sábado, 28 de julho de 2012

PNL, coaching e certificações

Chega-me diversas vezes a pergunta:
- Com o vosso curso de PNL posso ser coach?
Já abordei este tema diversas vezes. Até escrevi um número da minha revista online sobre isso (http://pnl-portugal.com/revista/pnl-coaching-outubro-2011/)


Aqui, mais uma resposta a essa pergunta:

Bom dia P.
Para a sua pergunta não se encontra facilmente uma resposta indiscutível.
Aqui vão alguns pontos que me parecem relevantes:
- A verdade é que qualquer pessoa se pode intitular “coach” ou “terapeuta”. São conceitos livres;
- Psicólogo, psicoterapeuta, sociólogo, médico, advogado, etc.... são palavras registadas cujo emprego, esse sim, é protegido por lei;
- Há diversos grupos de pessoas, organizações e associações de coaching, cada uma com os seus pontos de vista e critérios, que reconhecem determinados cursos associados a essas organizações. Há muitas delas pelo mundo e vão aparecendo regularmente novas todos os dias;
- Como interessado(a), terá você mesmo de se informar da credibilidade desses clubes nacionais e internacionais;
- A Programação NeuroLinguística, desde o seu aparecimento nos anos 70, que utiliza coaching e terapia. A PNL começou mesmo por aí. Qualquer pessoa formada em PNL tem (se quiser e praticar) as ferramentas necessárias para exercer coaching e terapia, embora claro possa aprofundar-se nessa área;
- Nos últimos tempos também foi criado algo como “coaching com PNL” que utiliza e desenvolve alguns dos inúmeros elementos da PNL (o coaching desenvolveu-se como disciplina própria);
- Alguma oferta de PNL anuncia-se no mercado, talvez devido à moda, como “PNL com técnicas de coaching”. Ora isso não é nada de novo. Coaching esteve sempre implícito na PNL. Ao apresentar-se assim talvez seja com a intenção de captar pessoas. Se não mencionar a palavra (para muitos já desacreditada) de coaching, pensam que não jogam mais um papel no mercado!
- Um diploma de “coaching”, ou “practitioner, master ou trainer de pnl” não é uma absoluta garantia de qualidade, como um diploma de psicólogo, advogado ou seja do que for também o não é. E se quiser seguir um curso, terá sempre de falar com as pessoas, informar-se e estar muito "alerta";
- Os meus cursos de PNL obedecem aos critérios da maioria das associações internacionais, e são reconhecidos pela Associação Holandesa de PNL. É tudo.Pessoalmente, e como título legal, sou “andragólogo” (pedagogo social, especialista em educação e formação de adultos e ciências de mudança) reconhecido pela Universidade de Amesterdão.
Compreendo que as pessoas gostem de respostas simples, precisas, em termos preto ou branco, mas honestamente não me parece que a resposta a esta questão possa ser dada dessa maneira. E certamente quando se fala de "coaching" com cursos de certificação entre 8 dias e anos de formação! Até mesmo sobre a "minha PNL" e certificações tenho colocado sempre as minhas notas críticas sobre o que se passa com questões legais de credibilidade e autoria! A história da PNL está cheia de marketing, "descomunicação" entre os seus próprios autores, pretensões e ilusões. 

De qualquer forma, espero sim, com os meus conhecimentos atuais do assunto, ter sido o mais objetivo possível na resposta.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sobre o sucesso e a banalidade

Se faz amor, concentre-se 120% naquilo que faz.
Experimente.
Se janta, concentre-se no jantar.
Se está em conversa com alguém, experimente concentrar-se de forma total e plena com a pessoa com quem fala.
Se está na casa de banho, esteja totalmente lá.

E investigue a diferença comparando com os momento em que não está lá!

É curioso, desperdiçamos a vida para ganhar dinheiro para vivenciar o momento que geralmente nem sequer custa um cêntimo!

