terça-feira, 30 de novembro de 2010

O que diz o pêndulo

Anda às voltas com a resposta a uma pergunta essencial para a sua vida?

Prenda um pequeno objecto a uma linha (um pêndulo), pegue na linha entre os seus dedos, sem o cotovelo apoiado. Faça uma pergunta fechada.
Se o pêndulo gira na direcção dos ponteiros do relógio, na maioria dos casos a resposta é sim. Se o pêndulo anda em sentido contrário, a resposta, em geral, é não.

Este princípio, aplicado na radiestesia, mesas dançantes, resposta com um indicador móvel dançando sobre uma tábua com letras ou símbolos, é chamado o efeito ideomotor. Este princípio acontece a todo o momento nas nossas vidas. Os músculos respondem a sugestões, pensamentos e sensações, de forma automática, traduzindo-se em expressões corporais involuntárias. Formam a base da comunicação não-verbal e estão na origem de praticamente todas as tarefas que realizamos no dia-a-dia sem necessidade de pensar.
Na comunicação, sempre que sentimos uma incongruência entre o verbal e o não-verbal, a resposta ideomotora , fora do controlo consciente, é sempre sentida como mais credível.

Talvez por isso seja útil deitar, às vezes, a mão ao pêndulo na esperança que lhe dê a boa resposta. Pode ser uma consolação – parece na prática que dá, na maioria das vezes, a resposta que queremos ouvir. Mas outras vezes o pêndulo não dá resposta nenhuma, o que não admira, pois qual é a resposta verdadeira? Se a mente consciente não sabe muitas vezes para onde se voltar, acontece o mesmo com o inconsciente dilacerado em partes contraditórias.

Um Holandês disse-me um dia:
- Um pêndulo é como um português!
Ele compreendeu o meu espanto e, muito sério, esclareceu:
- Qualquer pergunta ou pedido que se faça a um português, ele responde: “não, sim, talvez!”

A memória inconsciente

O filósofo belga Joseph Delboeuf, sonhou que no pátio da sua casa encontrara duas lagartixas enterradas na neve e rígidas pelo frio. Pegou nelas, aqueceu-as nas mãos e colocou-as numa greta do muro. Depois colocou ao lado umas ervas que lá cresciam. Ainda em sonho pronunciou o nome da planta: "Asplenium ruta muralis".
Delboeuf não se lembrava de quase nenhum dos nomes técnicos das plantas apreendidos na época de estudante. Como, pois era possível aquele conhecimento técnico?
As pessoas tem tendência a encontrar explicações mágicas para estas revelações subitas. As coisas podem ser muito mais simples.
Após 16 anos achou casualmente a explicação: em casa de um amigo encontrou um pequeno álbum de flores secas, no qual estava escrito, por seu próprio punho: "Asplenium ruta muraria". O mesmo Delboeuf escrevera-o muito tempo antes, depois de consultar um botânico. Delboeuf já nem se lembrava de que sua irmã dera aquele álbum de presente ao amigo. A única diferença: "muralis” no sonho, em vez de “muraria".
Casos semelhantes são bastante frequentes. O inconsciente guarda lembranças que o consciente já esqueceu completamente. Um repositório imenso de conhecimentos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Aprender mais facilmente

Aprender e memorizar podem ser altamente facilitados se a matéria for interiormente visualizada.
Mas há mais. Existe uma técnica descoberta há 2500 anos na velha Atenas e que foi investigada em participantes do World Memory Championships em Londres por cientistas que analisaram o funcionamento do cérebro destas pessoa e o compararam com as pessoas “normais”. Simplesmente associavam a matéria a fixar a uma rota que conheciam bem.

É como há muito se ensina em PNL. É tudo uma questão de programa. A diferença está na estratégia mental. Aqui vai ela:

1. Pense num caminho qualquer que você conhece muito bem (pessoalmente uso o paredão que vai de S. João do Estoril a Cascais);
2. Considere diversos pontos de referência pelo caminho;
3. Ligue cada elemento que quer fixar com um ponto de referência.
4. Para recordar, faça mentalmente o trajecto.

Muito possivelmente aumentou a percentagem da sua capacidade de memória.

PNL e criação de estados

É um princípio básico de PNL ao qual Grinder, entre outros, tem chamado a atenção, que a aprendizagem está directamente ligada ao estado emocional.

É por isso que nos cursos de PNL são criados estados emocionais. Têm como fim, facilitar a aprendizagem. PNL não se aprende dos livros…

Melhor memória

A vida podia ter-nos sido facilitada, logo desde pequenos se, na escola, nos tivesse sido ensinada a forma de aprender mais facilmente. Há uma obsessão no conteúdo e é esquecida a forma de aprender.

A memória a longo termo é activada se, antes ou depois da aprendizagem da matéria (ou possivelmente seja do que for na vida), assistirmos a um filme de horror. Um filme de sexo pode até funcionar melhor.

Sem entrar em explicações científicas já testadas, isto tem a ver com a ligação do assunto a sensações fortes e emoções.

sábado, 27 de novembro de 2010

Às vezes parece-me que o menos fácil de dar por isso
é o que está sempre presente...

