quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

A Programação NeuroLinguística (PNL) tem aumentado a qualidade de vida de milhões de pessoas no mundo.
Abre caminhos para a compreensão e utilização da mente de modo a abrir novas possibilidades para lidar com os acontecimentos do dia a dia de forma congruente consigo mesmo.
A PNL é uma metodologia relativamente fácil que fornece toda uma tecnologia para auto-descoberta, desenvolvimento pessoal e maior eficiência na realização dos nossos desejos.
A PNL é uma atitude – é tomar lugar atrás do volante do autocarro da sua vida, responsabilizar-se pela sua condução de acordo com o que é mais essencial par si e, ainda melhor será fazê-lo de modo a contribuir para a criação dum mundo de que nos possamos orgulhar.
É isto a PNL para mim.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Ainda a propósito da Lei da Atracção

“Tudo o que nós somos é o resultado daquilo que pensamos no passado”.

"O processo de criação segue uma sequência que é a seguinte:

- Pedir: E para pedir você deve escrever, falar, sentir, imaginar, ouvir e ter gratidão. Aí, sim, a lei da atracção funciona. O processo de atracção só funciona correcta e rapidamente se passar pelos cinco sentidos (Ver, Fala, Ouvir, Tocar, Sentir) e sempre no presente do afirmativo. Compre um caderno novo que o inspire e comece a escrever o que você já tem e é grato; as coisas que você tem mas não gosta, ignore-as. Este caderno vai ser seu catálogo. Nele você deve desenhar o que quer, abaixo do desenho você deve fazer um “X” e coloque seu nome assim como você faria num catálogo da Avon; não recorte as coisas que você quer, desenhe e coloque neste desenho a maior quantidade de detalhes que conseguir. Se puder mande fazer um carimbo e carimbe com a expressão: “Entrega Imediata, Pedido Urgente”.

- Responder: é a hora de ver, ouvir, sentir. Após pedir, você deve ficar atento a cada resposta que o universo ou a lei da atracção irá lhe dar; se você prestar atenção a estas respostas irá atrair o seu propósito com maior rapidez e estará no lugar certo na hora exacta. Preste atenção e você ira sentir, ver ou ouvir essas coordenadas. E a ferramenta que você terá, para estar no lugar certo, são as emoções. São elas que o ajudarão a se alinhar e seguir para a próxima etapa.

- Recepção é o momento de você se alinhar e ficar no lugar e hora certa. É seguir as coordenadas que suas emoções irão lhe dar.Lembre-se: emoções boas = caminho e hora correctas; emoções ruins = caminho errado.
O estudo e prática da lei da atracção consistem em descobrir o que pode lhe ajudar a gerar os sentimentos de já possuir o que deseja. Pois esse sentimento é do tempo presente e o universo irá corrigir essa falha e lhe dará, facilitará ou mesmo o ajudará com cominhos para chegar a este objectivo. Vá fazer um test-drive do tipo de carro que deseja ter. Vá visitar o tipo de casa ou apartamento que deseja, e conheça este sentimento de ter o que se deseja; guarde-os e crie um desenho e cole num local que esteja sempre à vista e a toda vez que você vir, lembre-se daquele momento, daquele sentimento de quem já tem.
Não adie, não enrole, o universo gosta de super-velocidade; ele não pára para pensar, nem pensa duas vezes... Então, AJA! Essa é a sua parte. E o melhor momento para começar é AGORA. Você será atraído para as coisas e estas serão atraídas a você. Apenas suba o primeiro degrau, dê o primeiro passo.Sobre o tempo de demora? Depende apenas da sua forma de pedir e se alinhar. Quem geralmente gosta de pensar, de se culpar, de dar mais créditos às crenças absurdas somos nós... O universo apenas faz o papel de génio da lâmpada quando concede os desejos. Não pergunta se você tem a certeza, qual o tamanho. Isso é difícil... Apenas diz: O SEU DESEJO É UMA ORDEM.

Muitas pessoas sentem-se estagnadas ou aprisionadas pelas circunstâncias actuais das vidas delas. O que deve aprender-se de imediato é que você não é mais a mesma pessoa de quando começou a ler essas palavras.Às vezes, numa realidade, e de quem não sabe do segredo, as pessoas ficam estacionadas nas mesmas realidades, de trabalho, saúde, relacionamentos; isso porque não compreendem que oferecem a maior parte da sua atenção ao que se está acontecendo...
Essa não é a atitude de quem conhece o segredo. Pois se você está a olhar e a dar atenção a uma situação, você está pensando nela e a lei da atracção lhe dá mais dessa situação. Todos os acontecimentos diários da nossa vida devem ser vistos de uma forma vantajosa e, principalmente, se não é para resolver neste momento, não fale, não pense, não ouça e nem sinta essa situação... Coloque uma música que seja um tema de vitória para você e se você não tem uma, crie! Comece a ouvir e se apegar em uma música que deste momento em diante signifique vitória.
Vamos a uma prática: O que você pode fazer neste momento para começar a mudar a sua vida? Simples.
Comece fazendo uma lista das coisas pelas quais você é grato por ter tido no passado. Agora, comece fazendo uma lista das coisas que você é grato por ter hoje, mesmo que isso seja apenas as roupas que você esteja usando ou até mesmo o facto de ler este artigo. Pronto!
Você acaba de mudar de energia, acaba de mudar a frequência de seu cérebro, dos seus pensamentos, das suas ondas magnéticas e, agora, você está pronto para começar a visualizar. Quando você está visualizando, quando você tem aquela imagem na sua mente, neste momento só veja isso, depois passe a sentir o prazer em ter aquilo e perfeito! Você aprendeu a pedir.
Muitos acham que se tiverem pensamentos positivos e visualizarem o que querem já será o suficiente, mas se você estiver fazendo isso e não sentir, não manifestará o poder da atracção. É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona. É assim que funciona.
Você pode começar do nada, partindo de nenhuma alternativa. O caminho de início ou saída será construído, mas você só irá ver alguns metros à sua frente. Decida o que quer, acredite que você pode ter, acredite que você merece, acredite que seja possível para você, lembre-se do que você já tem e, então, feche os olhos, visualize, sinta as emoções de já ter tal coisa. Então, siga!"


artigo encontrado em :
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=5217

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Que nos reserva o futuro?


Em cada envelope lacrado esconde-se o "segredo" dos futuros Master-practitoners portugueses (5º Master-practitioner).

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

The Secret FUNCIONA!!!

Os pensamentos tendem a tornarem-se reais. Influenciamos a realidade com os nossos pensamentos!!! (veja "The Secret")


Certifique-se você mesmo(a).

Escolha uma das cartas. Memorize-a, não clique. Fixe só a carta que escolheu.


Agora espere um pouco antes de continuar.
Concentre-se.
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Durante 20 segundos pense unicamente na carta que escolheu. Apague energicamente todo o pensamento estranho. Focalize-se totalmente na carta escolhida.
Pelo menos durante 20 segundos.
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Agora imagine que um mago vai ler o seu pensamento.