O que andamos cá a fazer no mundo???

terça-feira, 24 de julho de 2012

O "autocarro"


Temos já todos os recursos dentro de nós para realizar aquilo que nós mesmos consideramos como o sucesso pessoal. E está sempre dentro de nós o que dá significado à nossa vida. Só nós podemos aceder a esses recursos e só nós podemos aceder ao nosso próprio significado de vida.

Embora vivamos no mundo e vivamos para usufruir das coisas do mundo e usá-las para a nossa realização, não são essas coisas que preencherão finalmente o nosso significado.
E os outros podem ajudar-nos claro, mas não são eles que irão realizar o nosso significado nem são eles que vão utilizar os recursos de que nós mesmos precisamos. Quando muito, podem ajudar-nos a aceder aos nossos recursos. Mas somos nós que fazemos o trabalho.

Cada um de nós é o responsável pela condução do seu próprio autocarro da vida. Encontra-se de tudo pelo caminho e a gente distrai-se. O processo natural parece ser mesmo esse: a gente distrair-se pelo caminho e julgar que o caminho é o lugar do destino! E muitas vezes deixamos que outros nos conduzam para os seus destinos.

PNL é um projeto de vida, não é algo que se consiga num curso. É o processo contínuo de tomada de auto responsabilização pela sua própria vida. Realizar o seu próprio propósito e não o dos outros, seja ele um ente querido, seja um desconhecido. E não é fácil.
Nesse sentido, tudo nos pode ajudar, seja um curso de PNL ou outra coisa qualquer, uma palavra amiga, uma situação desconhecida, algo que nos dá prazer, algo que nos causa imensa dor...

Só há uma primeira condição para se ter sucesso na realização do grande objetivo da nossa vida, e essa é a condição menos fácil de manter, sem essa todas as outras condições não terão lugar: é estar alerta!

sábado, 21 de julho de 2012

Não procures a verdade.
Limita-te a abandonar as tuas opiniões.


(do Budismo Zen)

Meta ESPERTA


Características que toda a meta deve ter para que seja produtiva (um de diversos modelos): 

ESPERTA... Precisa especificar exatamente o que quer no tempo presente, em uma linguagem que use imagens, sons e sensações, para ativar padrões neurológicos que gerem novos resultados. A meta precisa ser iniciada por si e depender de somente de si.
O que quer? Em que contextos? Onde? Quando? Com quem?
O que, especificamente, vai ser? Sentir? Ouvir? Fazer?
  
SISTÉMICA... Deve considerar o efeito que a realização da meta terá a nível sistémico, isto é, como se vai combinar com as outras metas, como vai afetar outras áreas da sua vida, a família, o ambiente de trabalho, etc.
Como é que a realização da meta vai afetar a sua vida? O que vai ganhar? Perder? É congruente com seus valores?

POSITIVA... A meta precisa ser elaborada em termos positivos. Uma meta negativa, do tipo "Eu não quero comer demais", cria uma representação mental desse comportamento. Também se inclui nesta categoria: "Eu quero parar de...", "Eu quero viver sem...".
A minha meta gera imagens daquilo que eu quero em vez daquilo que não quero?

EVIDÊNCIA... Precisa ter uma evidência de que conseguiu a sua meta e precisa ter "feedback" durante o processo para se auto corrigir.
Como vou saber que estou a conseguir aproximar-me da minha meta? Que evidência vou usar?

RECURSOS... Precisa identificar que recursos já tem e que recursos precisa para percorrer o caminho do estado atual ao estado desejado.
Que capacidades e recursos já tenho para me ajudar a conseguir a alcançar a minha meta? Que outros mais preciso?

TAMANHO... A meta precisa ser trabalhada em tamanho adequado. Uma meta grande demais precisa ser dividida em áreas a serem trabalhadas separadamente.
 O que me impede de alcançar o objetivo? Que efeito positivo a realização desta meta vai gerar na minha vida?
  