Do capítulo: “Que terapia é esta?”

Se é pessoa de certo pudor, pode ser melhor não ler esta história:

Um homem sofre de encoprose (em bom português: caga-se todo). Vai a uma consulta e o médico, depois de o examinar e investigar, não encontra nenhum motivo físico que explique o seu problema. Então sugere-lhe que vá a uma consulta de psicoterapia.

O primeiro final, em que o terapeuta consultado é um psicanalista ortodoxo:
Passados cinco anos, o homem encontra-se com um amigo.
- Olá! Que tal vai a terapia?
- Fantástica! – responde o homem, eufórico.
- Já não te cagas todo?
- Olha, cagar ainda cago, mas agora já sei porquê!

Segundo final, em que o terapeuta consultado é um behaviorista:
- Passados cinco dias, o homem encontra-se com um amigo.
-Olá! Que tal vai a terapia?
- Genial! – responde o homem eufórico.
- Já não te cagas todo?
- Olha, cagar ainda cago, mas agora uso cuecas de plástico!

Terceiro final, em que o terapeuta consultado é gestáltico:
Passados cinco meses, o homem encontra-se com um amigo.
- Olá! Que tal vai a terapia?
- Maravilhosa! – responde o homem, eufórico.
- Já não te cagas todo?
- Olha, cagar ainda cago, mas agora estou-me nas tintas!


“Deixa-me que te conte os contos que me ensinaram a viver”, Jorge Bucay, Pergaminho.
(um livro interessantíssimo para quem se interessa por metáforas terapêuticas com as respectivas características isomórficas)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O cavalo perdido

Metáfora atribuída a Milton Erickson, contada geralmente nos cursos de PNL para ilustrar a relação conscienete-inconsciente e a confiança nos poderes do inconsciente.

Um dia, depois da escola, um cavalo perdido, suado, com rédeas e tudo, entrou pelo terreno à procura de água. Ninguém conhecia aquele cavalo e os camponeses conheciam muito bem as redondezas. Milton dominou-o e saltou para cima do cavalo. Levou-o para a estrada. E o cavalo começou a galopar numa certa direcção. De vez em quando desviava a atenção do caminho e começava a divagar lentamente por uma ou outra propriedade. Milton fazia-o voltar ao caminho e, uns seis quilómetros mais adiante, o cavalo entrou decidido numa propriedade. O camponês correu para o cavalo entusiasmado dizendo: - ah, estás de volta. E perguntou a Milton onde o tinha encontrado como é que soube o caminho. Milton respondeu que o cavalo é que sabia e a única coisa que ele fez, foi manter a sua atenção no caminho.

O sublime na loucura

Nada existe sem ordem. Nada pode vir a existir sem caos.
Einstein

Eu digo-vos: Uma pessoa tem de ter caos dentro de si para poder parir uma estrela.
Nietzsche

Era uma vez...a cabeça e a barriga

Desde os velhos clássicos que em grande parte da filosofia impera a racionalidade (e a linguagem como aliada), sendo o irracional considerado de natureza inferior. O Eu foi reduzido à racionalidade. A precisão e os processos lógicos atingiram ainda mais fama com o aparecimento da metáfora do computador. Nesta metáfora são excluídas as sensações, as intuições, os sentimentos.
O interessante é que, nas últimas décadas, com a ajuda de aparelhagem cada vez mais sofisticada, o estudo do disco rígido que é nosso cérebro mostrou aos cientistas espantados que não há pensamento, recordação, percepção, que não seja acompanhada de sentimentos!
Mais ainda, sem sentimentos, uma decisão é impossível.

Os papéis do consciente e do inconsciente

Quando tenho de tomar uma decisão que não tenha grande significado, achei sempre mais benéfico considerar os prós e os contras. Mas perante decisões de importância vital, por exemplo, a escolha duma companheira ou profissão, a decisão deve vir do inconsciente, algures do nosso interior.

Sigmund Freud


Só tua mente conhece barreiras
Só tua alma sabe superá-las

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um pensamento do dia

Às vezes é tempo de partir
sem que se conheça o destino.

Tenessee Williams (enviado por Dagelijkse Gedachte, Holanda)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PNL & MINDFULNESS

A Programação NeuroLinguística (PNL) ajuda-nos na compreensão da estrutura do funcionamento da mente. Oferece-nos modelos para entendermos o nosso mapa do mundo (como construímos de forma imaginária a nossa história e como reagimos ao mundo, na forma de piloto automático). Dá-nos ferramentas para podermos aumentar a eficácia pessoal utilizando o conhecimento das estruturas desta nossa experiência subjectiva. Estas ferramentas funcionam, desde que tenhamos em conta a dinâmica de todo o sistema, a ecologia, contornemos as resistências naturais daquilo que em PNL se chama a mente consciente, e encontremos uma forma mais suave de lidarmos connosco, com maior compreensão, desistindo directamente de lutas internas. É o automatismo no funcionamento da mente que está na origem do desconforto interior e constitui o grande impedimento para uma mudança saudável.