Se já viu “The Secret” ou “What the Bleep Do we (K)now!?” sabe que a magia (o segredo) foi revelado.

Ok! O mágico vai ler o seu pensamento.

Espere ainda mais uns 20 segundos!

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O Mago leu o seu pensamento.

O Mago retirou uma carta, precisamente a carta que você tinha pensado.

Certifique-se!





Você é o criador da sua própria realidade. Parabéns!!!

Mais informação "avançada" sobre ancoragem

Neuro-cibernética, auto-organização e ancoragem
(Por Mark E. Furman)

Por que é que os princípios e condições correctos para a formação de várias classes de âncoras nunca estiveram disponíveis sem dificuldades? Se você já teve a oportunidade de ler alguma literatura sobre o tema, uma ideia poderia ocorrer-lhe instantaneamente: qualquer ferramenta com o poder de influenciar o sistema nervoso humano, tanto aberta como encoberta, carrega com ela o poder de criar e o poder de destruir.
Como a literatura indica, Ivan Pavlov não foi certamente o primeiro a entender e a delinear os princípios e condições que governam essa poderosa ferramenta e o trabalho da sua vida não foi certamente o primeiro a ser explorada com más intenções.
A história
O primeiro documento conhecido dando uma descrição mais ou menos sistemática dos reflexos "naturais" condicionados – então chamados de "reflexos físicos" foi publicado pelo Dr. Wolfson na forma de uma tese intitulada "Observações sobre secreções salivares" (Petrograd, Rússia 1899). O termo "reflexo condicionado" foi usado pela primeira vez, por escrito, pelo Dr. Tolochinov, que completou as suas experiências em 1901 e comunicou os resultados no Congresso de Ciências Naturais em Helsingfors, em 1903. É lógico que a história vem de muito antes da virada do século 20, entretanto, os Dr. Wolfson e Tolochinov e suas equipas de cientistas pesquisadores foram os primeiros a formalizar essa descoberta.
Nessa época, Dr. Ivan Pavlov era um fisiologista interessado na fisiologia da digestão. Ele achou o trabalho feito por Wolfson e Tolochinov tão fascinante que devotou o resto da sua vida a fazer pesquisa sobre reflexos condicionados. Pavlov ganhou o Prémio Nobel em 1904 e, finalmente, na primavera de 1924, ele realizou uma série de palestras na Academia Médica Militar de Petrograd para uma audiência de médicos e biologistas.
Essas palestras foram estenografadas e mais tarde publicadas. Dr. Pavlov admitiu nessa época que a ideia original do reflexo, como ele a conhecia, tinha evoluído durante 300 anos desde o trabalho de René Descartes. A concepção do reflexo, por Descartes, parou de repente no córtex cerebral, de onde Pavlov começou. A crença de Pavlov era que os estados fisiológicos como a brincadeira, o medo e a raiva podiam ser demonstrados como actividades produzidas pelo reflexo de componentes sub corticais do cérebro.
Um esforço corajoso para aplicar a ideia do reflexo às actividades dos hemisférios foi feita pelo fisiologista russo I. M. Sechenov no seu panfleto intitulado Reflexos do Cérebro, publicado na Rússia, em 1863. É desta noção investigada por Sechenov e Pavlov, que nasceu o presente conceito de ancoragem da PNL.
Enquanto a intenção das palestras de Pavlov era esclarecer a comunidade médica científica sobre o extraordinário valor positivo para a humanidade, inadvertidamente essa valiosa informação passou para as mãos de uns poucos cujas intenções eram malignas.
Que eu saiba, os campos da Psicologia Comportamental, Programação Neuro-Linguística e Psiconeuroimunologia foram os primeiros a implementar essa poderosa tecnologia com a intenção de cura desde 1924. Cada um desses três campos aplicou a tecnologia de uma maneira restrita.
O campo da Psicologia Comportamental aplica esse conceito predominantemente no sistema motor. O campo da Programação Neuro-Linguística aplica esse princípio predominantemente no sistema autónomo e neuro-endócrino.
O campo da Psiconeuroimunologia tem como objectivo o comportamento molecular do sistema neuroimunológico. Todos esses campos fazem uso das regras retiradas da neuro-cibernética quando as suas aplicações são bem sucedidas.
Reunindo âncoras para aplicações específicas
Existem vários tipos de âncoras tais como as âncoras de sinal, âncoras de confirmação/reforço, âncoras de inibição, etc. A fim de produzir um efeito duradouro na mudança, todos esses tipos de âncoras devem ser combinados e sequenciados em função dos princípios e condições que governam o seu estabelecimento. Vamos olhar com mais atenção a alguns usos correctos e incorrectos dessas âncoras na PNL de hoje.
Encadeamento de âncoras
O fenómeno de encadeamento foi descoberto por Pavlov e depois extensivamente usado por B. F. Skinner a fim de estabelecer uma reacção em cadeia. Foi adoptado pela PNL para uso em estados fisiológicos encadeados e na instalação de estratégias comportamentais. Como mencionado antes, esse procedimento faz uso do circuito autónomo bem como do circuito neuro-endócrino do corpo humano que suporta o rápido começo e o lento declínio dos estados fisiológicos.
Descobriu-se que o encadeamento é um excelente meio para criar uma trajectória entre dois estados fisiológicos radicalmente diferentes. Esse procedimento facilita a transição mais branda entre o estado presente e o estado desejado. Apesar de ser uma das aplicações mais comuns disponíveis na literatura da PNL, o conceito do encadeamento tem um potencial ilimitado.
Uma área de grande valor aplicado é a da instalação das cadeias comportamentais – chamadas de estratégias. Para esse tipo de instalação ser bem sucedida, no mínimo uma das três condições abaixo descrita precisa de estar presente:
uma âncora de sinal precisa de ser estabelecida indicando cada comportamento exigido na cadeia;

uma âncora de confirmação, a qual pode ser a mesma para cada comportamento na cadeia, e precisa de ser estabelecida para aumentar o potencial da reacção;

