domingo, 31 de março de 2013

O Coelhinho da Páscoa

O coelhinho da Páscoa não tem nada a ver com a Páscoa bíblica. Desde os tempos pré-históricos que os coelhos são o símbolo da fertilidade. O coelho fértil é um sinal da primavera, quando nova vida surge na natureza. O nome Páscoa vem da deusa Eostre, Ostara ou Ostera. É a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e na mitologia germânica. Na primavera, coelhos, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados…

Se quer ler o que isto tem a ver com PNL e como o coelhinho da Páscoa pode ser utilizado como ferramenta, então clique:
http://pnl-portugal.com/o-coelho-da-pascoa-e-o-modelo-de-partes-em-pnl/

sexta-feira, 8 de março de 2013

Certificação "consultor Panorama Social"

Algumas pessoas com interesse no curso para consultor do Panorama Social adiam a sua participação para uma próxima ocasião.
Devo comunicar que não temos a mínima garantia quando e se o Dr. Lucas Derks voltará a Portugal.

Como sabem trata-se aqui de PNL do mais alto nível, um misto de trabalho individual em coaching e terapia e aplicação em equipas. São utilizadas ferramentas poderosas para diagnóstico psíquico, melhoria de relações em geral e relações íntimas, tratamento do exercício de dominância e submissão, identificações, conceito de si mesmo, raízes familiares, sexualidade, mediação de conflitos, negociação, mudanças em aspetos da personalidade não funcionais, espiritualidade, etc.
Como o curso vai ter lugar nas nossas instalações em S. Pedro do Estoril (de 20 a 24 de março), o número de participantes é, desta vez, mais reduzido.

No caso de interesse entre, por favor, se ainda não o fez, o mais depressa possível em contacto com:

info@pnl-portugal.com, 965542777, 918541233

Pode consultar diversos filmes dos cursos do Dr. Lucas Derks, clicando em:
Youtube: Social Panorama Channel

Para mais informação sobre o curso, clique:
Programa

Para informação sobre o Panorama Social em si, pode então clicar:
1. Artigo (parte I)
2. Artigo (parte II)

Se deseja saber mais sobre os próximos cursos agendados:
Agenda

Últimas notícias sobre o Dr. Lucas Derks.

Acabou de ser publicado na Holanda mais um livro do Dr. Lucas Derks. Desta vez sobre management e criatividade. É o Modelo Kreta.
No exercício da sua função como manager, como pode este, nos seus colaboradores, facilitar processos de criação em vez de os bloquear? E como pode eventualente desbloquear estes processos.
A maioria dos profissionais é suficientemente criativa, mas podem estar bloqueados no seu processo de criatividade. Ajudar no desbloqueamento é uma das principais tarefas do facilitador.

O Modelo Kreta dá resposta a esta questão. Primeiro há que reconhecer o bloqueamento e depois empregar intencionalmente ferramentas de desbloqueamento.
Infelizmente, por agora, o livro só se encontra em holandês.

O Dr. Lucas Derks estará em Portugal de 20 a 24 de março para uma formação de 5 dias para certificação como consultor do Panorama Social:
http://pnl-portugal.com/cursos-e-atividades/panorama-social/

quinta-feira, 7 de março de 2013

Sair da caixa, iniciação à PNL

Sair da caixa”, como ligar todos os pontos com 4 linhas sem uma única vez retirar o lápis do papel?
São os nossos próprios princípios em que nos encontramos aprisionados que nos impedem muitas vezes de encontrar a solução para as coisas mais importantes da nossa vida: pensamos erradamente que a solução se encontra dentro da “caixa” dos nossos princípios e que é proibido sair da “caixa”. Só encontraremos definitivamente soluções verdadeiramente relevantes quando tivermos a coragem suficiente para sair da “caixa”...


Uma iniciação à PNL, um mini curso, mas um programa profundo sobre as essências da PNL em 18 horas.

Trainer: José Figueira
Estoril – 9 e 10 março
Horário: 09.00-13.00 e 14.00-19.00
Mais informações: Programa e info@pnl-portugal.com

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

The Clinical Effectiveness of Neurolinguitic Programming

288 páginas com os resultados de anos de investigação sobre a eficiência da Programação NauroLinguística.

Despite widespread use, Neurolinguistic Programming (NLP) is a topic of much debate, often receiving criticism from academic and professional sectors. In this book international academics, researchers and therapists are brought together to examine the current evidence of the clinical efficacy of NLP techniques, considering how NLP can be effective in facilitating change, enrichment and symptom relief.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

José Figueira, PNL em Portugal

 
PNL
(Programação NeuroLinguística)
 
 
965542777, 918541233



- PNL é o estudo da experiência subjetiva; investiga os elementos, processos e estruturas da nossa experiência diária…
- É uma tecnologia da comunicação baseada no estudo da experiência subjetiva…
- É modelagem da chamada “excelência” com o fim de pôr à nossa disposição: capacidades, habilidades, talentos, competências…
- É uma atitude na vida, é curiosidade, é experimentação, integridade, honestidade, veracidade, ecologia…
- É auto conhecimento e desenvolvimento pessoal…



Que o nosso encontro seja celebrado!