Mindfulness (baseada nos trabalhos do Dr. Jon Kabat-Zinn, professor de Medicina na escola médica da Universidade de Massachusetts) é, cada vez mais, aplicada nas terapias da psicologia cognitiva (ACT e MBCT). Consta de exercícios formais e não formais de atenção plena no momento actual e sem julgamento. O objectivo é ajudar-nos a libertarmo-nos do nosso piloto automático (resultado do nosso mapa do mundo, das lembranças do passado e dos pensamentos sobre o futuro), paradoxalmente, não através da sua neutralização directa, sim através duma observação e aceitação sem julgamentos. Mindfulness, de inspiração budista, facilita-nos a aceitação e vivência plena do aqui e agora. A partir daí há maior flexibilidade. Com a paragem da resposta automática, oferece-se-nos uma abertura a novas possibilidades de acção e desfrute da vida. Talvez possa ser um dos mais valiosos complementos de uma PNL,” a caminho do cerne e a partir do cerne”, na realização de uma vida cada vez mais significativa.

Mas há mais. A partir de uma focalização no aqui e agora, sem a interpretação automática que é o resultado da história pessoal e dos desejos para o futuro, está aberto o caminho para a libertação de recursos interiores fabulosos. Em PNL, os recursos espirituais são reconhecidos, como estando a um nível de organização superior, orientando e dando sentido às camadas inferiores de consciência. A PNL possui já, há muito, técnicas para trabalhar com esses recursos espirituais, e diversas meditações tradicionais podem facilmente ser modeladas e integradas no processo de mudança e auto-realização.

(O quadro apresentado acima fornece o panorama das minhas investigações com Programação NeuroLinguística e reflecte as tendências do desenvolvimento da PNL no mundo. J.F.)

Relação é localização

O pressuposto mais básico do Panorama Social é este:
Relação é localização

Em qualquer relação, o significado emocional da relação é o resultado da localização do “outro” em relação a “mim”, quer dizer, perto, longe, mais alto, mais baixo, aproximando-se, afastando-se, direcção, de frente, de costas, atrás, ao lado... Esta dinâmica das localizações joga-se no nosso espaço mental, onde têm lugar todas as representações internas.

Assim, as perguntas mais pertinentes que nos podemos fazer, ou fazer a alguém, são, por exemplo, estas:
- Onde é o seu lugar no mundo? Perto, longe, com os outros acima de si, abaixo de si?
- Qual é o seu lugar na linha das gerações?
- O seu lugar de criança entre o lugar dos seus pais?
- O seu lugar em relação aos seus irmãos e irmãs?
- Qual é o seu lugar em relação ao seu marido, à sua mulher?
- Qual é o seu lugar de homem ou mulher entre os outros homens e mulheres?
- O seu lugar em relação aos vivos, aos mortos?
- O seu lugar em relação aos que o (a) traíram?
- O seu lugar em relação aos que traiu?
- Qual é o seu lugar no trabalho?
- Qual é o seu lugar de cidadão? De cidadã?
- O seu lugar na cultura, na religião, no partido?
- O seu lugar na história? E na sua própria história?
- Qual é o seu lugar...

Conhecem certamente este pressuposto básico da PNL:
“Se fizer as coisas da mesma maneira, terá os mesmos resultados”

Assim, modifiquei um pouco um dos pressupostos básicos da PNL. Um pressuposto básico no Panorama Social poderia muito bem ser este:
“Enquanto se mantiver na mesma localização mental na relação, terá os mesmos resultados!”

A diferença entre Interpretação e observação

A esposa do cientista e o cientista dão um passeio campestre.

Diz ela: - Olha, tosquiaram as ovelhas! (interpretação)

Diz ele: - Sim, deste lado que estamos a ver! (observação)

Decisões

Quantas vezes tomamos decisões que levamos até ao fim? Quantas adiamos? Quantas transformamos a meio-caminho? Quantas sabotamos? De quantas desistimos?

Para apreciar devidamente os prós e contras, as certezas e incertezas profundas sobre os resultados, as contradições internas directamente ligadas às decisões, existe em PNL uma coisa que se chama: as perguntas cartesianas.
Fazem parte do controlo ecológico na formulação de objectivos.

Podem ajudá-lo a tomar, ou não, uma decisão. Aqui vão elas:

x(+);y(+) - O que acontece se eu fizer isso?

x(+);y(-) - O que acontece se eu não fizer isso?

x(-);y(+) - O que não acontece se eu fizer isso?

x(-);y(-) - O que não acontece se eu não fizer isso?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sobre afirmações

D. enviou-me um novo mail.
Outra dúvida que tenho é a seguinte.
Quando perguntamos "porque é que eu sou tão burro?" a vida apresenta-nos várias respostas que nos mostram porque somos burros. Quem é que vai "buscar" essas respostas? O cérebro ou a mente?
É correcto dizer que ao colocarmos as questões certas, tipo, porque é que sou inteligente? Porque é que sou um ser com valor? Porque é que tenho sorte? O "cérebro/mente" busca as respostas e experienciamos experiencias que condizem com esse estado mental?