a âncora comportamental deve ser construída em sentido contrário ou ela irá se desagregar. A cadeia ou a estratégia deve ser projectada de tal maneira que quanto mais bem estabelecido o comportamento sempre segue um comportamento menos bem estabelecido, neste caso agindo como uma âncora de confirmação/reforço para o comportamento mais fraco. Essa condição cria uma cadeia comportamental auto-reforçante (estratégia) de tal maneira que a retirada da primeira âncora de confirmação/reforço deixa a estratégia intacta. Se você alguma vez instalou uma estratégia que se desagregou, ela provavelmente não satisfez uma ou mais dessas condições.
Generalização x discriminação
Fala-se muito na comunidade da PNL sobre a importância de se conseguir que uma mudança se generalize. Isso é de grande valor quer seja um estado fisiológico ou uma nova estratégia. Assim, o que realmente significa conseguir que algo se generalize e como fazer isso usando as âncoras?
A generalização é a tendência para uma reacção aprendida ocorrer na presença de um estímulo que não estava presente durante a instalação. Reciprocamente, a discriminação é a tendência para uma reacção aprendida ocorrer somente na presença de um estímulo introduzido durante a instalação e não na presença do estímulo ausente durante a instalação.
Aqui está a explicação: se a sua intenção é obter que um comportamento ou um estado se generalize, você deve usar uma âncora de confirmação/reforço quando a reacção desejada ocorre na ausência da âncora de sinal original que estabelecia a reacção. Se você quer que o novo comportamento ou estado ocorra somente em tempos específicos ou em situações específicas, você deve utilizar a âncora de confirmação/reforço somente quando a reacção desejada ocorrer na presença da âncora de sinal.
Este procedimento garante que o novo comportamento ou estado permaneça sobre o controle do estímulo. Do ponto de vista da neurofísica, quando você generaliza o comportamento ou estado, você está ampliando a bacia de atracção.
Quando você treina a discriminação de um comportamento ou estado, você está restringindo a bacia de atracção. A sugestão pós-hipnótica e a ponte ao futuro são duas formas de instalação, as quais restringem a bacia de atracção e levam o novo comportamento ou estado sob o controle do estímulo (discriminação) quando correctamente realizado.
Na sugestão pós-hipnótica e na ponte ao futuro, a âncora de sinal é proposta verbalmente. Isso é uma forma de ordem de ancoragem mais elevada em que tanto o estímulo em si (primeira ordem) como a instrução verbal (segunda ordem) são agora capazes de eliciar a reacção. Por exemplo, se eu lhe digo que a leitura desse artigo irá deixá-lo mais curioso sobre o potencial da ancoragem para a sua vida pessoal e negócios, tanto o estímulo visual da leitura desse artigo (primeira ordem) como a instrução verbal (segunda ordem) têm a capacidade de eliciar o estado de curiosidade.
Uma maneira de conseguir que um estado fisiológico se generalize é uma "mudança de história" correctamente formatada ou o procedimento de "empilhamento".
Empilhamento de âncoras
O empilhamento é normalmente descrito como um procedimento pelo qual você cria uma âncora de sinal a qual dispara diversos estados emocionais diferentes para serem usados mais tarde como um recurso poderoso. As instruções são normalmente para ancorar cada estado de recurso com a mesma âncora de sinal e a âncora de sinal tornar-se-à mais poderosa de um modo crescente. Na realidade, esse procedimento cria exactamente o oposto.
Neuro-fisiologicamente, uma âncora de sinal que especifica mais do que um estado fisiológico irá causar inibição interna, supressão da reacção e finalmente a extinção dos estados que você está tentando empilhar. Se você já teve uma âncora empilhada que depois de um tempo se enfraquece em vez de se fortalecer, você agora pode ver o porquê.
Cada estado fisiológico que é disparado pela mesma âncora de sinal compete para se tornar o parâmetro de ordem do sistema neuro-cibernético. O estado que vence é sempre o estado com o maior grau de aumento. Eventualmente mesmo este estado se torna inibido pela competição dos outros.
Empilhar é um procedimento que é o mais apropriado para ocasionar que se generalize um comportamento aprendido ou um estado. Entretanto, o procedimento deve ser modificado da seguinte maneira a fim de ser efectivo. Lembre-se, se você quer que algo se generalize, você deve:
aumentar o número de âncoras de sinal capazes de eliciar a reacção, não o número de reacções capazes de serem eliciadas pela âncora de sinal;
utilizar a âncora de confirmação/reforço quando o estado ou o comportamento está ocorrendo na ausência da âncora de sinal original. Desse modo, você irá ampliar a bacia de atracção para um novo estado ou comportamento e fará com que ele se generalize.
Colapso de âncoras
O último procedimento que eu gostaria de discutir é o uso apropriado das âncoras de colapso. A noção de colapso de âncoras foi o maior e o mais detalhado dos tópicos discutidos por Pavlov nas suas palestras para a comunidade médica e científica sob a "inibição condicionada". O tópico tornou-se extenso por causa do facto de existirem mais condições necessárias para inibir um reflexo previamente condicionado do que para a formação de qualquer outro procedimento. Muitos dos seus esforços eram por tentativa e erro porque ele não tinha a vantagem de ter as imagens dos neurónios para trabalhar a nível molecular, como nós temos hoje.
O primeiro tipo de inibição condicionada é similar ao que hoje nós nos referimos como "interrupção de padrão". O método consiste na utilização uma âncora de sinal para disparar um estado ou comportamento e a interrupção do seu padrão de activação com um forte estímulo sensorial. Aqueles de vocês que estão familiarizados com EMDR podem ver as similaridades.
Um outro tipo de inibição condicionada exige que um forte estímulo seja apresentado primeiro e o que o estado ou comportamento ancorado seja disparado em segundos. Nesse caso, a actividade traço do primeiro estímulo sensorial interrompe a formação espontânea do estado ou comportamento previamente condicionado.
O terceiro tipo de inibição condicionada é referido por Pavlov como "inibição interna". As condições para isso são simples. Se uma âncora de sinal que normalmente dispara um estado ou comportamento, é impedida de uma maneira qualquer de disparar a sua reacção pré-condicionada cada vez que a âncora é disparada sem estar apta a disparar a reacção, o padrão de activação submete-se a uma maior supressão condicionada até que ocorra a extinção.
Este caso é particularmente interessante pois a âncora originalmente eliciada e fortalecida a uma dada reacção, agora é a responsável pela supressão da reacção. Se você já teve uma âncora que não funcionou bem apenas alguns minutos depois de ter sido testada e provado que era efectiva, agora você já sabe o porque.
Uma vez estabelecida uma âncora, ela precisa produzir com segurança a reacção planeada, todas as vezes, ou a supressão começa a ocorrer. Você também pode observar que dentro dos princípios explícitos e condições necessárias para formar vários tipos de âncoras, certamente é possível controlar exactamente quanto tempo dura uma âncora e se ela tem ou não a capacidade de disparar sem você estar presente.
Decididamente a noção mais importante que precisa ser banida é que pelo colapso de âncoras você causa os dois estados ancorados a se integrarem. Isso não é verdade. Se você quer provar isso para você mesmo, simplesmente ancore uma percepção visual de um cubo de Necker cinestesicamente no seu ombro direito e a percepção oposta do cubo de Necker no seu ombro esquerdo.
Uma vez que cada âncora produz uma mudança confiável na percepção visual, dispare as duas âncoras simultaneamente. Se a integração era possível no sistema nervoso, você poderia olhar para o cubo de Necker a partir de agora e ver simultaneamente as duas posições perceptivas ou uma integração disso para sempre.
Isso de facto não é o caso. Ao invés disso, o que você vai descobrir é que cada estado perceptivo visual irá competir pelo domínio e irá oscilar de um lado para outro até que o estado de percepção com o maior grau de aumento finalmente domine.
Colapso de âncoras resulta tanto na inibição temporária ou permanente de um dos dois estados dependentes das diversas condições incluindo timing, acompanhamento, ordem, número de introduções, intervalo entre tentativas, grau do aumento de cada estado ancorado, etc., e está sujeito a recuperação espontânea se feito incorrectamente.
Colapso de âncoras e inibição condicionada também podem ser efectuadas de outras maneiras criativas. Pavlov experimentou durante muitos anos a ideia de estabelecer uma âncora composta e depois produzir uma inibição condicionada pela extracção de um componente sensorial da âncora composta original e usando-a para produzir inibição.
Sensibilização, pseudo-condicionamento e condicionamento inverso
Muitos Practitioners que são novatos com a noção da ancoragem descobrem que têm dificuldades no estabelecimento de âncoras efectivas e que durem. Isso é mais comum devido aos erros no timing e no acompanhamento. É possível para um estímulo eliciar temporariamente uma reacção desejada ainda que ela não se torne uma âncora efectiva.
Isso é chamado de "pseudo-condicionamento" e se torna possível pelo fenómeno no sistema nervoso chamado de "sensibilização". A sensibilização é a tendência de um estímulo eliciar uma reacção reflexa seguindo a eliciação desta reacção por diferentes estímulos.
Isto significa que a solicitação linguística por um estado fisiológico pode ser incorrectamente acompanhado com um toque no ombro e ainda temporariamente produzir o estado cinestésico mesmo que incorrectamente programado.
Também é possível para uma âncora disparar temporariamente um estado desejado por meio do "condicionamento inverso". Isso ocorre quando um Practitioner ancora um estado que já está ocorrendo. Nesse caso, o estado precede a âncora por fracções de segundos. Sob condições de laboratório, Pavlov tentou a salivação sob condicionamento inverso usando 427 tentativas antes de concluir que o reflexo condicionado resultante somente podia ser um reflexo temporário.
Essas são apenas algumas das ciladas da ancoragem que fazem com que alguns recém-chegados concluam que ancoragem não é uma ferramenta efectiva.

