por Dr. Lucas Derks e
Dra. Henriette Mol

Fazendo as perguntas proibidas!
A primeira coisa que nos chama a atenção é que, a partir do
seu envolvimento intenso, fazem perguntas. Perguntas difíceis, fundamentais.
Eles colocam questões brutais. É o tipo de perguntas que nenhum professor, mestre
ou educador, sabe a resposta. Colocam questões que na sala de aula mereceriam
castigo, espancamentos e humilhação pública.
As perguntas que estes
heróis do ensino fazem têm sempre a ver com axiomas ampla e socialmente aceites.
Ser capaz de fazer tais perguntas é uma arte que precede a descoberta do ar ou
da gravidade: trata-se de ser capaz de distinguir aquilo para o que os outros
são cegos. Quando estes profetas da educação e do ensino capturam tais banalidades
socialmente aceites, vão brincar com isso. Perguntam-se, por exemplo, sobre o
que será totalmente oposto ao estabelecido. E vão armazenar provas para comprovar
a veracidade do contrário ao socialmente correto. De preferência, procuram
evidências de efeito dramático para semear a dúvida. É então o momento para
criar sistemas alternativos escolares de ensino que prometem ser melhores e
mais efetivos.
É essencial que se não deixem intimidar por colegas que
declaram: "Isso é impossível. Nós já tentámos. Com o nosso tipo de alunos
isso não funciona. Isso é uma utopia! "
Queremos resolver o problema
das altas taxas de abandono escolar, agressão, falta de pessoal habilitado,
maus resultados, etc.? Isso pode talvez ser resolvido quando o "pensamento
utópico" se tornar uma atividade natural para qualquer pessoa ligada ao ensino.
(tradução J.F.)

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