Não quero entrar nesta questão mente-cérebro. Mas há aqui um aspecto prático interessante e, talvez, fundamental nas nossas vidas: a relação pensamento-resultados.
O que pensamos vai condicionar a nossa percepção do mundo. Se nos consideramos “burros”, iremos encontrar as provas a todo o momento. É a natureza das convicções. Convicções são profecias auto-realizáveis.
Se nos afirmamos de forma positiva como inteligentes, pessoas de sucesso, corajosos, excelentes, é melhor, mas isso não quer dizer que vamos agir como tal, nem que percepcionemos no mundo provas disso. A questão é muito mais subtil. Por detrás do que afirmamos de forma positiva, há vozinhas interiores resistentes que, sem que tenhamos muitas vezes consciência disso, afirmam precisamente o contrário, o que nos obriga a gritar cada vez mais alto que somos inteligentes e a voz interior, por sua vez, a berrar que somos burros. A voz interior de que, na maioria das vezes, não temos consciência, acaba por vencer sempre.
Trabalhar com afirmações positivas, é muito popular, mas não são propriamente as maneiras de trabalhar em PNL que tenham mais sucesso.
Qualquer afirmação pode desencadear o seu contrário, luta, desperdício de energia e perca.
Em PNL trabalha-se, por exemplo, com a estrutura das afirmações (sub-modalidades); realização das intenções positivas, mesmo das convicções mais negativas; integração de afirmações opostas; neutralização da emoção negativa ligada à história da convicção; dão-se novos significados às afirmações limitadoras com base nos objectivos positivos escondidos na convicção, etc. etc. etc. Ao contrário do que as pessoas pensam, em PNL, convicções como “eu sou burro” são tratadas com todo o carinho. É a condição básica. Sem isso, o “burro” vence.

Aproveitei para falar de “afirmações”. Na realidade D. faz perguntas, o que é mais inteligente que fazer afirmações. Na estrutura da pergunta “Porque sou inteligente?” esconde-se o pressuposto (uma voz interior) de que sou inteligente e não há uma afirmação directa, o que facilita a neutralização de resistências que possam querer afirmar o contrário. Para além disso, a pergunta, que inclui um pressuposto, contorna a mente consciente e pode despertar o inconsciente, precisamente para procurar as provas.

Obrigado pela pergunta. Enviem-me mais perguntas!
J.F. (jose.figueira@pnl-portugal.com)

Contacto

1. Concentre-se num ponto da parede, de modo que tenha de levantar um pouco os seus olhos.
2. De forma descontraída, mantenha-se fixando esse ponto.
3. Depois dum minuto, desça os olhos, e sem fixar nada em particular, imagine que tem uma visão de 360 º à sua volta. Note a sua sensação de relaxamento.
4. Se quiser, dê durante mais um minuto ou dois atenção à sua respiração, sem forçar nada, deixando a respiração ser como ela é. Muito possivelmente aprofundou ainda mais esta sensação de relaxamento.
5. Encontre agora um ponto dentro de si em que a sensação de tranquilidade parece ser maior.
6. Se fizer este exercício diversas vezes, possivelmente vai reconhecer, cada vez mais facilmente, este ponto de paz dentro de si, e poderá voltar a ele sempre, mesmo nos momentos mais agitados à sua volta.

Parabéns por, nem que seja por escassos momentos, se ter afastado do teatro do mundo à sua volta e ter estado, finalmente, em contacto consigo, com o centro energético da vida real que pulsa dentro de si.
J.F.

Um curso em milagres

U leitor (D.) escreve:
Estou a estudar Um Curso em Milagres, e uma das lições (325) diz assim:
Todas as coisas que penso ver refletem ideias.
"Este é o princípio fundamental da salvação: o que vejo reflecte um processo na minha mente, que começa com a minha ideia do que quero. A partir disso, a mente constrói uma imagem da coisa que deseja, julga favorável e, portanto, busca encontrar. Essas imagens são, em seguida, projetadas para fora, examinadas, consideradas reais e preservadas como pessoais."
A minha pergunta é a seguinte:
é este comportamento idêntico ao que a pnl chama de percepção/projecção?

Possível resposta:
Pelo que percebo da linguagem vaga e altamente abstracta, metafórica, para muitos, altamente inspiradora de "Um Curso em Milagres", é isso que me parece que lá está: “percepção é projecção”. Claro que, com textos deste género, as interpretações são múltiplas e, por isso, ainda mais, as percepções são sempre projecções. Cada um tira o que, no momento, é importante para si.
A percepção que se tem do mundo (o que vejo) é o resultado das maquinações da mente (o processo mental) com base na motivação pessoal (a ideia do que quero).
Se conduz à salvação (explicado algures como encontro do caminho até Deus), depende do tipo de imaginação em jogo. É o mesmo processo mental que pode, da mesma forma, levar à "perdição", parece-me (leia-se na mesma lição: de desejos insanos vem um mundo insano).
A última parte da frase afigura-se-me ainda mais confusa (imagens projectadas para fora e preservadas como pessoais). Deve querer dizer que esses pensamentos são “projectados” no mundo, o que quer dizer, se calhar, que aquilo que a mente cria, tende a realizar-se. Na verdade, é isso que me parece estar na continuação do texto da lição (de julgamento vem um mundo condenado, de pensamentos de perdão vem um mundo gentil…) Assim, o texto fala, não só da maneira como vemos o mundo (percepção é projecção), como das consequências do pensamento no mundo.
Se é mesmo assim, está precisamente de acordo com a PNL, que diz o mesmo, numa linguagem mais objectiva.
É preciso gostar-se deste tipo de textos. A vantagem da linguagem apresentada no texto acima e literatura semelhante, é que nos oferece muitas margens para devaneio que têm os seus fundamentos nos interesses e necessidades da pessoa no momento. Poesia divina com muita boa intenção e, por isso, para muitas pessoas, muito inspiradora.
J.F.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Estilo Milton Erickson (1901-1980), o grande inspirador e o espírito da PNL