Artigo publicado na revista Anchor Point de Julho de 1996.
http://www.golfinho.com.br/artigos/mente_e_cerebro/mente_e_cerebro_7.htm

A propósito de âncoras

A neuro-física e o princípio da ancoragem

por Mark E. Furman

A ancoragem é sem dúvida a ferramenta mais poderosa que um Practitioner de PNL tem no seu "arsenal de mudanças". Não existe uma única técnica ou procedimento usado hoje na PNL que não faça uso da ancoragem tanto explícita como implicitamente. Os princípios da ancoragem são necessários para a percepção, memória, aprendizagem, saúde, técnica de mudanças, decisões, influência e persuasão, estabilização de novos comportamentos e estados, e são totalmente indispensáveis na área da modelagem do desempenho humano.
Do ponto de vista neuro-cibernético, a ancoragem é uma das habilidades essenciais que um agente de mudanças deve possuir. Desde que essa enorme brecha no conhecimento se tornou aparente para nós, temos desenvolvido programas nos quais o principal foco é obter a habilidade e conhecer a ancoragem. A intenção deste artigo é começar a tornar explícitos os princípios e as condições cruciais para a efectividade de uma âncora.
O que são âncoras?
Âncoras são informações. Pensar nas âncoras desta maneira cria menos limitações aos modelos mentais que nós criamos, os quais influenciam o uso da ancoragem.
Âncoras podem ser pensadas como marcas sensoriais, marcadores neurológicos e pistas contextuais, gatilhos para caminhos efectivos, sinapticamente no cérebro, reacções condicionadas e mesmo como uma cola que mantém juntas as cadeias comportamentais (estratégias). Âncoras ocorrem entre cérebros e dentro dos cérebros.
Classes de âncoras
A maioria da literatura de PNL que eu examinei fala apenas sobre um tipo de ancoragem. Na PNL, nós falamos predominantemente sobre a ancoragem de estados fisiológicos. Nenhuma literatura que eu já examinei, nem mesmo sugere o facto de que você pode ancorar comportamentos tanto abertamente como não. No caso da ancoragem dos estados fisiológicos, é usado predominantemente um tipo de âncora para marcar neurologicamente um estado que você quer re-experimentar à vontade ou usar como um recurso num contexto específico tipo ponte ao futuro. Eu me refiro a esse tipo de ancoragem como "ancoragem de sinal".
Ancoragem sinal
Essa é uma âncora que actua como a condição inicial necessária para colocar o estado vector do cérebro numa trajectória para o estado fisiológico desejado. Pensar em âncoras somente deste modo, impõe limitações rigorosas na flexibilidade que a ancoragem poderia fornecer de outra maneira. Outra limitação comum é que a ancoragem é ensinada e utilizada explicitamente através do sistema cinestésico/táctil usando somente uma das miríades dos sistemas sensoriais possíveis que existem tanto externa como internamente no sistema nervoso humano. Ainda que as âncoras visuais e auditivas sejam usadas implicitamente, os princípios e as condições para o seu correcto desenvolvimento ainda não foram expostas de uma forma que possa ser ensinada e reproduzida. Eu acredito que isso cria uma grande desvantagem na jornada dos Practitioners de PNL para entender a mudança.
Também descobri que a falta de conhecimento e habilidade nessa área literalmente deixa mutilado o processo de modelagem do desempenho humano. Qual a vantagem de capturar e codificar a excelência na forma de crenças, valores, estratégias, meta-programas, sub-modalidades, etc., a não ser que você possa efectivamente "instalá-las" em você ou noutro ser humano?
Muitas pessoas no mundo parecem tremer só de pensar em fazer uma simples mudança como perder peso, parar de fumar, etc. A instalação de mesmo um simples modelo de excelência humana pode exigir cerca de 100 mudanças neurológicas, considerando todas as crenças, valores, meta-programas, estratégias que devem ser mudadas a fim de que o modelo funcione inconsciente e permanentemente. Sem um conhecimento profundo dos princípios e condições necessárias para a efectiva ancoragem, como é que tal tarefa assustadora pode ser abordada? Não é de admirar porque é que as pessoas fazem mudanças que não são mantidas.
Apesar de que o domínio desses princípios somente pode ser adquirido dentro de um razoável período de tempo através de workshops experimentais, nós achamos necessário expor um enquadramento básico escrito com a intenção de fornecer alguma preparação para os Practitioners de PNL curiosos. A âncora de sinal é uma das duas principais classes de âncoras. A outra é a âncora de confirmação/reforço. Vamos examinar primeiro as várias classes de âncoras de sinal.
Âncoras de aparência
Âncoras de aparência podem ser consideradas como qualquer conjunto de condições iniciais que podem ser percebidas por qualquer um dos sistemas sensoriais internos ou externos do cérebro humano. Em resumo, qualquer agente que pode ser completamente diferenciado por um receptor sensorial pode actuar como uma âncora de aparência. A âncora de aparência é a única classe principal de âncora que é tratada explicitamente nos treinos de PNL. Em todos os casos, é a aparência de algum objecto, um som ou toque nos receptores do sistema sensorial que dispara o acesso a um particular estado fisiológico ou estado. Essa descrição possui enormes limitações como você verá em breve.
É importante notar que existem muito mais do que cinco sistemas sensoriais capazes de responder às âncoras de aparência. Um deles é o sentido próprioceptivo que acompanha a posição e a velocidade dos membros no espaço. Outro é o sistema vestibular que acompanha o balanço e a posição do corpo em relação a gravidade. E isso é somente a ponta do iceberg!
Âncoras de desaparecimento
Uma classe inteira de âncoras quase tão vasta e versátil como as de aparência são as âncoras de desaparecimento. Âncoras de desaparecimento ocorrem em todos os lugares da vida mas raramente são vistas como âncoras. E como tal, tornam-se um método de ancoragem ilusório e oculto.
Um exemplo de uma âncora de desaparecimento ocorre quando uma esposa diz ao marido "Quando você está aqui, eu me sinto como se pudesse conquistar o mundo, mas logo que você sai, eu fico profundamente deprimida". Nesse caso a condição inicial de conduzir para a depressão não é um objecto que pode ser visto, nem som nem toque, senão o desaparecimento de uma coisa possível ou de todas estas coisas.
Outro exemplo disso é o estado que você entra quando ouve a porta do seu carro bater com força atrás de você, você olha para a sua mão e nota que as chaves do carro não estão lá. Aqui de novo, não é apenas o som da porta que é a condição inicial para conduzir para este estado fisiológico de pânico. As condições iniciais necessárias para entrar neste estado são totalmente dependentes do som mais o desaparecimento das chaves do lugar que deveriam estar – na sua mão.
Esse tipo particular de âncora é também apresentado como âncora complexa ou composta. Essa âncora composta exige que as duas condições sejam satisfeitas a fim de disparar o estado de pânico. A primeira condição é a aparência auditiva do som da porta batendo atrás de você. A segunda é o desaparecimento visual das chaves do lugar que deveriam estar – na sua mão.
Âncoras de traço
A âncora de traço é possível quando um estado é muito forte. A força do estímulo cria uma oscilação contínua dentro do sistema nervoso. Essa trajectória sustentada pode tornar-se a condição inicial para disparar um estado fisiológico específico ou comportamento. Uma das maneiras de perceber se o estímulo ou o traço do estímulo é de facto a âncora, passa por acompanhar o período de tempo entre o forte estímulo e a reacção. Se a demora é longa, então o traço é a condição inicial necessária. Se a demora é curta, então é o próprio estímulo forte a condição inicial. As âncoras de traço são algumas vezes chamadas de âncoras de pausa ou de demora.
Âncoras de intervalo de tempo
O gânglio básico do cérebro humano coordena muitas funções ao sequenciar a actividade motora sensorial. Ele também tem a função pela qual o cérebro pode acompanhar os intervalos de tempo. A dopamina é utilizada por esse circuito complexo da mesma maneira que a areia é utilizada nas ampulhetas. Como resultado dessa precisa função do cérebro, o próprio tempo pode ser usado como uma âncora para qualquer estado fisiológico ou comportamento desejado. Um exemplo subtil disso na vida diária é a experiência de acertar o alarme do relógio para as 7:00 horas da manhã e você descobrir que já está bem acordado às 6:59. Nesse caso, o próprio intervalo de tempo foi o responsável pela mudança da dominância neuro-biológica na base do cérebro da actividade colinérgica para aminérgica, desta maneira ocorrendo uma transição no cérebro do estado adormecido para acordado (a mais fundamental de todas as transições fisiológicas do estado cerebral).
Um outro exemplo ocorre no nosso dia a dia quando você se dá conta de que o seu estômago pede comida, todos os dias, no mesmo horário. Nesse caso, o próprio intervalo de tempo dispara as moléculas mensageiras do sistema digestivo que resulta na sua sensação de fome e não um estímulo externo como o cheiro de comida, o jingle do Mc Donalds ou a visão de um hambúrguer.
