As representações que nos fazemos de nós e dos outros chamam-se no Panorama Social “personificações”. (Transformar as relações connosco e com os outros é uma questão de transformar as personificações respectivas).
No fundo as relações que temos são relações com

Podemos “personificar” tudo, falamos do nosso carro, do cão, duma cama, duma casa, como se fossem seres humanos e isso provoca sentimentos.
Lucas Derks, o autor do Panorama Social, conta:
“ O meu amigo Theo disse-me ultimamente: - Tenho uma relação muito chegada com o meu Mac!”
Ora é mesmo muito fácil personificar um computador:
A personificação do computador
1. Dê um nome ao computador. Theo chama em segredo ao seu Mac Intosch: - Maggie!
2. Visualize a Maggie. Se quer ter um laço bem íntimo com Maggie, deve localizar a imagem a pouca distância – de tal forma que ninguém possa intrometer-se entre si e Maggie.
3. Imagine agora tudo aquilo do que o computador é capaz. Capacidades Ilimitadas!
4. Ponha-se no lugar do computador. Introduza-se por assim dizer dentro da residência do computador e faça uma ideia do que computador quer, o que ele sente, como é que o computador se vê a si mesmo. Desde o momento em que ligou o computador à internet Theo deixou de duvidar das capacidades de enlace espiritual do aparelho.
5. Mantenha-se ainda dentro do computador e atribua-lhe também “emoções sociais”. O meu amigo Theo escolheu para este objectivo uma sensação quente e sensual. Quando se põe no lugar de Maggie o aparelho sente-se muito particularmente atraído pelo seu utilizador – por Theo. Felizmente que há neste caso amor de parte a parte.
(Exercício e desenho de Lucas Derks, Tradução da Técnica: Sandra Bibi)
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