Estamos há 12 anos em Portugal talvez com a maior ferramenta das últimas décadas ao serviço de uma crescente tomada de auto responsabilização no campo pessoal e profissional. Pontos de partida, tanto na organização como pessoalmente, são o indivíduo e o seu cerne, a ecologia, o respeito, a realização humana e pessoal tanto na vida privada como na empresa.

A nossa missão:
 
Contribuir para um mundo mais pacífico em que os ganhos materiais e espirituais possam estar ao serviço do crescimento e felicidade da espécie!
Empregamos nos nossos cursos, workshops e sessões individuais, a epistemologia, metodologia e ferramentas da Programação NeuroLinguística. Usamos as técnicas tradicionais, mas também a Sistémica com a ajuda de objetos simbólicos, o Panorama Social Mental, Terapias da Linha do Tempo, Transformação Essencial, Modelagem Simbólica e Mindfulness (conforme seu emprego em algumas correntes atuais da medicina comportamental e da psicologia cognitiva).

Alguns exemplos do que é
tratado nos nossos cursos:

 

- Aspetos da personalidade e da autoimagem considerados limitadores;
 
- problemas de ordem relacional tanto no campo pessoal como profissional;
 
- ativação de recursos para conseguir atingir objetivos de forma mais fácil;
 
- autodescoberta do que é absolutamente significativo;
 
- formulação de planos de vida e missão pessoal e empresarial …
 
- etc. etc. etc...


Pensamentos...


Depois de ter acontecido, parece que o estresse que sentiste
foi sempre causado por um pensamento errado.
Byron Katie

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A situação dramática dos gurús do sucesso e do desenvolvimento pessoal



O problema fundamental dos salvadores

Não é que tenham de falar cada vez mais alto

para convencerem os seguidores.

O problema é que têm de falar cada vez mais alto

Para se convencerem a si mesmos!

J.F.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Essências da PNL explicadas

Para conhecimento abrangente, aprofundado e atual. Uma visão global da Programação NeuroLinguística. Anos de teoria e experiência de mãos dadas. Evitando muitas vezes repetições que se encontram aos milhares nos livros de introdução.

Em Portugal:
Já pode encomendar a partir da internet:
http://pnl-portugal.com/o-meu-livro/

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

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Revista mensal online de Programação NeuroLinguística
Ano 3 – Nº 2, FEVEREIRO 2013

O coaching, PNL e a sociedade utópica

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imagesCAQPTKMAO coaching e a PNL, tendo em conta o progressivo crescimento e praticados de forma visionária, com consciência, ecologia e rigor vão, no meu entender, muito além de simples ferramentas para ajudar pessoas a resolverem problemas, sobreviverem socialmente, realizarem objetivos e até desenvolverem-se pessoalmente. Defendo neste ensaio que para algumas pessoas pode conter ideias inesperadas ou mesmo surpreendentes, estas disciplinas podem estar a contribuir para a criação de cidadãos para a sociedade mais “perfeita” de uma Nova Era. Parece-me que muitos praticantes ainda não tomaram total consciência disso.
Se não, vejamos a seguir, para além da Matriz de Mudança que apresento no fim do artigo, a diversidade de competências requeridas a praticantes exigentes de coaching e PNL, competências essas que, por sua vez, são desenvolvidas no cliente no seu crescimento em autonomia e auto responsabilização e que podem muito bem ser o fundamento de uma sociedade a que eu chamaria adulta.

Mini capítulos:
Escuta ativa e atenta
Como desenvolver uma escuta ativa e atenta
O suporte, Rapport e presença
Questionamento e meta questionamento de qualidade
Dar e receber feedback
Suscitar e induzir Estados
O profissional em Meta Coaching
Os graus de mudança
O pensamento dentro e fora da “caixa”
A Matriz de mudança e aprendizagem
O coaching, PNL e a sociedade utópica

Escuta ativa e atenta
escutaactivaQuem, na sociedade à nossa volta, se encontra em estado de se escutar e dar uma atenção cuidada a si mesmo? Quantas pessoas fazem aquilo que realmente a sua voz interior sussurra? Quem tem os seus ouvidos interiores apurados para escutar verdadeiramente para além do umbigo da sua personalidade de sobrevivência? Como é então possível escutar e dar atenção ao outro se a atenção está, uma raras vezes de forma consciente, mas em geral inconscientemente, fixada em nós mesmos? Uma escuta ativa e atenta implicam ultrapassar as tendências “egóicas”, empregando aqui um termo de Eckhart Tolle (1948 -), que nos ligam a uma interpretação limitada da nossa história pessoal no seio de uma família e numa sociedade em que o “corpo de dor”, o trauma, a solidão, a agressividade, a repressão, a falta de atenção e amor, a carência, em maior ou menor grau, estiveram presentes. Com base nessa nossa história, desenvolveu-se a “armadura” da personalidade, como Wilhelm Reich (1896 - 1957) lhe chamou, para podermos enfrentar e fazer valer no mundo os nossos desejos e necessidades. Assim aprendemos a ouvir o que só nos interessa para satisfazer o que física, psíquica e espiritualmente ansiamos, e não uma escuta ativa e atenta. Por isso o coaching e PNL praticados com exigência de qualidade são, penso eu, um ato histórico de heroísmo para a criação da sociedade utópica.