ALTERNATIVAS... A meta precisa ter opções no plano de ação. Uma opção é limitada, duas cria um dilema e três permite escolha.
Qual é o seu plano de ação? Como vai lidar com dificuldades ou desafios?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Revista online, Ano 2, nº 7 (julho 2012)

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Revista mensal online de Programação NeuroLinguística
Ano 2 – 07, JULHO 2012


O meu lugar no mundo
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O “mapa” de nós e da realidade social que nós mesmos construímos no decorrer das nossas experiências de vida determina o nosso lugar no mundo, quer dizer, quem nós acreditamos que somos e o que são os outros.
Com a ajuda do modelo “Panorama Social” podemos analisar e diagnosticar o nosso próprio mapa e o mapa dos nossos clientes. A partir daí podemos torná-lo mais funcional adaptando-o (profissionalmente) de forma intencional e direcionada.




Eu entre os outros

Qual é o meu lugar? Quem sou eu? Quem são os outros? E quem é que você deseja ser entre todas as pessoas do mundo?

Se a Programação NeuroLinguística se tem afigurado ser uma epistemologia e metodologia com um arsenal imenso de técnicas que nos ajudam a descobrir quem somos e no que nos queremos transformar, O “Panorama Social” tem-se demarcado, pela sua profundeza e simplicidade, como uma das suas mais preciosas pérolas.

O Panorama Social, uma metodologia baseada em PNL, é talvez um dos instrumentos atuais mais poderosos no campo do coaching e da terapia para desenvolvimento pessoal e consciência do funcionamento dos processos mentais no que se refere ao conhecimento de nós e das nossas relações com os outros.




A quem se destina o Panorama Social?


Como praticamente todos os problemas humanos têm uma componente social, o Panorama Social, que estuda precisamente a forma como criamos as relações mentais na nossa mente é, por excelência, uma ferramenta de enorme importância para especialistas em coaching, terapeutas, professores, líderes, supervisores, políticos, negociadores…

Os nossos padrões do pensamento social, a cognição inconsciente social tal como foi desenvolvida no livro de Lucas Derks “Social Panoramas, Changing the unconscious landscape with NLP and psychotherapy”, tem vindo a ser empregue com enorme sucesso em todo o mundo por psicólogos sociais e clínicos, terapeutas, mediadores, psiquiatras, pedagogos e um largo público interessado tanto dentro da PNL como fora dela.




Do vago e complexo ao simples e concreto


A metodologia com todo o seu conjunto de cerca de 60 técnicas é conhecida pela forma sistemática como transforma temas relacionais geralmente complexos, em temas simples mais fáceis de lidar.

A realidade subjetiva das nossas vivências e relações, caracterizada por todo um complexo de emoções que fazem muitas vezes das relações um denso nevoeiro, tornam-se com a ajuda do Panorama Social, estruturas concretas exibindo padrões relacionais de forma clara e permitindo uma grande precisão nas intervenções.
É com todo o direito considerada uma das mais eficientes terapias dentro do quadro das chamadas terapias breves.




Espelhar, uma pequena metáfora


Era uma vez uma sala cujas paredes estavam todas cobertas de espelhos.

Um dia, vá-se lá saber como, um cão entrou pela sala adentro e viu-se de repente rodeado de outros cães. 

Rosnou, mas não ouviu que era o seu rosnar. Ladrou mas não ouviu que era o seu ladrar.
Mostrou os dentes e todos os outros cães mostraram os dentes. Avançou e todos avançaram. Correu e todos os outros correram. E quanto mais investia todos os outros investiam. Até que exausto, tombou para o lado e morreu.




Como funciona o Panorama Social?


Como animais sociais que somos, a nossa vivência subjetiva é preenchida por pessoas. Para nos podermos mover socialmente, precisamos de um mapa simplificado da realidade social. Esse mapa fala de nós e dos outros, diz-nos quem os outros são e quem nós somos em relação aos outros e é feito de imagens que organizamos num espaço mental em que cada pessoa relevante na nossa vida ocupa um lugar específico.

Operamos nesse espaço mental criando hierarquias, fazendo deslocações, efetuando transformações nas representações mentais. Isso ocorre em geral de forma inconsciente mas determina as nossas relações sociais de forma automática.
A essa paisagem imaginativa cheia de representações com características de pessoas e que determina as nossas relações sociais, por natureza feita de omissões, distorções e generalizações, chamamos o nosso Panorama Social.




