terça-feira, 30 de novembro de 2010

O que diz o pêndulo

Anda às voltas com a resposta a uma pergunta essencial para a sua vida?

Prenda um pequeno objecto a uma linha (um pêndulo), pegue na linha entre os seus dedos, sem o cotovelo apoiado. Faça uma pergunta fechada.
Se o pêndulo gira na direcção dos ponteiros do relógio, na maioria dos casos a resposta é sim. Se o pêndulo anda em sentido contrário, a resposta, em geral, é não.

Este princípio, aplicado na radiestesia, mesas dançantes, resposta com um indicador móvel dançando sobre uma tábua com letras ou símbolos, é chamado o efeito ideomotor. Este princípio acontece a todo o momento nas nossas vidas. Os músculos respondem a sugestões, pensamentos e sensações, de forma automática, traduzindo-se em expressões corporais involuntárias. Formam a base da comunicação não-verbal e estão na origem de praticamente todas as tarefas que realizamos no dia-a-dia sem necessidade de pensar.
Na comunicação, sempre que sentimos uma incongruência entre o verbal e o não-verbal, a resposta ideomotora , fora do controlo consciente, é sempre sentida como mais credível.

Talvez por isso seja útil deitar, às vezes, a mão ao pêndulo na esperança que lhe dê a boa resposta. Pode ser uma consolação – parece na prática que dá, na maioria das vezes, a resposta que queremos ouvir. Mas outras vezes o pêndulo não dá resposta nenhuma, o que não admira, pois qual é a resposta verdadeira? Se a mente consciente não sabe muitas vezes para onde se voltar, acontece o mesmo com o inconsciente dilacerado em partes contraditórias.

Um Holandês disse-me um dia:
- Um pêndulo é como um português!
Ele compreendeu o meu espanto e, muito sério, esclareceu:
- Qualquer pergunta ou pedido que se faça a um português, ele responde: “não, sim, talvez!”

2 comentários:

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
José Figueira disse...

Em toda a existência deste blogue, desde 2004, unicamente removi: publicidade que não tem nada a ver com o conteúdo da PNL ou metodologia similar.
José Figueira