Como desenvolver uma escuta ativa e atenta
Em PNL falamos de acuidade sensorial. Significa sentidos apurados. Partindo da impossibilidade de não-interpretação exige-se, para que a nossa observação seja o mais pura possível, competências que permitam o conhecimento dos objetivos e sistemas sensoriais de preferência do outro, do seu mapa do mundo, das suas convicções, valores, meta programas psicológicos e metáforas pessoais, observação imparcial da sua postura e características tonais, o seu emprego de “predicados” sensoriais e dos seus chunks de informação que podem ir do global ao detalhe, etc., etc..
Para que tal seja possível não é suficiente um curso em que se aprendem um par de ferramentas. É necessário todo um processo de auto conhecimento, a libertação da mochila das emoções negativas “pegadas”, na maioria das vezes, a memórias de infância e sobretudo - sem isso nada feito - a capacidade de dissociação do próprio modelo do mundo. Ora estas são, no meu entender, algumas das importantes características do novo ser humano adulto na futura sociedade utópica. Há necessariamente que passar por níveis de aprendizagem e transformação em que se abram novos caminhos ilimitados que deixem para trás os nossos auto postulados mentais tradicionais que formam a base dos nossos egos e, em geral, só nos permitem transformações dentro dos mesmos parâmetros.
imagesCAN1N7LM
O suporte, Rapport e presença
Outra competência. Trata-se aqui da criação intencional, nos nossos clientes e à nossa volta, de um ambiente e de estados emocionais favorecedores à autodescoberta, aprendizagem e crescimento. A abertura, confiança e a disponibilidade do outro só é conseguida quando o coach "profissional" (que no fundo pode ser qualquer um de nós, diplomas não dão sempre garantias) respeita e tem verdadeiro interesse na outra pessoa; só quando o seu próprio ego se apaga para se dedicar ao serviço do outro na perspetiva de ajuda, e não só dedicado ao cliente individual mas também e simultaneamente numa atitude de contributo para uma revolução social com novos níveis de humanidade.
O coach, ou praticante de PNL, com absoluto respeito pela sua própria ecologia, manifesta em todos os poros da sua pele a sua vontade em contribuir para o bem-estar do cliente e aplaude incondicionalmente o sucesso na aplicação dos seus recursos, num quadro mais abrangente de justiça social e bem-estar de toda a sociedade. A sua presença lúcida e humana, em estado de percorrer facilmente as diversas quatro posições percetivas acompanhadas do seu sentido de missão, são um contributo para que, à sua volta, se desenvolva toda a potencialidade escondida no outro e para que o seu próprio papel de coach se torne, o mais depressa possível, desnecessário.

Questionamento e meta questionamento de qualidade
Nos meus cursos costumo regularmente fazer a distinção que aprendi de um master-trainer belga, entre a “conversa de café” e a “conversa em coaching e PNL”. Na conversa de café, que até pode ser muito agradável e calorosa, fica-se geralmente pelo conteúdo: choramos juntos as nossas desgraças e culpamos o mundo, o que agrava o mal-estar e facilita a inércia. Na conversa profissional pretende-se clarificar estruturas e fazem-se para isso perguntas específicas. Neste questionamento, as perguntas têm por fim levar o outro, partindo da sua expressão verbal, a ir até ao fundo da sua experiência e a encontrar as razões, recursos e soluções.
O meta questionamento, que exige uma visão muito alerta e ainda mais alargada do funcionamento de estruturas mentais por detrás de estruturas, vai mais além e conduz o cliente a mudanças radicais de paradigma e a encontrar novas formas de criatividade e realização de significados de vida. Há diversos meta modelos linguísticos em PNL.
Podemos partir do princípio que o primeiro produto da epistemologia, método e técnicas de PNL foi a modelagem feita a partir de Virginia Satir (1916 – 1988), trabalhada sob a orientação de Richard Bandler (1950 -), Frank Pucelik (? -) e John Grinder (1940 –) com base na teoria da semântica geral de Alfred Korzybski (1879 – 1950) e da gramática transformacional de Noam Chomsky (1928 -). Pelo que sabemos e aguardando as descrições de Pucelik e Grinder que se esperam em fevereiro de 2013 no livro que escreveram em conjunto sobre as origens da PNL, e segundo revelações recentes, trabalhavam diversos estudantes voluntariamente nesse primeiro grupo de investigadores no projeto que se intitulava “Meta”. O resultado deste trabalho, chamado o Meta Modelo de Linguagem, foi publicado, sob a autoria de Bandler e Grinder em 1975, com o título “A Estrutura da Magia”. É pois considerado como sendo o primeiro produto oficial que está na base do batismo como PNL, a Programação NeuroLinguística. É talvez o trabalho mais importante que, contendo os padrões linguísticos básicos e as respetivas perguntas, serve de alicerce ao questionamento na área do coaching e PNL.  

