, esteja totalmente lá.

E investigue a diferença comparando com os momento em que não está lá!

É curioso, desperdiçamos a vida para ganhar dinheiro para vivenciar o momento que geralmente nem sequer custa um cêntimo!

O que andamos cá a fazer no mundo???

terça-feira, 24 de julho de 2012

O "autocarro"


Temos já todos os recursos dentro de nós para realizar aquilo que nós mesmos consideramos como o sucesso pessoal. E está sempre dentro de nós o que dá significado à nossa vida. Só nós podemos aceder a esses recursos e só nós podemos aceder ao nosso próprio significado de vida.

Embora vivamos no mundo e vivamos para usufruir das coisas do mundo e usá-las para a nossa realização, não são essas coisas que preencherão finalmente o nosso significado.
E os outros podem ajudar-nos claro, mas não são eles que irão realizar o nosso significado nem são eles que vão utilizar os recursos de que nós mesmos precisamos. Quando muito, podem ajudar-nos a aceder aos nossos recursos. Mas somos nós que fazemos o trabalho.

Cada um de nós é o responsável pela condução do seu próprio autocarro da vida. Encontra-se de tudo pelo caminho e a gente distrai-se. O processo natural parece ser mesmo esse: a gente distrair-se pelo caminho e julgar que o caminho é o lugar do destino! E muitas vezes deixamos que outros nos conduzam para os seus destinos.

PNL é um projeto de vida, não é algo que se consiga num curso. É o processo contínuo de tomada de auto responsabilização pela sua própria vida. Realizar o seu próprio propósito e não o dos outros, seja ele um ente querido, seja um desconhecido. E não é fácil.
Nesse sentido, tudo nos pode ajudar, seja um curso de PNL ou outra coisa qualquer, uma palavra amiga, uma situação desconhecida, algo que nos dá prazer, algo que nos causa imensa dor...

Só há uma primeira condição para se ter sucesso na realização do grande objetivo da nossa vida, e essa é a condição menos fácil de manter, sem essa todas as outras condições não terão lugar: é estar alerta!

sábado, 21 de julho de 2012

Não procures a verdade.
Limita-te a abandonar as tuas opiniões.


(do Budismo Zen)

Meta ESPERTA


Características que toda a meta deve ter para que seja produtiva (um de diversos modelos): 

ESPERTA... Precisa especificar exatamente o que quer no tempo presente, em uma linguagem que use imagens, sons e sensações, para ativar padrões neurológicos que gerem novos resultados. A meta precisa ser iniciada por si e depender de somente de si.
O que quer? Em que contextos? Onde? Quando? Com quem?
O que, especificamente, vai ser? Sentir? Ouvir? Fazer?
  
SISTÉMICA... Deve considerar o efeito que a realização da meta terá a nível sistémico, isto é, como se vai combinar com as outras metas, como vai afetar outras áreas da sua vida, a família, o ambiente de trabalho, etc.
Como é que a realização da meta vai afetar a sua vida? O que vai ganhar? Perder? É congruente com seus valores?

POSITIVA... A meta precisa ser elaborada em termos positivos. Uma meta negativa, do tipo "Eu não quero comer demais", cria uma representação mental desse comportamento. Também se inclui nesta categoria: "Eu quero parar de...", "Eu quero viver sem...".
A minha meta gera imagens daquilo que eu quero em vez daquilo que não quero?

EVIDÊNCIA... Precisa ter uma evidência de que conseguiu a sua meta e precisa ter "feedback" durante o processo para se auto corrigir.
Como vou saber que estou a conseguir aproximar-me da minha meta? Que evidência vou usar?

RECURSOS... Precisa identificar que recursos já tem e que recursos precisa para percorrer o caminho do estado atual ao estado desejado.
Que capacidades e recursos já tenho para me ajudar a conseguir a alcançar a minha meta? Que outros mais preciso?

TAMANHO... A meta precisa ser trabalhada em tamanho adequado. Uma meta grande demais precisa ser dividida em áreas a serem trabalhadas separadamente.
 O que me impede de alcançar o objetivo? Que efeito positivo a realização desta meta vai gerar na minha vida?
  
ALTERNATIVAS... A meta precisa ter opções no plano de ação. Uma opção é limitada, duas cria um dilema e três permite escolha.
Qual é o seu plano de ação? Como vai lidar com dificuldades ou desafios?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Revista online, Ano 2, nº 7 (julho 2012)

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Revista mensal online de Programação NeuroLinguística
Ano 2 – 07, JULHO 2012


O meu lugar no mundo
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O “mapa” de nós e da realidade social que nós mesmos construímos no decorrer das nossas experiências de vida determina o nosso lugar no mundo, quer dizer, quem nós acreditamos que somos e o que são os outros.
Com a ajuda do modelo “Panorama Social” podemos analisar e diagnosticar o nosso próprio mapa e o mapa dos nossos clientes. A partir daí podemos torná-lo mais funcional adaptando-o (profissionalmente) de forma intencional e direcionada.