A solução de problemas relacionais


Onde nos localizamos e localizamos mentalmente o outro vai determinar o significado emocional da nossa própria autoimagem e da relação com o outro. Aproximação, intimidade, confronto, estatuto, apoio, inimizade, amor, ódio, são codificados mentalmente a certa distância, numa determinada direção e focalização do olhar, num determinado espaço e com certo tamanho.

O conceito “espaço mental a 3 dimensões” joga um papel central nas relações. Inconscientemente construímo-nos a nós e aos outros neste espaço mental. A tomada de consciência e conhecimento das regras deste panorama mental abre-nos o caminho para relocalizações e a partir daí para possíveis modificações e enriquecimento da nossa autoimagem e das relações sociais.

"O meu lugar no mundo" deixa assim de ser uma metáfora poética para se tornar algo com que se pode trabalhar de forma objetiva.




Intuição e cognição


Agimos pois intuitivamente e de forma automática ao mundo como resultado das construções que criámos do mundo sem ter consciência do lugar que criámos para nós e para os outros na nossa própria mente.
Aos ficheiros de informação que criamos sobre nós e os outros e a todas as construções mentais a que atribuímos características humanas, chamamos “personificações”.

Com o Panorama Social paramos para observar personificações: a nossa autoimagem e a relação com os outros.
É um novo mundo que se nos abre. Como diz Lucas Derks, o autor do Panorama Social, intuição torna-se cognição. A partir daí podemos objetivamente criar melhorias tanto na nossa autoimagem como nas nossas relações sociais.




Coaching e terapia


A maneira prática como essas transformações são feitas tem as mesmas características que as intervenções com PNL e torna-a até muitas vezes ainda mais simples, direta e eficiente: trabalha com a transformação de localizações mentais e a introdução de informação (recursos) que permite nova visão e maior flexibilidade de ação.
Desta maneira simples podem ser tratados problemas de autoimagem e autoconfiança, relações amorosas, relações com amigos ou colegas de trabalho, crianças, estrangeiros, grupos, partidos políticos, estratificações sociais, povos, teams, pessoas falecidas, espíritos, deuses…

Trata-se de Programação NeuroLinguística de alto nível enquadrada no desenvolvimento da PNL dos últimos anos: - como recriamos o nosso lugar no mundo é dos temas mais aliciantes que se processam ao nível da identidade e da missão.




Meu Lugar no Mundo, poema
por T. Campos
Sentada no moerão da cerca,
Sobre a panela furada,
Pensava na Vida.
Pobre criança,
Mal sabia:

“Seu Destino seria sofrer para achar uma Tampa."


O programa de iniciação


Em todos os nossos programas, seja durante a iniciação à PNL, practitioner training , master practitioner training , ou trainers training, damos atenção e empregamos técnicas do Panorama Social. Damos também regularmente sessões de informação de 2 horas, na forma de uma tertúlia, em S. Pedro do Estoril.

No curso de iniciação ao Panorama Social são ventilados os conceitos básicos, é explanada a teoria da personificação conforme desenvolvida pelo Dr. Lucas Derks , são investigadas localizações de personificações, e são exploradas e transformadas, se necessário, relações íntimas, relações difíceis, relações de poder e submissão, relações familiares e espirituais.


O próximo curso de iniciação terá lugar a 30 de junho e 1 de julho, no Estoril. 



Certificação para consultor

O Dr. Lucas Derks viaja pelo mundo realizando os seus hobbies,  fazendo filmes, conhecendo culturas, contactando a comunidade da PNL, espalhando a sua criação, o Panorama Social.
Virá pela 5ª vez a Portugal em março de 2013, no Estoril. É um workshop de 5 dias para psicólogos, terapeutas, negociadores, especialistas de coaching... O nível mínimo de practitioners training é absolutamente aconselhável.

O certificado de consultor, assinado pelo próprio Lucas Derks, é passado no momento em que o candidato apresenta um relatório completo de uma intervenção com o “Panorama Familiar” e este é aprovado pelo próprio Dr. Lucas Derks ou pelo Dr. José Figueira.