Dar e receber feedback
imagesCALHHK2UO ponto de partida para esta competência é a escolha axiomática da inexistência do erro e a focalização na aprendizagem. A ferramenta básica usada para tal é o sandwich feedback. Consiste em três fases:
- a constatação, em termos específicos, do que já consideramos pessoalmente correto e bem feito no comportamento do outro, na situação, no acontecimento;
- seguida da ligação com a expressão “e”, acrescentam-se a soma dos elementos de possível aperfeiçoamento com indicações, as mais concretas possíveis, da direção e possível concretização desses melhoramentos;
- e um fecho global e sumário em termos positivos, dos elementos mais relevantes. A palavra “mas” é tabu. Usa-se o “e”.
Na sociedade utópica, dar e receber feedback Implicam aprendizagem e crescimento contínuo. Atinge-se uma fase de não recuo e tomada de consciência permanente direcionada à perfeição. Todo o comportamento e toda a situação possuem elementos de aperfeiçoamento. A falha e o errado deixam de existir para serem reenquadrados com vistas à realização do bem individual e geral. A partir do visível, o comportamento, a situação, o acontecimento, chega-se mesmo ao invisível e ao seu significado. A partir do conteúdo podemos elevarmo-nos a uma vivência de nível superior, mais abrangente, o nível de novas e possíveis estruturas ecológicas mais produtivas e nobres ao serviço do funcionamento humano e da sociedade.
Começámos a deixar para trás a era da negatividade e crítica sem resultados, para tirar proveito de tudo o que fazemos e observamos com o fim de colocar o conhecimento e a experiência ao serviço da aprendizagem e aperfeiçoamento contínuo do indivíduo e da humanidade. O pensamento e comportamento não funcional são comparados a ervas daninhas que podem contaminar o nosso jardim interior e o dos outros, para empregar aqui uma metáfora. Faz-se uma distinção entre comportamento e o significado positivo por detrás do comportamento e encontram-se novas alternativas para realizar os significados positivos da vida. Tal é a importância de um novo feedback abrangente que tem por fim reenquadrar e abrir caminho a novas perspetivas.

Suscitar e induzir Estados
sem nomeimagesCABXHI06 Tem-se dado na nossa cultura demasiada atenção ao papel do pensamento. Já o sabíamos, e agora a neurociência parece estar a mostrar-nos que o pensamento lógico e racional parece jogar nas decisões um papel muito mais reduzido do que as pessoas pensam. Não é o pensamento que está na origem dos nossos atos e da conduta das sociedades. Não é o pensamento que gera a guerra. É a raiva dos homens. Nem há teoria económica que esteja na base da exploração mas sim a necessidade patológica de poder, ganância e o desprezo que a originam, praticamente sempre disfarçados na nossa sociedade em termos de lei e justiça.
Acredito que por detrás da fachada do mundo atual do espetáculo permanente da publicidade manipuladora com o fim de nos fazer confundir o consumo generalizado com a realização pessoal e a felicidade, há, por detrás de toda esta fachada, um desejo universal mais alto e essencial de realização ecológica com qualidade. Para o trazer à superfície há que curar o trauma coletivo que se manifesta em emoções egóicas negativas de sobrevivência e exploração. É o estado emocional que está na base de tudo o que pensamos e fazemos. Um estado negativo limitador produz resultados limitadores. Daí a necessidade premente de estados emocionais positivos adequados. Não líricos, mas responsáveis.
O profissional em coaching e PNL é essencialmente especialista na produção de estados positivos, primeiro nele, e depois nos outros. Aprendeu para isso a usar metáforas, a contar histórias, a entrar ele mesmo em estados emocionais positivos, a empregar a sua voz e os seus gestos, a fazer a pergunta certa, a empregar os padrões hipnóticos de Milton Erickson (1901 – 1980), a brincar com significados, a provocar com carinho, a ajudar o outro a tirar novos recursos de memórias de origem traumática ou desconfortante e aceder às memórias que contêm os recursos próprios à realização de novos significados plenos de vida. Isso irá certamente, no meu entender, transformar gradual mas radicalmente o mundo à nossa volta.