Eu entre os outros

Qual é o meu lugar? Quem sou eu? Quem são os outros? E quem é que você deseja ser entre todas as pessoas do mundo?

Se a Programação NeuroLinguística se tem afigurado ser uma epistemologia e metodologia com um arsenal imenso de técnicas que nos ajudam a descobrir quem somos e no que nos queremos transformar, O “Panorama Social” tem-se demarcado, pela sua profundeza e simplicidade, como uma das suas mais preciosas pérolas.

O Panorama Social, uma metodologia baseada em PNL, é talvez um dos instrumentos atuais mais poderosos no campo do coaching e da terapia para desenvolvimento pessoal e consciência do funcionamento dos processos mentais no que se refere ao conhecimento de nós e das nossas relações com os outros.




A quem se destina o Panorama Social?


Como praticamente todos os problemas humanos têm uma componente social, o Panorama Social, que estuda precisamente a forma como criamos as relações mentais na nossa mente é, por excelência, uma ferramenta de enorme importância para especialistas em coaching, terapeutas, professores, líderes, supervisores, políticos, negociadores…

Os nossos padrões do pensamento social, a cognição inconsciente social tal como foi desenvolvida no livro de Lucas Derks “Social Panoramas, Changing the unconscious landscape with NLP and psychotherapy”, tem vindo a ser empregue com enorme sucesso em todo o mundo por psicólogos sociais e clínicos, terapeutas, mediadores, psiquiatras, pedagogos e um largo público interessado tanto dentro da PNL como fora dela.




Do vago e complexo ao simples e concreto


A metodologia com todo o seu conjunto de cerca de 60 técnicas é conhecida pela forma sistemática como transforma temas relacionais geralmente complexos, em temas simples mais fáceis de lidar.

A realidade subjetiva das nossas vivências e relações, caracterizada por todo um complexo de emoções que fazem muitas vezes das relações um denso nevoeiro, tornam-se com a ajuda do Panorama Social, estruturas concretas exibindo padrões relacionais de forma clara e permitindo uma grande precisão nas intervenções.
É com todo o direito considerada uma das mais eficientes terapias dentro do quadro das chamadas terapias breves.




Espelhar, uma pequena metáfora


Era uma vez uma sala cujas paredes estavam todas cobertas de espelhos.

Um dia, vá-se lá saber como, um cão entrou pela sala adentro e viu-se de repente rodeado de outros cães. 

Rosnou, mas não ouviu que era o seu rosnar. Ladrou mas não ouviu que era o seu ladrar.
Mostrou os dentes e todos os outros cães mostraram os dentes. Avançou e todos avançaram. Correu e todos os outros correram. E quanto mais investia todos os outros investiam. Até que exausto, tombou para o lado e morreu.




Como funciona o Panorama Social?


Como animais sociais que somos, a nossa vivência subjetiva é preenchida por pessoas. Para nos podermos mover socialmente, precisamos de um mapa simplificado da realidade social. Esse mapa fala de nós e dos outros, diz-nos quem os outros são e quem nós somos em relação aos outros e é feito de imagens que organizamos num espaço mental em que cada pessoa relevante na nossa vida ocupa um lugar específico.

Operamos nesse espaço mental criando hierarquias, fazendo deslocações, efetuando transformações nas representações mentais. Isso ocorre em geral de forma inconsciente mas determina as nossas relações sociais de forma automática.
A essa paisagem imaginativa cheia de representações com características de pessoas e que determina as nossas relações sociais, por natureza feita de omissões, distorções e generalizações, chamamos o nosso Panorama Social.




A solução de problemas relacionais


Onde nos localizamos e localizamos mentalmente o outro vai determinar o significado emocional da nossa própria autoimagem e da relação com o outro. Aproximação, intimidade, confronto, estatuto, apoio, inimizade, amor, ódio, são codificados mentalmente a certa distância, numa determinada direção e focalização do olhar, num determinado espaço e com certo tamanho.

O conceito “espaço mental a 3 dimensões” joga um papel central nas relações. Inconscientemente construímo-nos a nós e aos outros neste espaço mental. A tomada de consciência e conhecimento das regras deste panorama mental abre-nos o caminho para relocalizações e a partir daí para possíveis modificações e enriquecimento da nossa autoimagem e das relações sociais.