Quando a sua filha chegou casa dizendo que queria seguir a moda da escola no momento - roer as unhas - o seu pai disse mais ou menos isto:

- Certamente que deves seguir a moda e não ficar na retaguarda. A melhor maneira de andares a par delas, é mesmo roeres as unhas o tempo suficiente: 3 vezes por dia durante 15 minutos, a horas marcadas de antemão. Dar-te-ei para isso, um despertador.

A filha começou a tarefa altamente entusiasmada mas muito depressa se chegou ao pé do pai e disse-lhe:
- Acho que vou começar na escola a moda das unhas compridas!

(adaptado das histórias terapeuticas de Milton Erickson em My voice will go with jou)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Condição básica para uma boa comunicação

Temos tendência a gostar e a confiar nas pessoas que se parecem conosco. Quando há, entre pessoas, uma relação de interesse, confiança, abertura, disponibilidade, harmonia, cooperação, dizemos que estão em rapport. Rapport é essencial, pois é o fundamento duma boa comunicação.

O processo para entrar em rapport, em PNL, é a chamada “sincronização” que é baseada nesta lei da semelhança. A técnica específica empregue é o “espelhamento”. Espelhar consiste em entrar no ritmo da outra pessoa, imitando-lhe os movimentos, a postura, os atributos vocais, as frases chaves e até mesmo a sua respiração - os atributos do sistema de representação sensorial do outro.

Humor com PNL

Make a decision
Sometimes, it is urgent to create a "part" in your mind that will you help to make a decision.

The map is not the territory...
When you read this poster, do you think "It's time for the bear to go in the water" or do you think "It's time for people to do something about the climat change"

 
NLP synchronization
What is the value of the synchronization?



http://funlp.blogspot.com/

"Rapport" é simplesmente ter interesse no outro

Já Hipócrates o sabia. Ele afirmou, um dia, que alguns pacientes, embora absolutamente conscientes da sua perigosíssima condição, contra todas as expectativas, recuperavam a saúde.  A explicação que dá é muito simples.Recuperavam a saúde, diz Hipócrates, porque estes pacientes estavam muito safisfeitos com a bondade do médico.

Preferências...

O cérebro é o meu segundo órgão favorito.

Woody Allen

Lidar com a insatisfação interior

Experimente, se quiser, esta sugestão de Jon Kabat-Zinn, fundador e director da Stress Reduction Clinic no Centro Médico da Universidade de Massachusetts e Professor associado no departamento de Medicina Preventiva e Comportamental, autor do best-seller Full Catastrophe Living.

Da próxima vez que sentir uma sensação de insatisfação, de algo que se está a perder ou que não está muito bem, experimente virar-se para dentro. Veja se consegue captar a energia desse preciso momento. Em vez de agarrar numa revista ou ir ao cinema, de telefonar a um amigo ou de ir à procura de qualquer coisa para comer ou agir de alguma outra forma, arranje lugar para si mesmo. Sente-se e entre na sua respiração, nem que seja por alguns minutos. Não procure nada - nem flores, nem luz, nem uma vista bonita. Não retire virtude a nada, nem condene algo por ser inadequado. Nem sequer pense para si-mesmo "Agora vou-me virar para dentro". Sente-se apenas. Esteja presente no centro do mundo. Deixe que as coisas sejam como são.

(Aonde quer que eu vá, Jon Kabat-Zinn, Sinais de Fogo)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Bola de Ouro

Pelo amor que meu pai me deu,
Nada dei.
Em criança, eu não soube avaliar o presente.
Homem feito, fiz-me duro como um homem.
Meu filho vai-se tornando adulto, amado com desvelo
Como nenhum outro, sempre no coração do pai.
Dou o que outrora recebi àquele
De quem eu não descendo e nada recebo em troca.
Quando ele se tornar homem e pensar como homem,
Seguirá, como eu, o seu próprio caminho.
Vê-lo-ei, sem nenhuma inveja,
Transmitir ao filho o amor que lhe entreguei.
Meu olhar segue o jogo da vida
Até às profundezas do tempo:
Cada qual arremessa, sorridente, a bola de ouro
E ninguém a devolve às mãos daquele
De quem ela partiu.

De Borries von Munchhausen,
citado por Bert Helinger em Simetria do Amor.