Âncoras complexas/compostas
Como observamos nos exemplos anteriores, as âncoras compostas utilizam ou mais do que um receptor do sistema sensorial e/ou mais do que uma classe de âncoras. Uma das razões mais importantes para a utilização de âncoras compostas é o manter a singularidade das condições iniciais pois assim o sistema nervoso pode facilmente diferenciar entre sinais que ordenam estados ou comportamentos específicos. Quanto maior a diferença, maior será o número de estados colectivos possíveis que podem ser disparados à vontade.
A utilização das âncoras compostas permite-nos ter uma flexibilidade muito maior. Outra vantagem da utilização das âncoras compostas é que quando você utiliza especificamente um sistema sensorial, você elimina a interferência incontrolável que pode ter ocorrido neste sistema sensorial que poderia enfraquecer a precisão da sua âncora.
Um exemplo de âncora de sinal composta, que ocorre naturalmente no dia a dia, poderia ser o som da voz de alguém combinado com a expressão do seu rosto que acompanha as suas palavras. Existem muitos estados fisiológicos que podem ser somente disparados pela combinação da expressão facial e um certo tom de voz. Nós chegamos a presumir que essas duas coisas ocorram juntas.
Os comediantes são hábeis em fazer uso desse fenómeno ao combinarem a expressão facial com um certo tom de voz, ou vice versa, resultando numa gargalhada estrondosa da audiência. O estado do cérebro é imediatamente enviado para a fase de transição que fica oscilando entre os dois estados fisiológicos incompatíveis especificados pelo tom de voz e pela expressão. Isso resulta numa perplexidade moderada e risadas.
Como mencionado antes, as âncoras compostas ou complexas podem existir entre os circuitos codificados do sistema sensorial bem como entre as diferentes classes de âncoras. Qualquer combinação de âncoras (aparência, desaparecimento, traço ou de intervalo de tempo) pode ser considerada uma âncora complexa ou composta que causa uma grande versatilidade e uma forma de arte.
Âncoras de variação
Âncoras de variação dependem das sub-modalidades. Essa é outra fonte muito rica de âncoras. A âncora de variação é qualquer agente interno ou externo que pode ser escalado analogicamente como o brilho, a velocidade, o tamanho, o volume, a temperatura, etc. Dentro da âncora de variação, a variação do próprio estímulo ou a obtenção de um ponto inicial especifico, pode disparar um estado fisiológico ou comportamento,
Âncoras do ponto inicial são uma subespécie das âncoras de variação. Nós temos todos os estados fisiológicos e comportamentos experimentados que eram dependentes do ponto inicial. Um exemplo comum da âncora de variação é a luminescência de um quarto. Quando nós fazemos variar a luz de um quarto desde o muito claro para algo próximo a luz de vela, nós podemos tornar-nos muito românticos. Desta maneira, tanto a própria variação como o ponto inicial é considerado pelo sistema nervoso como a condição inicial que conduz a um estado fisiológico de sentimento romântico. Âncoras de variação ou do ponto inicial são também muito evidentes na parte do sistema nervoso que transmite as mensagens de dor.
Grau de mudança / âncoras de aceleração
Uma âncora de aceleração é uma subclasse das âncoras de variação. Nesse caso, o acesso aos estados fisiológicos é dependente do grau de mudança de um agente, não a sua velocidade. Uma pessoa que caminha numa rua sossegada pode estar num estado quando o som dos passos atrás de si combina com o seu próprio som, e num estado completamente diferente quando aqueles passos continuam a acelerar em relação aos seus próprios. Nesse caso, os passos podem ter disparado um estado específico mas o comportamento para correr é disparado pela aceleração do som dos passos em relação aos seus próprios.
Âncoras de inibição
As âncoras de inibição são uma classe de âncoras cuja actividade neural interfere com aquelas da âncora de sinal. As âncoras de inibição podem ser externas ou internas. Para criar uma âncora de inibição externa, nós podemos ancorar um estado incompatível ou utilizar um estímulo particularmente forte e, desse modo, é possível inibir ou fazer colapsar/cair o estado determinado pela âncora de sinal.
Uma âncora de inibição interna é criada quando uma âncora de sinal não conduz a uma reacção previamente ligada e pode ser utilizada pelo prosseguimento do disparo da âncora de sinal. Nesse caso, a própria âncora de sinal torna-se a âncora de inibição. Todas as outras âncoras discutidas até aqui, são consideradas excitantes.
Âncoras embutidas
Uma âncora embutida é uma âncora de sinal que dispara um estado ou comportamento pelo comando linguístico embutido. Esse tipo de estrutura da ancoragem é muito útil em situações que exijam âncoras ocultas e influência não detectável.
Explicando de uma maneira simples, uma âncora embutida nunca é reconhecida conscientemente pelo cérebro e pode ser fixada a uma âncora de sinal que consistentemente dispara a sua execução. A última classe de âncoras que nós vamos examinar são chamadas as âncoras de confirmação ou reforço.
Âncoras de confirmação/reforço
As âncoras de confirmação diferem das âncoras de sinal visto que elas não estabelecem o estado vector da trajectória para um estado específico ou comportamento. Ao contrário, elas confirmam ou reforçam um estado ou comportamento específico e aumentam a possibilidade de recorrência. Ao nível molecular, as âncoras de confirmação são âncoras que utilizam a dopamina do sistema de recompensa do cérebro para aumentar a probabilidade de que uma reunião particular de células nervosas irá ser reforçada e recorrer. O timing é o factor crítico que diferencia a função de um estímulo específico no sistema nervoso. Se o estímulo começa antes e se sobrepõe a um dado estado ou comportamento, é uma âncora de sinal. Se o estímulo ocorre somente durante o estado ou comportamento, é uma âncora de confirmação ou reforço. O estímulo deve começar e terminar muito rapidamente e deixar pouco ou nenhum traço fisiológico a fim de efectivamente assinalar um estado ou comportamento para a re-recorrência.
Princípios e condições
Existem cinco princípios básicos e condições para o estabelecimento efectivo de uma âncora. Eles são os seguintes:
Imparcialidade do estímulo. A fim de ser efectivo, o estímulo que você deseja transformar numa âncora não deve determinar já um estado ou comportamento particular. Se ele o faz, irá se tornar uma âncora de inibição e não uma âncora de sinal.
Saúde. A saúde do cérebro é crítica na formação da força sináptica dependente da actividade. Os padrões dependentes da actividade das conexões neuronais estão baseados na formação de todos os estados fisiológicos e comportamentos. Se o estado do cérebro ou do corpo não estiver de saúde boa, isso vai exigir muito mais repetições da introdução do estímulo para criar uma ligação efectiva e duradoura.
Livre de interferência. Estímulo estranho é qualquer estímulo não controlado por si, que pode e irá interferir com o acesso preciso e consistente ao estado ou comportamento desejado. Âncoras complexas ou compostas que utilizam algum ou todos os nossos circuitos codificados do sistema sensorial irão eliminar substancialmente essa interferência.
Estado do cérebro. Menos repetições serão exigidas para combinar os estímulos com o estado ou comportamento quando o estado do cérebro está alerta. O uso das âncoras de confirmação ou reforço aumenta a vigilância ao criar um estado de reaferência (aumento do fluxo sanguíneo para os antigos córtices sensoriais do cérebro resultando numa combinação mais rápida e precisa).
Timing. Como examinamos antes, um estímulo que começa antes e se sobrepõe a um estado ou comportamento particular, transforma-se numa âncora de sinal. Um estímulo que ocorre apenas durante um estado ou comportamento específico é transformado numa âncora de confirmação ou reforço. Este reforço pode ser pré-determinado como positivo (aumentando a probabilidade da re-recorrência) ou negativo (diminuindo a probabilidade da re-recorrência).
Infelizmente, o escopo deste artigo só nos permite uma discussão preliminar da vasta ciência e forma da arte de ancoragem. Até agora, nós somente mostramos algumas das mais importantes classes de âncoras bem como alguns princípios básicos e condições. O domínio dessa habilidade também deve levar em conta os procedimentos como transferência, enfraquecimento, colapso, empilhamento, encadeamento (estados e comportamentos), só para citar alguns.
Cada um desses procedimentos tem um exclusivo conjunto de princípios e condições que afectam o resultado neurofisiológico. Tanto a neurofísica como a neurofisiologia tem lançado luz em milhares de novas maneiras nas quais essas classes de âncoras podem ser usadas para pôr em movimento as mudanças e facilitar a modelagem do desempenho humano. Obviamente, o domínio dessas habilidades exige que os Practitioners tenham representações sensoriais de como se parece, como ela soa e como se toca cada classe da correcta ancoragem. Em muitos casos isso poderá ser obtido através de workshops experimentais e demonstrações ao vivo.