Alguns links do Panorama Social

Basta clicar:


texto de José Figueira
ilustrações de Lucas Derks



sábado, 23 de junho de 2012

"Contos para pensar", Jorge Bucay

Nasci hoje de madrugada
vivi a minha infância esta manhã
e cerca do meio-dia já passava a minha adolescência.
E não é que me assuste que o tempo passe por mim tão depressa.
Só me inquieta um pouco pensar que talvez amanhã
eu seja demasiado velho para fazer o que deixei pendente.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

"O homem não é a soma do que tem,
mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter."

Jean-Paul Sartre

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pressupostos da PNL

Alguns pressupostos:
* A parte do sistema (a pessoa, por exemplo) com o comportamento mais flexível dominará o sistema
* Todos os procedimentos devem ter como fim aumentar as possibilidades de escolha
* Todo o comportamento e toda a transformação devem ser avaliados em termos de contexto e ecologia

"Atingir mais de forma mais fácil"
Faro (16 e 17 de junho) Estoril (7 e 8 de julho)
"O meu lugar no mundo"
Estoril (30 de junho e 1 de julho)

Mysteries of the Heart

quinta-feira, 31 de maio de 2012

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Revista mensal online de Programação NeuroLinguística
Ano 2 – 06, JUNHO 2012
PNL e Objetivos
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Quando começo um novo training ou simples workshop costumo perguntar: - por onde vamos começar? Pelo passado, pelo presente ou pelo futuro? Cada uma destas alternativas costumo receber como resposta. Se começamos no presente, não sabemos para onde ir exatamente, qualquer direção seria um ato fruto do acaso da nossa história e desejos escondidos inconscientes. Começar no passado poderia levar a arqueologia psicológica de caráter introspetivo onde já se perderam tantos analistas. A resposta certa é começar pelo futuro. Temos então um rumo, uma direção, um foco, um porto para onde nos dirigir.

A questão não é tão simples como isso. A maioria das pessoas não conhece o porto aonde quer chegar…


O modelo básico para atingir resultados

A Programação NeuroLinguística é uma metodologia caracterizada por uma quantidade enorme de ferramentas direcionadas a soluções.
O modelo central empregue, de origem militar, contém o número mínimo essencial de elementos necessários para atingir objetivos. É conhecido como TOTE: Um gatilho (Trigger), o qual contém já os critérios de "sucesso", dispara a ação (Operate). Desde que os critérios sejam satisfeitos (no Test), o resultado é atingido (Exit).
Cada TOTE é geralmente formado por sub totes, sendo constituídos assim diversos passos dentro de um objetivo maior.


O que a PNL acrescentou

Ao primeiro passo do processo (Trigger/Test) foram acrescentadas em PNL as condições básicas de formulação de objetivos. O Operate refere-se aos processos mentais constituídos por representações sensoriais externas e internas (imagens, sons sensações) combinadas de certa forma e em determinadas quantidades (as submodalidades). Todas as técnicas desenvolvidas nesta metodologia, desde o seu aparecimento por volta de 1974, têm como fim a criação de uma estratégia mental, um conjunto de representações sensoriais devidamente organizadas e adequadas ao resultado. Ao Test final foi acrescentado ainda o controlo definitivo da ecologia e a consolidação do processo (future pace).


As condições de formulação

Na formulação de objetivos são empregues regularmente as condições muito divulgadas e conhecidas por SMART embora não sejam as oficiais da PNL.

As condições fundamentais podem ser definidas por 5 regras básicas:
- definição do objetivo de forma positiva, formulação precisa em termos sensoriais, temporizado e contextualizado, sob controlo próprio e ecológico.
É comum falar-se em termos de “frames”. Assim temos basicamente, entre outros, um frame de outcome, de evidência, e de ecologia.

Importantíssimos, muitas vezes não totalmente compreendidos ou utilizados, são a formulação positiva e o aspeto ecológico, a que darei aqui uma maior atenção.