Auto-cura (técnica)

1. Pergunte-se: qual é a cor que para si representa “saúde”, uma vida física e psiquicamente saudável?
2. Pode voltar-se para dentro e relaxar, por exemplo, fechando os olhos e dando, por alguns momentos, atenção à sua respiração.
3. Imagine por cima da sua cabeça uma bola de luz intensa, da cor que para si representa “saúde”.
4. Deixe-se inundar, interna e externamente, por raios de luz que descem da bola, através da sua cabeça, preenchendo cada célula do seu corpo.
5. Sinta como essa luz transforma e cura cada músculo, cada órgão, os ossos, o sangue, a sua pele. Sinta-se envolvido(a) numa aura que cura e vitaliza o corpo, a mente, a alma.
6. Se tem um mal fisico particular, imagine o mais concretamente possível, como essa luz, fonte de energia e vida o(a) regenera (informe-se de antemão exactamente do processo da doença, para poder visualizar detalhadamente a cura com a ajuda da luz.)
7. Num pequeno bloco de notas, só usado para este efeito, registe diariamente as transformações, cada vez que fizer o exercício. Descreva:
     a. Como sente o que já se transformou? (pode usar uma escala de 1 a 10, em que 1 é 100% ausência de saúde e 10 equivale à cura perfeita, por exemplo).
     b. Visualize-se a agir no futuro, em diversos contextos da sua vida, e descreva concretamente, para além do que sente, as transformações físicas e psíquicas que vai observando em si.

Em caso de doença, este exercício é feito, claro, ao lado dos tratamentos tradicionais.

Quem fizer este exercício regularmente e exactamente como está descrito, pode, se quiser, escrever abaixo os seus comentários, comentários estes a que darei toda a atenção e que poderão vir a contribuir para o aperfeiçoamento do exercício.

J. F.

domingo, 14 de novembro de 2010

Comunicar ...


... a VIDA, ... as ALEGRIAS, ... ou ...

Intermezzo - Domingo, 14/12/2010, meditando sobre a relatividade dos sentidos...

Um cego, uma lésbica e uma rã, entram num bar. O brazileiro, atrás do balcão, comenta:
- O que é que isto? É uma anedota?

Intermezzo - Domingo, 14/12/2010, meditando sobre a relatividade dos mapas do mundo...

Uma secretária está perante um chefe de pessoal duma multi-nacional para uma entrevista de emprego:
Pergunta o chefe de pessoal:
- Que língua estrangeira fala mais?
- "Miaauuuu! - respondeu o cão.

Intermezzo - Domingo, 14/12/2010, meditando sobre a relatividade do tempo...

Um caracol foi assaltado por duas tartarugas.
Quando o polícia perguntou como é que tinha acontecido, o caracol respondeu:
- Não sei, foi  tudo tão rápido!

sábado, 13 de novembro de 2010

Crie, desvaire, grite, possua, encante, dance, delire, pinte, ofusque, transponha, fascine, rasgue, reinvente, viva, cegue, atraia, ultrapasse, escreva, ame, endoideça, divague, deslumbre, invada, concilie, sussurre, conquiste, maravilhe, agregue, imagine, ria, admire, componha, corra, pule, enfeitice, voe, atravesse, seduza, abrace, alucine, espalhe, beije, sonhe…

O QUE É O ILMSR?

O Panorama Social, criado por Lucas Derks, faz directamente parte do “International Laboratory for Mental Space Research” (ILMSR). Este instituto foi fundado em 20003 com o obectivo de reunir alguns dos conhecimentos mais recentes da lingüística cognitiva, da prática psicoterapeutica e de estudos de história cultural, a fim de fornecer:
1. uma base teórica sólida no trabalho de mudança em psicoterapia,
2. uma compreensão mais aprofundada dos fenômenos individuais, sociais e culturais do ponto de vista sensorial, baseados na experiência subjetiva e
3. modelos inovadores para o trabalho de intervenção orientada para a mudança nos planos de desenvolvimento pessoal, psicoterapia e processos sócio-culturais.

Investigadores:
Lucas A. C. Derks psicólogo Social que vive na Holanda e está espalhando por todo o mundo o Panorama Social, uma contribuição inestimável no desenvolvimento da PNL
Wolfgang Walker psicólogo clínico que trabalha na Alemanha
Walter Otto Oetsch professor de economia e história cultural na Johannes Kepler University of Linz na Áustria.

Um pensamento de fim-de-semana

Para ver novamente as coisas de forma clara
basta, muitas vezes, só mudar de perspectiva
Antoine de Saint-Exupéry
(enviado por Dagelijkse Gedachte, Holanda) 

QUAL?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Técnica 39: Objectivos terapêuticos

No intuito de evitar que a terapia se tornasse um caso frustrante e sem fim, Bandler e Grinder (1979) e Camron Bandler (1985) enfatizaram a importância de formular previamente os objectivos da terapia. Este é um hábito proveniente da terapia comportamental.

Os terapeutas focados na solução fazem a chamada “pergunta do milagre” para obter um objectivo terapêutico: “Imagine-se acordar amanhã com o seu problema já resolvido. Que diferença perceberia?" Ou “Imagine ter encontrado um mágico capaz de fazer aparecer uma solução. O que lhe pediria?” Em resumo: “Como quer que a solução seja?”