As âncoras podem ser usadas para eliminar traumas, melhorar a memória e o aprendizado, manter a saúde, facilitar a mudanças, influenciar e persuadir, instalar modelos de excelência humana e muito mais.
Artigo publicado na revista Anchor Point de junho de 1996.
http://www.golfinho.com.br/artigos/mente_e_cerebro/mente_e_cerebro_6.htm

(Apresentações de temas da PNL. Os cursistas registam os seus feedback sobra a apresentação.)


Terminou o 5º Master practitioner.
Algumas imagens dos dois últimos dias do curso estão publicadas no site do Espaço Integral em Fátima.
Para aceder às imagens terá que clicar
primero em http://www.espacointegral.com/portal/
depois em “galeria”,
depois clicar em “MASTER Janeiro 2007

Pode também aceder directamente às imagens. É só clicar:
http://www.espacointegral.com/portal/index.php?id=1378&layout=detail

dúvida sobre uma técnica (talvez) de visualização

Gostava de saber ao certo o que é exactamente fazer o "morphing das imagens".

Encontrei na net um texto sobre estratégias para lidar com a ansiedade que fala neste processo, pelo que percebi, totalmente mental. Tem a ver, claramente, com o uso das sub-modalidades, mas não percebi, por dentro, como se faz ou em que difere do habitual "recolorir" da representação interna do evento.