O profissional em Meta Coaching
Segundo Michael Hall (1949 -) e Michelle Duval (-), no modelo que criaram de coaching de desenvolvimento e transformação a que chamaram Meta Coaching, espera-se muito mais para além destas competências básicas de um coach e que, no meu entender, também são válidas para um praticante de PNL. Estas competências básicas são, por sua vez, desenvolvidas no cliente no seu caminho para uma autonomia crescente e auto responsabilização.
Profissionalmente espera-se de um coach ou praticante de PNL que, entre ainda outras competências, esteja em estado de, pelo menos:
- através de um trabalho com convicções, valores, aspetos de identidade e missão, explorar e criar novos níveis de consciência que contribuam para aumentar uma vivência superior de qualidade de vida;
- ajudar a criar experiências memoráveis e poderosas no cliente que o possam inspirar em todos os contextos;
- colocar meta questões que incitem a uma reflexão sistémica superior dos temas do indivíduo e que levem à integração e à sua realização humana total de forma congruente, unificada;
- ensine o cliente a deslocar-se por diversas posições percetivas de modo a aperceber-se das múltiplas óticas das vivências passadas e futuras no seu caminho para se tornar o brilhante e criativo encenador da sua própria vida.
Neste processo de elevação humana, a partir de um coaching e prática de PNL generalizados, ao lado de muitas outras atividades sociais dignas, acho impossível que, simultaneamente, se não criem gradualmente os ambientes sociais em que cada vez mais pessoas encontrem as facilidades e os ambientes necessários para se dedicarem ao processo contínuo de auto conhecimento e auto realização pessoal e ecológica com consequências para uma transformação humanizada nos outros, nos países, e nas organizações.

Os graus de mudança
Há diversos modelos de mudança no domínio do coaching. Neste ensaio, inspirado no Meta Coaching (e na neuro semântica) de Michael Hall, um tipo de coaching que pessoalmente considero como o mais fundamentado e avançado que existe, parto do modelo das mudanças de grau que têm a sua base em Gregory Bateson (1904 -1980) e Paul Watzlawick (1921 – 2007) e na Matriz de Mudança e Aprendizagem usada no Meta Coaching.
- Uma mudança de primeiro grau, como define Watzlawick, ocorre dentro dos postulados normais, a “caixa” em que, segundo Hall, vivemos um pesadelo onde corremos desesperadamente, onde nos escondemos, lutamos, choramos, gritamos, podemos até rir desalmadamente, saltamos e até julgamos, às vezes, tornarmo-nos super heróis ou iluminados;
- Uma mudança de segundo grau, e em graus superiores de transformação, permite que escapemos aos antigos postulados de realidade que nós mesmos e o mundo à nossa volta criou e que nos obrigam a um jogo num círculo vicioso de reações resultante do piloto automático do nosso diálogo interno, reflexo do nosso modelo do mundo. Este círculo é o resultado da associação e identificação com a nossa história pessoal, as nossas convicções, até mesmo com os nossos valores, a linguagem que empregamos e com todos os traços psicológicos, imagens e conceitos que criámos de nós.
A nossa única saída é sairmos da “caixa”!

O pensamento dentro e fora da “caixa” O conhecido problema dos nove pontos é a metáfora mais ilustrativa que conheço do que considero a essência da mudança.
box Resolva este enigma: - Ligue os nove pontos com quatro linhas sem levantar o lápis da folha de papel.
Se ainda não conhecia o problema pode, se quiser, tentar primeiro antes de ler as linhas seguintes …

São os próprios postulados em que nos encontramos aprisionados que nos impedem de encontrar a solução: pensamos erradamente que os pontos formam um quadrado, ou uma caixa, que a solução se encontra dentro da caixa e que é proibido sair da caixa. Neste enigma, tal como na vida e enquanto cá estivermos, só encontraremos definitivamente a solução quando tivermos a coragem suficiente para sair da “caixa”.

A Matriz de mudança e aprendizagem
Gregory Bateson partiu, nas suas investigações sobre níveis de aprendizagem, de um nível de aprendizagem Zero, seguido de níveis que denominou Proto e Deutéro. Outros acrescentaram os níveis Trito e Tétro.
- No nível Zero o comportamento é baseado no hábito, com programação e reação programada e automática, e que até funciona numa sociedade ou organização caracterizada pela estagnação;
- O nível 1 de aprendizagem (Proto) corresponde ao coaching de “performance”. É uma mudança gradual feita de pequenas mudanças e adaptações, novos comportamentos mais eficazes dentro de uma mesma categoria de reações.
- O nível 2 (Deutéro) também corresponde ao coaching de “performance”; aqui atinge-se o limite das possibilidades “da caixa”. É uma mudança descontínua em que existe a possibilidade de dar o salto para estratégias e comportamentos totalmente novos.
- O nível 3 (Trito) é um estado criativo que corresponde à transformação evolucionária em que surge um desenvolvimento qualitativo de ordem superior, formulado em termos da passagem do Fazer ao Ser. Todas as definições antigas que se tinha de Si perdem gradualmente o sentido, tal com Abraham Maslow (1908-1970) já tinha definido. Há uma evolução para os níveis mais nobres da experiência humana.
- O nível de aprendizagem 4 (Tétro), já postulado por Gregory Bateson, é a Transformação Revolucionária, classificação esta sugerida por Robert Dilts (1955 -), uma das figuras que considero mais terem contribuído para o fortalecimento do fundamento e do desenvolvimento da PNL. É um nível, como ele diz, que transforma não só o ser individual, mas o próprio universo. Talvez corresponda, até certo ponto, ao nível mais elevado da Dinâmica da Espiral, baseada em 50 anos de pesquisas iniciadas pelo psicólogo americano Clare W. Graves (1914 – 1986). O modelo foi desenvolvido pelos consultores americanos de gestão Don Beck (1937 -) e o seu aluno Chris Cowan. Esse nível é a chamada Sociedade Turquesa que já começou a desenvolver-se há mais de trinta anos com o pensamento holístico. O resultado será, entre diversas características, a construção da Comunidade Global com o acento no nós, pensamento global, uma vista alargada sobre o trabalho e a vida, múltiplas perspetivas e intuição, respeito total pela harmonia na natureza, aprendizagem e ação a partir da intervisão, altruísmo, etc..
Chegámos então a uma completa transformação de paradigma. A antiga matriz de Si mesmo é radicalmente reformulada para se passar a um processo totalmente novo que altera toda a nossa maneira de ser e estar no mundo.