Objetivos e valores

Qualquer objetivo que se queira atingir, embora em geral as pessoas não tenham consciência disso, tem como fim realizar um significado pessoal (um Valor). Mesmo que esse significado esteja consciente, por detrás de um significado esconde-se um significado maior. Talvez seja por isso que a realização de um objetivo, muitas vezes acaba em frustração. Não satisfaz porque o que a pessoa verdadeiramente pretende é algo maior de que em geral, como disse, não está consciente.

Há mais razões pelas quais a realização de um objetivo pode não satisfazer levando à procura obstinada de novas realizações e compra de novos produtos como é característico na sociedade capitalista em que vivemos. Todas as razões de possível insatisfação têm muito provavelmente a ver com o seguimento cego do reclame e a inconsciência das pessoas sobre aquilo que realmente as interessa.


A ecologia e os objetivos

Na perspetiva ecológica manifesta-se um aspeto essencial dos valores quando falamos de objetivos.

Ecologia tem a ver com resultados não desejados. Quando se quer atingir um objetivo é costume perguntar-se: - quanto quer pagar por isso? Às vezes o preço é muito alto, aquilo que se perde é superior aos ganhos. Valores a realizar entram em conflito interno com valores que seriam perdidos no caso de o objetivo ser realizado.
Sempre que se adiam tarefas, se desiste de um objetivo, nos distraímos com outras atividades, nos “sabotamos”, está em jogo um problema ecológico qualquer. Este é um dos fundamentos da inquietação interna e exige muito mais atenção e tomada de consciência do que uma simples injeção de motivação.

A flexibilidade psicológica, que é o objetivo fundamental da PNL, consiste na tomada de consciência progressiva da nossa realidade subjetiva com o fim de aumentar as nossas possibilidades de escolha, as quais, se tivermos em conta o que se diz em neurociência, já são em si menores do que as pessoas pensam.


Sobre o pensamento positivo


Continua a insistir-se muito no pensamento positivo. Claro que faz toda a diferença. Mas conhecemos as dificuldades e não temos consciência real do que o impossibilita. Não se adquire pensamento positivo por tomar uma “aspirina”. Na sociedade atual habituámo-nos a resolver tudo com aspirinas.

No fundo o “pensamento positivo” é praticamente uma impossibilidade. A nossa mente racional não se desenvolveu no decorrer de milhares de anos para pensar positivo. Pelo contrário, desenvolveu-se para ver perigo em todo o lado, proteger-nos da dor, lutar, fugir. O nosso diálogo interno não faz outra coisa senão comparar, criticar, analisar, julgar. Tudo como proteção. O que significa que a maioria de nós, o que queremos é: não sofrer, não ser fragilizado, não ser mal visto, não se sentir só, não estar triste, não ter ansiedade… pois é para isso que a mente pensante e racional se desenvolveu. No mundo material é muito útil para nos prever do perigo, mas no universo pessoal e nas relações pode ter consequências trágicas.

Esta concentração no “perigo” (baseada em experiências traumáticas do passado e invenção de ameaças no futuro) acaba por criar as nossas verdadeiras representações internas de que queremos fugir e exige de nós: gritar cada vez mais alto “pensamento positivo”, ler mais livros de autoajuda e frequentar cursos atrás de cursos. Não é que não ajude. Mas como o animal homem não foi feito para pensamento positivo, isso vai exigir portanto muito esforço.

A questão é que ao dirigirmo-nos ao que não queremos (e a maioria de nós dirige-se inconscientemente ao que não quer), acabamos por receber de presente aquilo em que (inconscientemente) nos focalizamos, aquilo que afinal não queremos.


O processo de tomada de consciência

A PNL não é propriamente uma metodologia do pensamento positivo. Em PNL estudamos e consciencializamo-nos destes processos mentais para aumentar a nossa flexibilidade psicológica, flexibilidade esta que é destruída quando nos associamos ao pensamento e acreditamos que a linguagem é a expressão de factos.
Nós não somos o que pensamos. O pensamento é um produto e o que diz sobre nós não é o “território”. É, quando muito, um péssimo “mapa” de nós.