Obrigada!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

O SIM e o NÃO

Não será tempo de acabar com ela? Com a ilusão de que se trata de “sim” e de “não”...?
Talvez que a LEI mais básica respeitante ao funcionamento do individuo, da sociedade e talvez mesmo do Cosmos, é de que o pensamento tende a realizar-se. E o ainda mais importante e que a maioria não conhece, é que essa lei inclui que o nosso sistema nervoso não conhece a palavra “não”.
“Não pense num elefante cor-de-rosa!”. Em que pensa?
Ou diga à criança: “não metas as mãos na sopa”; ou diga: “não quero mais esta enxaqueca”. Ou não queira outra coisa qualquer. O que acontece? A imagem criada e daí a sensação correlacionada com a imagem e daí a fisiologia correlacionada com a sensação e daí ao comportamento social correlacionado e a devida resposta social, sem falar já das influências da energia (quântica) a nível universal, são o quê? São o resultado imediato daquilo que se não quer.
Dizer sim ou não, é indiferente, as consequências são o resultado do pensamento sem a palavra não.
NÃO à guerra, ao aborto, ao divórcio, ao desperdício, ao terrorismo, à doença, à infelicidade, é precisamente criar representações de terrorismo, guerra, aborto, de doença, de infelicidade e realizar na prática o desperdício humano.
Uma sociedade em que a preocupação generalizada é evitar a doença, é uma sociedade doente e que desperdiça energias em preservar aquilo que de forma inconsciente mentalmente e inevitavelmente está a criar – a doença. Uma preocupação em se evitar o que se não quer, é abrir as portas ao que se não quer. Em termos de neurologia cerebral, nós todos, pais, órgãos de informação, professores, governantes, insistimos há séculos na ignorância quase bíblica do funcionamento da mente. Estamos contribuindo para a destruição do planeta ao criar LEIS DO QUE SE NÃO PODE FAZER. Qualquer desejo, convicção ou regra sobre o que se não quer, resulta precisamente na realização do que se não quer.
Não será tempo de escutar as revelações mais actuais da ciência, do funcionamento da mente, e fazer uma ligação congruente com as nossas aspirações espirituais mais profundas e contribuir para a única revolução que vale mesmo a pena?
Dirija-se àquilo que quer e não ao que não quer! Crie nas mentes uma imagem digna duma civilização que mereça o termo de humana!

José Figueira
www.pnl-portugal.com

The Secret




Os primeiros 20 minutos do filme:
The Secret, com legendas em espanhol:
(45 minutos do filme)
http://video.google.com/videoplay?docid=-8657886752454872093&q=label:"the+secret


quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Perguntas e respostas

Pergunta:
Estou a reler um livro antigo/1999, simples e interessante, que tinha aqui em casa, é do José Sequeira e chama-se mesmo "DESENVOLVIMENTO PESSOAL", editado pela MONITOR. Fala sobre PNL!!! É descomplicado e está a ajudar-me a assentar ideias.

José Figueira:
O Engº José Sequeiro deu cursos de PNL no Porto. Parece-me que foi o primeiro ou um dos primeiros a dar cursos de PNL em Portugal. Deu cursos para vendedores.
Li o livro dele. Usa na verdade, entre outras coisas, técnicas de PNL.
Acho que há uns anos atrás tentei o contacto mas não resultou.

Pergunta:
A representação interna Sensitiva é a Cinestésica? José Sequeira fala de R.I. Visual/Auditiva/Sensitiva para identificar o referencial preferencial de cada pessoa e promover um diálogo interior positivo...

José Figueira:
Sem ir consultar o livro e pelo que me lembro quando o li, é um livro interessante, inspirador e útil certamente. Não pode ser consultado para informação credível sobre PNL, parece-me. O sensitivo de que ele fala é certamente o cinestésico. E há que fazer uma distinção entre o C e o Ad. Claro que pode haver uma correlação entre o Cinestésico e o Auditivo digital, sobretudo quando o nosso diálogo interior (Ad) se concentra nas desgraças emocionais pessoais e da vida (C). Neste caso ruminamos mentalmente (Ad) à volta de recordações emocionalmente negativas (C). Mas como podemos empregar a estratégia Ad - C- (Ad - C negativo), também podemos usar a estratégia Ad - C+ (Ad – C positivo).
Espero ter respondido à tua mensagem no telemóvel. Se não, pergunta.

Agradeço faças estas perguntas no blogue pois haverá certamente mais gente que possa vir a usufruir da resposta.
Para poder observar melhor clique na imagem
(imagem da apresentação "paranoenfermar-se.pps", enviada pela Marisol Couto Pinhal)
Para poder observar melhor clique na imagem
(imagem da apresentação "paranoenfermar-se.pps", enviada pela Marisol Couto Pinhal)

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Sobre a depressão

... As pessoas deprimidas frequentemente caminham com os olhos postos no chão... A depressão é um resultado e requer imagens corporais muito específicas para o criar. Até o Charlie Brouwn o compreende.
O que é entusiasmante é que se consegue, com igual facilidade, criar o resultado chamado "êstase", mudando a nossa fisiologia de determinadas formas específicas...
pulicado no capítulo "Fisiologia: a Vida da Excelência", pag. 163, em
O Poder sem Limites, de Anthony Robbins

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

"Foto do século"

Recebo regularmente e-mails de Aveiro,
da Marisol Couto Pinhal,
especialista em nutrição ortomolecular, naturóloga, homeopata, acupunctora.

Os seus e-mails são geralmente inspiradores, muitas vezes provocativos, sempre ajudando a confrontar-nos comnosco e com um mundo injusto e na perspectiva duma auto-conscienciallização e um apelo à construção dum mundo melhor.


Partilho aqui a sua última citação:

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás para atravessar o rio da vida - ninguém, excepto tu, só tu."


Partilho também a imagem que ela me enviou:

COACHING E TRANSFORMAÇÃO AO NÍVEL DA IDENTIDADE

O propósito fundamental do coaching ao nível de identidade é ajudar as pessoas a reconhecerem quando o seu "canal está aberto," quando está "fechado" e o que elas podem fazer para abri-lo de novo. Isso implica aprender a reconhecer as maneiras como nos desconectamos de nós mesmos e descobrir o que nos permite a volta para "casa."

Um resultado importante do coaching ao nível de identidade é capacitar a pessoa a expandir e aprofundar a sua compreensão de quem ela é e a reagir às oportunidades e aos desafios apresentados pela vida num local com crescente presença, pleno de recursos e autêntico – mesmo durante as horas de crises e de desafios.
A partir da perspectiva do coaching de identidade, é importante reconhecermos as nossas vidas como a ‘jornada do herói’ , e perceber os chamamentos que nos são feitos no momento presente; direccionarmos as nossas acções para os eventos e desafios do aqui e agora.

De facto, muitas vezes, é através das crises na nossa vida que nós adquirimos uma maior plenitude e que somos capazes de descobrir as nossas expressões únicas na vida.

Num nível mais profundo, os seres humanos compartilham os mesmos medos fundamentais como o medo do sofrimento ou da dor, o medo do abandono ou da asfixia, o medo da não existência, etc.