Prestar atenção ao objectivo desejado, é útil para guiar a terapia (do panorama familiar) na direcção certa. Ter os objectivos como referência torna muito mais fácil descobrir qual a configuração de personificações que está a bloquear o cliente.

Bandler e Grinder (1979) sugerem algumas condições a que, em suas opiniões, os objectivos devem obedecer, para serem funcionais (Derks e Hollander, 1996a):

1. O objectivo deve ser formulado em termos positivos (sem negações na forma como é expresso);
2. Deve estar no âmbito do controle pessoal do cliente;
3. Deve haver uma prova clara e sensorial para informar ao cliente quando ele alcançou o objectivo;
4. O contexto no qual o objectivo será realizado deve ser descrito com clareza;
5. Não deve haver quaisquer objecções em relação a alcançar o objectivo.

“Panorama Social, Dinâmica interior dos Relacionamentos Humanos”, Lucas Derks, editora idph, Brasil, pag.256/7
Precisamos de 4 abraços por dia para sobreviver.

Precisamos de 8 abraços por dia para nos manter.

Precisamos de 12 abraços por dia para crescer.

Virginia Satir

Virginia Satir

"Tento ajudar as pessoas (...) a experimentar a conexão com a sua espiritualidade, levando-as a entrar em contacto com a sua ternura e com a sua força. Para tanto (...) precisamos entender que nascemos para evoluir (...) É um crescimento - e não há por que ter medo. Já ouvimos essa mensagem antes. É sobre isto que falavam Jesus, Buda, tantos outros. Mas, no passado, a maioria das pessoas (...) dizia: "Eles estão acima de nós, eles são divinos (...) somos apenas humanos, portanto não podemos estabelecer a mesma conexão". Mas agora, começamos a perceber que podemos."

Virginia Satir (26-06-1916 - 10-09-1988), psicoterapeuta conhecida pelas terapias familiares, constelações, change process model, modelada por Bandler e Grinder, está na base do modelo meta de linguagem, o primeiro produto da Programção NeuroLinguística.

Um pensamento do dia

As grandes decisões da vida têm, via de regra, muito mais a ver com o instinto e outros misteriosos factores inconscientes do que com a boa vontade consciente e a razão bem-intencionada.
C.G. Jung

The Enneagram and NLP

The Enneagram is an ancient typology of personality that precedes an important key to our strengths and limitations, our preoccupations, passions and defenses. Created by safe mathematicians in the 16th century it is sometimes known as ‘the face of God’. It is organized with the numbers one to nine placed in a circle with lines drawn between the numbers indicating certain relationships. The Enneagram proposes that there are nine basic personality types, each shaped and influenced by several other pivotal types under various circumstances. This elegant process is one of the reasons - unlike other typologies - that the Enneagram does not put you in a box, nor is it so vague that the information becomes no more than another interesting theory. It helps you identify the thread that sews through your life while giving you the space to be the unique individual you are. Identifying your number (type) brings a deeper understanding of who you are, what your challenges are and which possibilities you have for your personal evolution.
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(na foto: Anné Linden, conhecida como The First Lady of NLP, fundadora do The New York Training Institute for NLP, o primeiro centro de Programação NeuroLinguística do mundo, 31 anos de experiência; para além de ser uma das mais conceituadas trainers mundiais é especialista em NLP e eneagrama)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Conflito

Nada é mais importante que este momento

O maior impedimento no campo do crescimento, aprendizagem, desenvolvimento pessoal?
O esquecimento!
É o esquecermo-nos que o mapa não é o território.
J.F.
O homem é um ser de histórias. Pensamos em termos de histórias, comunicamos com histórias.
Uma boa história é qualquer coisa de fantástico. É esta a força das histórias, mas também o seu perigo.
Uma história tem repetições, tem ramificações, desvia-se do caminho; há círculos.
Uma história é um labirinto onde nos podemos perder. Pode ser agradável deixarmo-nos levar, mas o labirinto não é a realidade.
As histórias podem apanhar-nos de tal forma que acabemos por ter a ilusão que são mais importantes que a realidade. Quando isso acontece, perdemo-nos. As histórias tiram-nos do momento - o que lhe prega uma grande partida no que diz respeito à história da sua vida: sobre quem você é, quem deverá ser, sobre as suas ambições, os dramas e sucessos. Se acreditar muito nisso, vai jogar o papel que se imaginou jogar, torna-se então prisioneiro da sua própria história.
Pode apreciar uma história enquanto escolhe identificar-se com ela, desde que esteja consciente que é uma história, e nesse caso pode voltar ao aqui e agora. Reconhece então as histórias como histórias, não se deixando capturar por elas.
As histórias são para a gente se divertir com elas, não para nos aprisionarem.