A tomada de consciência dos nossos próprios processos mentais, a paragem nada fácil do nosso piloto automático de ação e reação, exige uma dissociação muito mais radical do que aquilo que popularmente se fala em PNL. Não é por acaso que uma formação básica consta de um practitioner training (16 dias full-time) e master practitioner training (21 dias full-time) para além de trabalho de casa obrigatório.
E depois disso há ainda toda uma vida para nos irmos “desenvencilhando”.


Metáfora:
“A bola de oiro”

Uma história que um dia ouvi, não sei já onde, e me ficou na memória:

Um rei deu à sua filha linda, loira e de olhos azuis, uma bola de ouro no dia do seu aniversário.
A partir de então a princesa brincava com a bola sempre que se sentia triste ou alegre, inquieta ou tranquila, serena ou apressada…

Ela rolava a bola na terra, atirava-a contra a parede acolchoada do palácio, contemplava-a na concha das suas mãos e o maior prazer era atirá-la ao ar, na direção do sol e extasiar-se com os seus reflexos brilhantes… mas ia procurando sempre novas maneiras para encontrar respostas.

Até que um dia… aconteceu.


O modelo dos níveis neurológicos

O modelo conhecido como “níveis(neuro)lógicos de comunicação é um modelo da PNL que pode ser usado para esclarecer a comunicação, uma intervenção, ou qualquer problema, sistema organizacional, transformação, um tema tal como este dos “objetivos”, etc.

Essencial no modelo é a relação que é feita com os valores, o sentido pessoal de identidade e o objetivo de vida (ou o que andamos cá a fazer).
O sentido de qualquer objetivo, grande ou pequeno, em qualquer contexto, encontra-se na sua relação com a missão do indivíduo, com o seu significado de vida. Quando essa relação hierárquica não está em harmonia, falamos de falta de alinhamento ou incongruência. O resultado é uma sensação contínua de desconforto que necessariamente exigirá compensações na forma de “droga” ou outro produto mais socialmente aceitável.


Que fazer? Algumas sugestões

Primeiro que tudo é não levar a sério os pensamentos, não se levar muito a sério, o que nos facilita a dissociação.

Segundo, perceber que qualquer objetivo existe em função de um objetivo maior e se tivermos consciência do objetivo maior possivelmente descobrimos que há mais caminhos para lá chegar do que o objetivo a que muitas vezes nos agarramos.

Terceiro, descobrir o que nos move realmente, o que andamos cá a fazer, quais são os nossos valores fundamentais (não os socialmente corretos). Não só o conhecimento dos nossos valores mas uma consciência plena dos nossos traços psicológicos naturais ajuda-nos muito nas nossas escolhas.

Quarto, ser honesto e tomar decisões na vida de acordo com aquilo que se vai encontrando como sendo o significado de vida. Aliás, uma tomada de consciência contínua da nossa experiência subjetiva e do nosso próprio funcionamento leva, penso eu, a uma relação de honestidade cada vez maior connosco e com os outros.

Quinto, estar então cada vez mais em estado de escolher livremente quando quer levar a sério ou não a sua mente consciente, observar as emoções de forma dissociada, e realizar os seus objetivos nos contextos que escolheu no quadro daquilo que acha que é a sua razão de estar no mundo

(J.F.)

Agenda
Tertulia - Objetivos de vida a 4 de Junho
Introdução à PNL - em Faro a 16 e 17 Junho
O meu lugar no mundo (coaching com o Panorama Social) a 30 de junho e 1 de julho
Introdução à PNL - no Estoril 7 e 8 Julho
Practitioner intensivo de verão - a partir de 29 de Julho
Practitioner por módulos - a partir de 7 de Setembro (Estoril) e 13 de Setembro (Porto)
Master practitioner - a partir  de 11 de Outubro


Mais informação (clique: agenda)
Contacto:
Para informação pessoal e inscrições, pode entrar em contacto com:
PNL-Portugal (José Figueira) INFO@PNL-PORTUGAL.COM
965542777 / 918541233

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quarta-feira, 30 de maio de 2012