"O meu lugar no mundo" deixa assim de ser uma metáfora poética para se tornar algo com que se pode trabalhar de forma objetiva.




Intuição e cognição


Agimos pois intuitivamente e de forma automática ao mundo como resultado das construções que criámos do mundo sem ter consciência do lugar que criámos para nós e para os outros na nossa própria mente.
Aos ficheiros de informação que criamos sobre nós e os outros e a todas as construções mentais a que atribuímos características humanas, chamamos “personificações”.

Com o Panorama Social paramos para observar personificações: a nossa autoimagem e a relação com os outros.
É um novo mundo que se nos abre. Como diz Lucas Derks, o autor do Panorama Social, intuição torna-se cognição. A partir daí podemos objetivamente criar melhorias tanto na nossa autoimagem como nas nossas relações sociais.




Coaching e terapia


A maneira prática como essas transformações são feitas tem as mesmas características que as intervenções com PNL e torna-a até muitas vezes ainda mais simples, direta e eficiente: trabalha com a transformação de localizações mentais e a introdução de informação (recursos) que permite nova visão e maior flexibilidade de ação.
Desta maneira simples podem ser tratados problemas de autoimagem e autoconfiança, relações amorosas, relações com amigos ou colegas de trabalho, crianças, estrangeiros, grupos, partidos políticos, estratificações sociais, povos, teams, pessoas falecidas, espíritos, deuses…

Trata-se de Programação NeuroLinguística de alto nível enquadrada no desenvolvimento da PNL dos últimos anos: - como recriamos o nosso lugar no mundo é dos temas mais aliciantes que se processam ao nível da identidade e da missão.




Meu Lugar no Mundo, poema
por T. Campos
Sentada no moerão da cerca,
Sobre a panela furada,
Pensava na Vida.
Pobre criança,
Mal sabia:

“Seu Destino seria sofrer para achar uma Tampa."


O programa de iniciação


Em todos os nossos programas, seja durante a iniciação à PNL, practitioner training , master practitioner training , ou trainers training, damos atenção e empregamos técnicas do Panorama Social. Damos também regularmente sessões de informação de 2 horas, na forma de uma tertúlia, em S. Pedro do Estoril.

No curso de iniciação ao Panorama Social são ventilados os conceitos básicos, é explanada a teoria da personificação conforme desenvolvida pelo Dr. Lucas Derks , são investigadas localizações de personificações, e são exploradas e transformadas, se necessário, relações íntimas, relações difíceis, relações de poder e submissão, relações familiares e espirituais.


O próximo curso de iniciação terá lugar a 30 de junho e 1 de julho, no Estoril. 



Certificação para consultor

O Dr. Lucas Derks viaja pelo mundo realizando os seus hobbies,  fazendo filmes, conhecendo culturas, contactando a comunidade da PNL, espalhando a sua criação, o Panorama Social.
Virá pela 5ª vez a Portugal em março de 2013, no Estoril. É um workshop de 5 dias para psicólogos, terapeutas, negociadores, especialistas de coaching... O nível mínimo de practitioners training é absolutamente aconselhável.

O certificado de consultor, assinado pelo próprio Lucas Derks, é passado no momento em que o candidato apresenta um relatório completo de uma intervenção com o “Panorama Familiar” e este é aprovado pelo próprio Dr. Lucas Derks ou pelo Dr. José Figueira.


Alguns links do Panorama Social

Basta clicar:


texto de José Figueira
ilustrações de Lucas Derks



sábado, 23 de junho de 2012

"Contos para pensar", Jorge Bucay

Nasci hoje de madrugada
vivi a minha infância esta manhã
e cerca do meio-dia já passava a minha adolescência.
E não é que me assuste que o tempo passe por mim tão depressa.
Só me inquieta um pouco pensar que talvez amanhã
eu seja demasiado velho para fazer o que deixei pendente.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

"O homem não é a soma do que tem,
mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter."

Jean-Paul Sartre

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pressupostos da PNL

Alguns pressupostos:
* A parte do sistema (a pessoa, por exemplo) com o comportamento mais flexível dominará o sistema
* Todos os procedimentos devem ter como fim aumentar as possibilidades de escolha
* Todo o comportamento e toda a transformação devem ser avaliados em termos de contexto e ecologia

"Atingir mais de forma mais fácil"
Faro (16 e 17 de junho) Estoril (7 e 8 de julho)
"O meu lugar no mundo"
Estoril (30 de junho e 1 de julho)

Mysteries of the Heart