Enviado da Holanda tradução de J.F., texto de Rob Brandsma

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Panorama Social e a sub-modalidade “localização”


Relação=Localização, é o ponto de partida do Panorama Social, que é a maneira como organizamos as nossas relações na nossa mente. Uma pessoa, num determinado lugar, significa uma relação emocional Social específica. Modifique o lugar, modifica a relação. Modifica a relação, modifica então automaticamente o lugar. Este pressuposto implica também que um determinado tipo de relação, corresponde com um lugar determinado no Panorama Social de alguém. Há um espaço para enamorados, um espaço para pessoas de confiança, um espaço para inimigos... Confrontados com uma relação não funcional, procedemos à deslocação da relação para uma posição mais adequada na nossa mente. Isto pode fazer-se com ex-namorados, com o nosso chefe, com um grupo social, com pessoas falecidas, com personificações familiares, etc. Tal vai implicar uma modificação na relação. A pessoa irá certamente agir doutra maneira e o outro, consciente ou inconscientemente, irá reagir doutra forma - a relação será inevitavelmente transformada.

Com o Panorama Social, Lucas Derks acrescentou uma importante mais-valia à Programação NeuroLinguística.

http://www.panorama-social.blogspot.com/

Formado (a)?!...

Estamos a assistir a uma revolução silenciosa e, não obstante, os factos reclamam e gritam com a sua evidência, nem sempre porém os conseguimos ver...
Este é o Século do feminino, da sensibilidade, da criatividade e da mente ou talvez do espírito... enfim, do crescimento permanente da inteligência cada vez mais autónoma em si mesma...
É ainda muito comum ver e ouvir as pessoas dizerem que “são formadas” em... direito; engenharia; economia... enfim.
Presentemente ninguém é já formado em coisa alguma! As pessoas estão em permanente crescimento ou a “morrer”, mas sem darem por isso!
Ora é aqui que a PNL entra nesta dimensão do real, pois nos disponibiliza uma forma de crescimento adequado à nossa personalidade, tão adequado que pode até servir para mudar essa mesma personalidade, ou a forma como pensamos que a assumimos, fornecendo recursos e perspectivas enriquecedoras que nos permitem reconstruir permanentemente e crescer sempre em direcção a nós próprios e à ideia de pessoa que consigamos almejar como sendo a certa para nós.
Como estrutura de funcionamento da mente a PNL ajusta-se a qualquer contexto e funciona em qualquer área da vida e da actividade humana, daí a sua polivalência e significado, como ciência e arte até, seguramente como técnica ou conjunto racional de técnicas que funcionam e relevam pela sua efectiva utilidade independentemente das crenças e convicções que sobre a matéria se acalentem.
Importa por isso sublinhar que, diversamente do que por vezes se ouve e diz, a PNL, mais que uma “prática”, ou uma técnica que se usa ou não é uma forma de ser...
A Programação Neurolinguística é uma novíssima forma de ser pessoa e de estar na sociedade e fora dela... É realmente um sistema vasto de conhecimento que nos proporciona em termos práticos uma estrutura flexível e dinâmica que se ajusta a cada contexto e realidade (interna ou exterior à pessoa), e cujos resultados se manifestam sem que sejam necessárias crenças; basta fazer, maxime, ser assim!
António

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Cursos e livros de Crescimento e Sucesso

Há cada vez mais cursos, livros e pessoas que nos ajudam a descobrirmo-nos e a realizarmos o "sucesso" e a conseguir tudo o que se quer. Infelizmente os resultados, embora muitas vezes sejam positivos, não estão geralmente em relação directa com o prometido. A mente humana e o mundo, não se deixam aprisionar facilmente. Ora é essa, talvez, a maior mensagem da PNL (Programação NeuroLinguística): - que não lhe passe pela cabeça pensar que se conhece, nem sequer que tenha a pretensão de conhecer todas as variáveis que levam a um resultado e, sobretudo, talvez seja uma boa ideia, não se deixar limitar pelo social correcto de nominalismos como "sucesso" e "excelência" e outros termos semelhantes. Não vá na conversa de ninguém. Nem da minha. Não se limite, abra-se ao ilimitado que somos, sabendo que cada pensamento é simplesmente um pensamento, uma sensação, simplesmente uma sensação. São tudo produtos e a nossa mente unicamente omite, generaliza e distorse.
Não importa o que pensemos sobre nós. Somos sempre mais do que isso.
"O mapa não é o território".
J.F.

Percepção




O que vê?
Uma jovem ou uma velha?
















E aqui?
Dois rostos em perfil ou uma coluna?












Motive-se com palavras

1. Pense em algo que se sinta facilmente motivado a fazer.
2. Repare no tom e no ritmo da voz interior que utiliza quando fala consigo próprio acerca dessas actividades.
3. Tenha consciência das diferentes palavras que melhor o motivam entre as seguintes hipóteses:
EU DESEJO         EU QUERO                              EU PRECISO
EU TENHO DE    EU TENHO DE CHEGAR A   EU DEVO
EU DEVIA            EU POSSO                              EU QUERO
EU VOU               EU ESTOU A FAZER            
4. Írá reparar que algumas destas palavras resultam melhor consigo do que outras e motivam-no mais do que outras.
Use as palavras e o tom e o ritmo das palavras que o motivam.

Richard Bandler, "Tenha agora a vida que quer"
"Só quem está sendo asfixiado aprende que o ar existe."

Monteiro Lobato
publicado como pensamento do dia nohttp://www.golfinho.com.br/

METAMORFOSE

Escher

terça-feira, 2 de novembro de 2010