O coaching e a sociedade utópica
O coach (e no meu entender, o praticante de PNL que, ainda por cima, é o possuidor das principais ferramentas para uso no coaching) conduz pois o cliente, segundo o método Meta Coaching, através de diversos níveis de aprendizagem, desde aprendizagem zero até à transformação revolucionária em que a pessoa saiu totalmente da sua “caixa” e está em estado de mover-se num universo totalmente novo e diferente, passando pelas fases de alargamento de competências, desenvolvimento de flexibilidade, inovação, novo sentido de Si e dono de uma nova maneira ativa e inovadora de estar no mundo.
Penso que, à medida que qualquer tipo de coaching ou PNL praticados de forma visionária, profissional e exigente se desenvolvem em massa, as competências apontadas acima podem crescer de forma gigante nas pessoas que ajudamos a ajudarem-se, tornando-se elas mesmas em estado de desencadear nos outros, de forma natural, o mesmo processo por que passaram. Muito possivelmente o coaching deixará então de ser uma atividade profissional separada, mas tornar-se-á uma nova realidade generalizada como fundamento da sociedade utópica. Cada um contribui então para a realização pessoal de cada um num mundo cada vez mais perfeito.
Se compararmos diversas pessoas, países, sociedades, empresas e outras organizações, ou diversos estratos sociais, podemos já analisá-los com base no seu grau de desenvolvimento no uso destas competências pessoais e sociais e níveis de mudança. O nível de crescimento entre pessoas, países e organizações no que respeita autoconsciência é muito desigual. Mas a transformação global parece-me inevitável. O triste estado das coisas no mundo que se caracteriza por soluções impossíveis dentro da paradigmática “caixa” atual pode ainda durar, antes que vejamos a realização generalizada da sociedade utópica. Mas é uma questão de tempo.

José Figueira
janeiro 2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Age como se o que fazes
fizesse a diferença.
Pois isso irá fazê-la.
William James

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

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Revista mensal online de Programação NeuroLinguística
Ano 3 – Nº 1, JANEIRO 2013
REALIZAR VOTOS DE ANO NOVO
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Os nossos desejos para 2013
Quantas promessas de mudança e realização de objetivos não são repetidas, por esta altura, ano após ano? Promessas de transformação de comportamentos, de traços de caráter, de controlo de emoções, de aprendizagens a fazer, de realização do bem-estar, de promessas a pagar… Muitas vezes, passada uma semana, serão novamente esquecidas… E o espantoso é que possivelmente nunca existiram tantos livros, tantos “gurus”, tanta informação gratuita e ao alcance de todos, para nos ajudar a realizar a mudança e conseguir alcançar os nossos desejos. O facebook revelou-nos ainda mais o vasto número de ofertas para ajudar no caminho da salvação e autorrealização das almas. Com tanta promessa poderíamos concluir que só não é feliz quem é teimoso.

A “salvação” encontra-se ao dobrar da esquina
Num curto espaço de tempo podemos aceder a inúmeras ofertas de auto ajuda e desenvolvimento pessoal, seja na livraria ou através do nosso computador:
- Terapia multidimensional ou cura pelo coração, grupos de excelência pessoal, gestão emocional, storytelling, vida plena, amar o trabalho, sintonia de abertura, eneacoaching , eu básico e criança interior, nutrição ortomolecular, be yourself, transformação pessoal, hipnoterapia, mantras e vibrações, New Shape nutrição, Osho born again, medicina holística, wake up, EMDR, reiki quântico multidimensional, chakraterapia, auto sintonização, inteligência angelical, geneologia sistémica, contratos sagrados, constelações, reflexologia japonesa, sonhos do agora, yoga do riso, mindfulness, escrita criativa, astrologia, o sagrado feminino, liberta-te e brilha, ao encontro da tua natureza, caminho Sou, estudos védicos e orientais, profecias, feng shui, evolution of human consciousness, inteligência emocional, PNL Bíblica, meditações, TAO… para além de diversas escolas de coaching, de suplementos alimentares e da venda de cristais, pêndulos, cheirinhos, talismãs, mandalas e cartas de oráculos inspiradoras e milagrosas.
Às vezes pergunto-me: - O que pensaria disto um saudável cético acabado de chegar de outro planeta? Miséria emocional e psíquica neste planeta? Vazio coletivo? Comércio? “Medicina” séria? Banha da cobra? Placebos? Despertar social para uma “iluminação” global?

