O discípulo de um Filósofo Mestre
Com ele foi ter
No seu leito de morte
Para que pudesse saber:
- Além de tudo o que me deste,
pois fui discípulo de sorte,
Teus ensinamentos, tua sabedoria,
Que mais de ti poderei aprender?
Então, o sábio, sua boca abriu:
- Minha língua, consegues ver?
- Sim Mestre!
- Meus dentes, consegues ver?
- Não Mestre!
E foi assim que prosseguiu:
- Sabes porque os não vistes?
Sabes porque dura a língua mais tempo?
Porque esta é flexível,
Mole como a água
Mutável como o vento.
Os dentes, por sua vez, são duros…
Com isto, nada mais te tenho a ensinar…
Vai pela vida,
E não te esqueças de…
Amar!
3 comentários:
Flexibilidade, movimento, adaptação, suavidade, mudança, baile, música, cor, luz, harmonia, contacto, impermanência, sonho, canto, liberdade, são tudo aspectos do mais essencial que há em "eus" e se calhar em "Ele"...
Olho e vista, orelha e som, lingua e sabor. Ainda, para tudo o que existe, segundo as suas raízes, as folhas se desenvolvem. O tronco e os ramos partilham a essência; nobre ou vulgar, cada um tem o seu discurso...
Muito lindo, legal, "e lembre de amar".
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