A maneira como estes medos são representados podem variar de uma cultura para outra e alterar a sua importância dependendo das circunstâncias da vida. Porém a nossa reacção ao medo, geralmente, nos desconecta da nossa vulnerabilidade e passamos a viver das estratégias de sobrevivência que nos separam da nossa rica vida interior e do fértil solo da nossa existência.

O processo do coaching no nível de identidade ajuda as pessoas a identificar esses medos básicos que podem ser chamados de "demônios" – sentimentos e partes de nós mesmos das quais ficamos desconectados e que não queremos enfrentar.

O processo, neste caso, auxilia as pessoas a descobrirem os recursos necessários para mudarem a sua relação com esses medos, a reabrirem o "canal" e a viverem com conexão, fé e confiança mais profundas.Desafios de identidade aparecem, freqüentemente, durante os momentos de transição. Já foi mencionado que as coisas estão sempre mudando mas não necessariamente progredindo.

Embora não possamos nem prevenir nem controlar a transição e a transformação na nossa vida, podemos aprender a acompanhar esses movimentos naturais e a participar deles mais conscientemente, em vez de sermos carregados inconscientemente pelo rio das mudanças.

Um dos objetivos do coaching ao nível de identidade é ajudar as pessoas a incorporar habilidades e princípios práticos com os quais possa gerir as transições da vida com um maior bem-estar interior.

Quando estamos centrados em quem somos de verdade, vivemos intimamente conectados com nós mesmos e aos outros.
Reencontrar e sustentar essa conexão é o elemento essencial para a cura de nós mesmos e do mundo em que vivemos.

É dessa maneira que o coaching ao nível de identidade contribui para transformar a nossa realidade pessoal e colectiva.

O artigo original está disponível no site de Robert Dilts

sábado, 6 de janeiro de 2007

O BOM CAPITÃO


Metáfora da Semana 6/1/2007 - http://www.golfinho.com.br/


Havia um navio a vapor, em águas inglesas, velho, pesado e aparentemente impróprio para continuar navegando, que toda vez que chegava nas docas, de forma desajeitada, derrubava alguma parte do portão de entrada.
Porém, um certo dia, quando se aproximava e todos observavam para ver que tipo de estrago faria, ele passou suavemente, deslizando sobre as águas, sem que nada de anormal fosse visto.
Um dos espectadores gritou: - "O que houve com o velho navio? Alguma coisa aconteceu."
Um dos membros da tripulação, respondeu: "É o mesmo navio velho de sempre, mas temos um novo capitão."

Autor desconhecido

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

O que é PNL?

Não se pode reduzir a PNL a uma única definição. Há muitas explicações do que seja PNL, cada uma como um feixe de luz brilhando de um ângulo diferente. Segue-se uma história. Uma história é "sempre uma fonte mais rica de idéias do que uma definição directa..."

Um menino perguntou à sua mãe: “O que é PNL?”

A sua mãe disse: “Já vou dizer, mas primeiro terá que fazer algo, para que possa compreender. Vê o avô ali na poltrona?”

“Sim”, disse o menino.

“Vá até lá e pergunte-lhe como vai a sua artrite hoje.”

O menino foi até ao avô. “Vovô”, disse ele, “como está sua artrite hoje?”

“Bem, está um tanto ruim, filho”, respondeu o velho. “Fica sempre pior quando o tempo está húmido. Quase não consigo mexer os dedos hoje.” Uma expressão de dor atravessou-lhe a face.

O menino voltou para a mãe. “Ele disse que estava ruim. Acho que ele sente dor. Você vai dizer-me agora o que é PNL?”

“Num minuto, prometo”, respondeu a mãe. “Agora, vá lá e pergunte ao vovô qual foi a coisa mais engraçada que você fez quando era bem pequeno.”

O menino foi até o avô. “Vovô”, começou, “qual foi a coisa mais engraçada que fiz quando era bem pequenininho?”

O semblante do velho iluminou-se. “Bem,” sorriu, “houve muitas coisas. Aquela vez em que você e o seu amigo brincaram de Papai Natal e espalharam talco na casa de banho dizendo que era neve. Eu ri muito – mas eu não precisava limpar tudo”. Fitou a distância com um sorriso.

O menino voltou para a sua mãe. “Você ouviu o que o vovô disse?” perguntou.

“Sim”, respondeu a mãe. “Você mudou o que ele sentia com algumas palavras. Isso é PNL.”


MANUAL DE PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜÍSTICA - Joseph O’Connor
Qualitymark – http://www.qualitymark.com.br

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Milton Erickson


No site www.youtube.com pode assistir a vídeos com Milton Erickson
Quando uma pessoa está convencida que pode transformar-se, ela transforma-se.

Robert Dilts ("transforme as suas convicções", baseado num seminário de R. Dilts sobre transformação de convicções)

Cuida Da Tua Imagem

Cuida da tua imagem. Sê uma pessoa motivada cheia de entusiasmo pela vida. Uma pessoa motivada demonstra no seu corpo! Ela está bem com a vida. Cuida do teu cabelo, das tuas unhas, da tua pele, da tua roupa. Procura sentir - te uma pessoa bonita. Sorri! Anda alegre, levanta a cabeça. Sente - te grato ou grata pela oportunidade de estar vivo.
Olha diante do espelho e observa a pessoa que vês na tua frente. Estás satisfeito? Estás satisfeita? PARABÉNS!!!
Se não estás podes sempre mudar. Imagina - te como gostarias de ser... o que gostarias de vestir... Escreve o que gostarias de mudar! Vai buscar uma foto que te fez sentir bem! coloca a foto num sítio que possas vê - la todos os dias. Procura ser o que gostarias de ser não aquilo o que os outros acham que tu deverias ser! Sê tu mesmo! Cuida da tua imagem a teu próprio gosto.


Autora: Maria Robertson
publicado por Maria às 19:48 link do post comentar ver comentários (8) adicionar aos favori

in: http://blogalvo.blogs.sapo.pt/

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Construindo a ponte para o objetivo

Lynn Timpany
Era uma vez ….um mineiro que estava perdido numa mina dentro de uma galeria grande e escura. Não tendo absolutamente nenhum sentido da direção a seguir para sair do buraco em que estava, o mineiro só podia enxergar o pequeno círculo de luz projetado pela lanterna do seu capacete. Esse mineiro, em especial, estava totalmente seguro sobre o resultado que ele queria: sair vivo dali, e de preferência, chegar em casa a tempo para o chá! É fácil entender que se ele ficasse lá, esperando ficar seguro e confiante sobre a direção da saída antes de se movimentar, ele poderia ficar no mesmo lugar por um tempo bem longo!
Estabelecer objetivos é o primeiro passo de um dos processos fundamentais da PNL. Nós entendemos que ao estabelecer um objetivo claro e específico...

(continuação do artigo do mês, clique http://www.golfinho.com.br/artigos/artigodomes.htm)

terça-feira, 2 de janeiro de 2007