Características da PNL
Segundo a PNL (Programação NeuroLinguística) a imaginação é tudo. A partir do mundo, criamos modelos do mundo. Embora não universalmente aceite no meio académico, o certo é que a PNL pretende estudar metodicamente os modelos do mundo que as pessoas têm na cabeça e as suas estruturas. É lógico que para cada modelo do mundo possa haver uma “pílula” adequada. A diferença em PNL poderia estar na colocação da questão inspirada de William James:
- Não se trata de saber se “fantasmas” existem ou não. Trata-se de saber como eles existem. Em terminologia pnliana, a pergunta é:
- Se funcionam, como funcionam?
Com esta pergunta sobre como é que as coisas funcionam na nossa mente que é a base da modelagem, a PNL pretende ser Meta em relação a qualquer disciplina (aliás “Meta” era já o nome do grupo que constituiu os precursores da PNL em 1972, antes de esta ser batizada por Bandler e Grinder com o nome atual). Se é “meta” ou não, pode ser discutível. Mas perguntas de caráter Meta (um nível lógico abrangente) são inevitáveis. Entre outras:
- Qual é a estrutura por detrás das promessas de ajuda, “salvação”, desenvolvimento pessoal e auto realização que o mercado oferece? Como é que o “guru” faz o que faz para convencer pessoas? Há, e no caso de os haver, quais os axiomas gerais que, se forem respeitados, fazem a diferença? O que há de semelhante entre a diversa oferta no mercado? Haverá, no meio de todo este mundo de ajuda física, mental, emocional e espiritual, algo comum que funcione? O quê? A pergunta caraterística em PNL:
- o que se pode retirar de inútil e como chegar ao essencial?

E quando não conseguimos o que queremos?
Uma pergunta que talvez, no começo do ano, pudéssemos fazer, gira à volta das condições necessárias para que finalmente possamos, no novo ano, realizar aquilo que desejamos realizar e que, muitas vezes, vamos adiando, vamos substituindo, vamos esquecendo, vamos desistindo… Penso que, em princípio, qualquer método, corrente, filosofia, pode funcionar desde que se acredite verdadeiramente nisso. Qualquer livro de auto ajuda, qualquer das correntes acima mencionadas, qualquer “salvador” profissional, qualquer “guru”, tem uma receita às vezes feita de uma lista de passos que geralmente se encontram em diversos livros e muitas vezes até já sabemos de cor. E tal como num grande centro comercial, saltitamos de loja para loja. Às vezes acertamos, outras não. Às vezes as coisas funcionam, às vezes não funcionam. Quando uma ferramenta funciona, muito bem. Quando não funciona fico automaticamente mais alerta e debruço-mo sobre a questão. Seguem-se algumas das razões que tenho encontrado pelas quais as coisas, muitas vezes, não funcionam:
- Não encontrámos ainda as alternativas de comportamento adequadas e congruentes para realizar o que nos propomos realizar;
- Podemos eventualmente não ter as competências necessárias e não saber como as adquirir;
- Podemos concentrarmo-nos nos impedimentos e possuir convicções limitadoras sobre nós e sobre o mundo;
- Pode ser que os objetivos que desejamos não sejam suficientemente significativos ou podem existir valores contraditórios em jogo;
- Podemos não conseguir aceder ao estado emocional adequado para funcionar como motor para as nossas ações;
-Sentimos o que experimentamos como não sendo verdadeiramente o que desejamos sem termos plena consciência do que queremos;
- E finalmente, relacionado com o ponto anterior, podemos não ter consciência do nosso significado de vida, ou o que queremos atingir não está, de forma suficiente, emocionalmente relacionado com esse significado.

O que é mesmo fundamental?
A Programação NeuroLinguística é conhecida como uma alargada caixa de ferramentas criada a partir da “modelagem”, quer dizer, da observação, cópia, classificação e seleção do essencial de como as pessoas funcionam. Neste sentido qualquer dos métodos mencionados acima poderia muito bem ser objeto de estudo da PNL. As ferramentas da Programação NeuroLinguística são empregues em todo o mundo e, ao que parece, na maioria das vezes, são bem-sucedidas. Estas ferramentas têm como fim, essencialmente:
- Compreender as nossas próprias estruturas mentais de funcionamento e os nossos desejos e ambições de significação no contexto histórico da nossa vida;
- Daí, ajudar a formular objetivos com possibilidades de sucesso;
- Ativar recursos com vistas à sua realização;
- Colocar aspetos limitadores num novo quadro e libertar a potencialidade que se encontra neles cristalizada; - Instalar novas perspetivas;
- Generar mudanças globais de identidade com vistas ao auto crescimento e realização contínua e congruente de significados de vida.
Nos 40 anos de crescimento da PNL foram desenvolvidas milhares de técnicas. Muitas vão ficando pelo caminho, restando um enorme número de conceituadas receitas de sucesso. Estas técnicas funcionam com sucesso na medida em que assumirmos alguns axiomas básicos. São os princípios e pressupostos da PNL, as convicções básicas do método que, no meu entender, podem verdadeiramente fazer a diferença. Seguem-se aqui alguns dos pressupostos da PNL que talvez possam ajudar-nos neste novo ano.

Princípios básicos:
(excertos do livro: “Ciência e Arte da PNL”, de José Figueira):
- O primeiro princípio, “perceção é projeção”, quer dizer que tudo o que percecionamos e tudo o que expressamos sobre o outro e sobre o mundo são a expressão de nós próprios…
- Se o princípio da relação direta de “causa e efeito” funciona dentro das leis naturais do mundo físico, ele não funciona da mesma forma nos animais, e muito menos no ser humano. Não é o mundo que está na origem direta dos nossos pensamentos, sensações e comportamentos, mas somos sempre nós que, com base nesses estímulos externos, somos a causa…
- O terceiro princípio é o princípio das “convicções ilimitadas”. A maior parte das pessoas confunde convicções com verdades. Convicções são regras, opiniões, pontos de vista sobre si e os outros. Interpretações individuais feitas de generalização, distorção e omissão de informação… são profecias auto realizáveis. Assim, é importante distinguir as convicções que nos limitam na vida das que são ilimitadas, quer dizer, as que nos permitem libertar o nosso potencial e empregar de forma adequada os nossos recursos.
- “O sistema nervoso central não conhece negações” tem como consequência, se se dirigir ao que não quer, formar-se uma representação interna do que se não quer. Ora na prática, ao que parece, qualquer representação mental tende a realizar- -se. É por isso que não querer ter medo, não querer a doença, não querer guerra, ou simplesmente não querer ter uma dor de cabeça ou constipação, aumenta as possibilidades da guerra, do medo ou da doença…
- Um princípio central em PNL é que “toda a aprendizagem, toda a transformação e todo o comportamento ocorrem a nível inconsciente”. Uma grande parte da filosofia ocidental desde Sócrates, passando por Kant e Descartes, parece não ter tido outro desejo a não ser a acusação da sensação e da emoção como irracionalidade, sensação ou emoção essa que é preciso neutralizar. Ora o consciente racional, tal como se tem vindo a falar ultimamente dentro do campo da neurociência, joga um papel muito mais reduzido do que as pessoas pensam. A emoção é essencial à decisão... O inconsciente forma o cerne das nossas vivências e decisões. Toda a PNL tem como fim tornar conscientes processos inconscientes, para com esse conhecimento encontrar maior harmonia e, quando muito, disponibilizar informação e levar o inconsciente, com todo o cuidado, a trabalhar em determinada direção… procura de uma relação funcional e mais harmoniosa entre o consciente e o inconsciente.

Pressupostos da PNL
É opinião geral de grandes especialistas ocupados no desenvolvimento da PNL e sei-o por experiência própria, que as ferramentas só funcionam de forma ótima na medida em que o praticante, não só adquire prática na sua execução, mas que está ocupado ativamente na integração dos princípios e pressupostos desta epistemologia e método. E entre todos os princípios e pressupostos há algo que faça mesmo a diferença? Penso que sim. É a consciência de auto responsabilização pelos próprios pensamentos, sensações e ações. Não há ninguém nem nada que nos “salve”. Neste sentido estamos absolutamente sozinhos. Mesmo pressupondo a existência de Deus, somos nós os únicos responsáveis pelo nosso destino. A PNL ajuda-nos na tomada de consciência das estruturas do nosso próprio funcionamento e no emprego dos processos para a realização dos objetivos que nos propomos. Se não fizermos nada, nada acontece. (pode consultar uma lista com alguns dos pressupostos fundamentais da PNL em: http://pnl-portugal.com/sobre-pnl-portugal/pressupostos-da-pnl/)

Resumindo
O mercado está cheio de filosofias e ferramentas para desenvolvimento pessoal, auto realização e para nos ajudar a realizar os desejos formulados no ano novo. Em princípio, qualquer filosofia ou método pode funcionar positivamente desde que se acredite nele, se seja ecológico, e se passe à ação. Acho que a PNL é “Meta” (está a um nível lógico abrangente) em relação a qualquer das correntes que se oferecem. Se estas funcionam, a PNL procura-as e modela-as (recolhe o essencial e retira-lhe a possível “conversa” desnecessária). Assim possui hoje ferramentas que foram modeladas da psicoterapia, liderança, xamanismo, linguística, cibernética, etc. Fundamental, para ser efetiva, é que o praticante se predisponha a integrar os seus princípios e pressupostos destilados concretamente a partir do estudo das estruturas da comunicação. E dentro de todos estes princípios, essencial é a auto responsabilização pelos próprios pensamentos, estados emocionais e comportamentos.

José Figueira

terça-feira, 1 de janeiro de 2013